É um raciocínio simples: as pessoas não são felizes porque são chatas. Nada contra ser exigente, mas a cada feliz momento que alguém vive, há um infeliz momento, geralmente imediatamente após o ápice de alegria de alguém, em que a pessoa pensa “nossa, como a minha vida está boa. Agora só falta isso pra ficar perfeita!” – Substitua em “isso” qualquer objetivo que a pessoa tenha.
Dessa forma, a pessoa nunca é feliz. Vez ou outra nos últimos tempos eu me pego pensando nas minhas férias e em tudo o que estou fazendo – passei reveillon com os amigos, fui pra Curitiba, posso ganhar alguns prêmios muito legais, conheci a Carol, tenho o domínio próprio, tenho idéias legais, vai recomeçar o ano letivo do curso de inglês, que eu adoro – e então penso “eu estou muito feliz”*.
Mas, é claro, ainda faltam coisas a se fazer e há objetivos a alcançar. Mas se eu me concentrar em tudo que eu ainda não fiz, a felicidade mingua pela inexistência de alguma coisa que, cronologicamente, está exatamente onde deveria estar, ou seja, não existe ainda! É como se eu sentisse a falta de alguma coisa, sendo que essa coisa nem foi criada ainda! Esse sentimento de falta do futuro é um irrealismo que impede as pessoas de serem felizes dado um certo momento – está sempre FALTANDO alguma coisa.
Que tal sermos felizes? Ao invés de pensar que sempre FALTA algo, pense que você está feliz e pronto: tudo o que vier depois, é SOBRA.
* Não é bem essa frase, porque falando assim parece mecânico e ridículo. O meu pensamento é mais ou menos como o refrão da música “Do You Remember” (O refrão!!!), do Billie The Vision & The Dancers: “I’m so happy tonight, I’m so happy tonight… I’m so happy tonight, I’m so happy tonight…” - mas só ouvindo pra entender.
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Esse assunto me soou bastante familiar… Que mera coincidência…
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