A insegurança de alguém, que leva essa pessoa a manipular segundo seus interesses as ações e reações, e principalmente as informações acessadas por outras pessoas pra criar um ambiente favorável (para ela, claro, se lixando para os outros). Esse mesmo processo se torna algo mecânico, pois é o produto do sentimento não controlado, que se transforma mais facilmente em um hábito. Esse hábito é a máquina, e através da falta de resistência da razão em frente à emoção, a pessoa habituada transforma-se em uma escrava desse sistema, pois o hábito virou um vício (ainda que não virasse, seria uma escrava ainda assim).

Assim, a máquina começa a dominar e a englobar os que estão ao seu redor, justamente porque são alvo da Máquina. Quando então as ações da máquina são respondidas com outras ações instintivas, como reações naturais e óbvias, a máquina consegue exatamente o que quer: a Máquina previu o comportamento, e as pessoas dominadas começam a agir exatamente como foram programadas para agir. A partir desse momento, a Máquinas as fisga porque agiram sem pensar. Então a Máquina passa a imperar sobre a mente de todos aqueles que perderam a liberdade, através de seus atos calculados.

Então, a Máquina só pode ser derrotada por outra? A Máquina só pode ser derrotada quando aqueles que a alimentam param de dar energia a ela. A Máquina é uma entidade feita de consciência. Precisa de vida, oras. Precisa da servidão. E a consciência da existência dessa Máquina é o primeiro passo. Há aquele que decidirá e conseguirá fugir dela, e manter-se afastado. Há aquele que tentará, mas A Máquina é muito poderosa e vai perseguí-lo. E ainda que ele se mantenha afastado e livre, ela o perseguirá, pois há outros mantendo-a viva.

Há aquele que tentará destruí-la, mas ela manipulará os outros para que eles o considerem uma ameaça, e destruirão. O único modo é dissimular a máquina, e como ela consiste de consciência, passar a manipular também a ação, a reação, e o acesso à informação de cada um que alimenta a máquina. O único modo é enganar a máquina e, com ações que dissipem do véu de sua influência e mostre a escravidão das pessoas, ela se destruirá quando não houver ninguém mais disposto a perpetuá-la.

Enfrentar de frente é inútil, justamente porque as mentiras, as ilusões e fundamentalmente as legitimações fazem com que a verdade não seja forte o suficiente. A astúcia anti-máquina seria outra máquina? Seria o antídoto. Seria a máquina tipo “Exterminador do Futuro”. Apenas isso poderia destruí-la.

Por isso a verdade é apenas necessária àqueles que usam a vida sabiamente, com razão ao lado da emoção. Nunca acima, nunca abaixo.

Essa seria a minha resposta à discussão “O que é a máquina ©?” que eu traduzi *exclusivamente* (hehe) para a Biblioteca Discordiana. Como tenho tanta propriedade pra falar que a Máquina © é assim? Porque essa não é a descrição da Máquina ©. É a descrição de uma situação que estou vivendo. Estou vivenciando isso. Estou vendo acontecer. E, pensando sobre a situação, ampliei as minhas conclusões sobre a minha experiência pessoal para a escala de seis bilhões de pessoas, e vi que é exatamente a mesma coisa.

Marcado como “Quando Fui Outro”. Possível contradição.