Cekemp foi aprisionado dentro de uma caixa. Por mais que fizesse força para tentar dali escapar, seu cárcere era muito alto e não tinha força para sair.

Enquanto isso, os índios pegavam as cinzas de seu antigo corpo e aplicavam a ela alguma espécie de líquido prateado, muito brilhante. Depois de um tempo esperando, a caixa começou a se mexer violentamente, e o Reverendo foi jogado para dentro de uma espécie de estrutura de arama que distribuiu seu corpo - fazendo com que ele tivesse uma forma humanóide.

Logo depois foi coberto com aquela substância preparada pelos índios. A sensação era esquisita; logo seu corpo estava duro e ele podia sentir novamente como se tivesse seu corpo humano. Ele olhou em volta, balbuciou algo, e caiu. Ele podia se movimentar. Olhou para as palmas das mãos, acizentadas, assim como todo o seu corpo, e novamente para o índio, que sorria.

- Cekemp passar a chamar Peterson.

- Mas eu já me chamava Peterson!

- Peterson Cekemp não mais. Agora Peterson…

Silêncio.

- Peterson… Espaçoporto.

Peterson ficou um pouco confuso. Um índio olhou estranho para o chefe e disse

- Mas “Espaçoporto” estranho também…

- Cala a boca - falou rispidamente o chefe, irritado - Peterson Espaçoporto. Você está pronto.

Espaçoporto olhou mais uma vez para suas mãos e disse:

- Lamento…

Ninguém entendeu.

- Mas eu não estou pronto.

E com um último olhar para o indígena, fez seu corpo explodir. Confusos pela névoa que tomou conta do lugar, apenas um índio pôde ver ainda o vapor vermelho que corria para a floresta, emanado dos pedaços quebrados do corpo acizentado de Espaçoporto.

O índio voltou à cena e, parecendo satisfeito, comentou:

- Sobrou de Cekemp a carcaça.

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