Nós estamos presos à nossa biologia (leia-se corpo e suas limitações), ao nosso tempo e à nossa consciência. A isso dou o nome de realidade concreta.
Esse curto parágrafo poderia resumir esse post, e creio que ele não vai ser longo. Depois publicarei um post chamado “Múltiplas Consciências”, que vai falar de algo muito a ver com isso (embora tenha sido escrito antes deste aqui). O que eu quero dizer é que não importa o quanto viajamos no tempo, nos pontos de vista e tudo o mais, estamos presos à realidade e nada vai mudar isso – é disso que o dionisíaco se trata, e é por isso que o dionisíaco não tem a ver com liberdade, e sim com vida pura e simples, porém intensa. O desejo de transcendência é apenas um idealismo, uma fuga da realidade. Quando o discordianismo busca por uma transcendência do comum, do ordinário, do normal e padrão é porque isso não é realidade concreta – isso é realidade consensual. Entretanto, ainda assim é uma busca por liberdade. O discordianismo poderia ser, portanto, mais racional do que dionisíaco? Não sei.
Isso fica pra depois.
Tags: apolíneo, consciência, dionisíaco, Filosofia




Ninguém comentou ainda...
Deixe seus comentários abaixo!