Hoje terminei de ler o livro “A Orelha de Van Gogh” de Moacyr Scliar, ele é um livro de contos, contos da vida moderna, onde muitos nos faz refletir. Estava terminando o livro na escola hoje quando leio o conto “Pele Sensível”, achei-o magnífico, transformei-o em pensamentos, e não em uma narrativa, e segue abaixo o resultado.
Ser feliz é a fórmula para morrer, se você é feliz, tem uma vida rápida, ao ir em uma praia, chega as onze, quando percebe já está escurecendo, nem ve o dia passar. Ir a um shopping, vai as oito da manhã quando sai de dentro já está escuro. Ou seja, perde-se um dia rapidamente, perde-se uma semana rapidamente, perde-se um ano rapidamente, perde-se a vida rapidamente.
Então, se você quer ser imortal, viva a tristeza, uma cirurgia (sem anestesia) que duram para o cirurgião sorridente alguns poucos minutos, pode-se parecer um século para o paciente. Uma pessoa em tortura pensa que cada segundo é um século, o mesmo podendo observar a uma pessoa se afogando, não consegue ficar nem mais UM SEGUNDO sem ar, e este UM SEGUNDO parece UM SÉCULO.
Tenha uma vida boa e morra logo, tenha uma vida árdua, dolorosa e viva eternamente. Mas o que fazer então? Como viver eternamente em um mundo de felicidades?
Simplesmente minta, minta para seu cérebro, minta para seu coração, transforme aquela tarde na praia em um terrível pesadelo, faça seu cérebro pensar que sua pele é sensível e que arde ao receber os raios Ultra Violeta que estão passando em meio ao buraco na camada de ozônio, buraco este que matou as plantas, que consumiam CO2 e faz com que agora, os principais consumidores sejam nós humanos.
O que eu posso dizer é: Escolha, Escolha entre ser feliz e morrer, ou, viver uma vida eterna, mas com uma dor árdua pelo resto de tua eternidade.





A escolha parece muito óbvia, não? Já que a imortalidade é impossível, escolher entre ser feliz ou infeliz não é bem escolher entre a vida rápida e a vida longa - já que vamos morrer, essa escolha é completamente irrelevante. A vida é inevitavelmente pequena, um pouco mais para uns, um pouco mais para outros, o que torna a escolha a seguinte: viver bem ou mal.
De qualquer forma, além de transformar cada segundo em uma tristeza, há outro modo de viver mais, cientificamente comprovado, enganando o cérebro. Uma mentira científica, at least, hehe… É o seguinte: saia da rotina. O tempo inteiro. Jamais viva um dia que lembre o outro em qualquer aspecto. Isso porque o cérebro tem memória seletiva, e pra não gravar muitas informações acerca de vários dias que são muito parecidos, com o tempo ele vai condensando as experiências e os dias muito iguais parecem depois curtos demais. Quando as experiências são diferentes, únicas, o cérebro armazena maior quantidade de informação e isso faz as pessoas pensarem depois que o tempo passou devagar.
Muito, muito foda esse post…
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