Tava no ônibus, observando…

As mulheres geralmente sempre gostam de sentar à frente… Nas salas de aula também…

É difícil uma menina sentar ao fundão, tanto no ônibus quanto na classe. Mas não quero dizer que a mulher que senta ao fundo seja homem. Provavelmente não teria vaga na frente e ela foi obrigada a sentar a este reduto tipicamente masculinizado.

Antigamente, quando eu tinha acabado de entrar na faculdade, gostava de sentar à frente do ônibus justamente pra que sentasse uma menina gata do meu lado. Isso porque, na verdade, todo homem que eu conheço me conta que já “pegou” uma menina no ônibus. Outros até exageram que aconteceu isso e aquilo. E eu? Nunca. E meu sonho, quando entrava no ônibus, era que sentasse uma morena, meio japa, pele jambo, alta, magra, descendente de índio, rosto meio tailandês, do meu lado. Muitas vezes, quando não tinha poltrona na frente, eu fazia questão de comprar a poltrona 23. Ímpar é janela. Quase todos gostam de sentar à janela e não ao corredor. E do lado 23 todos já sabem. Como em ônibus, exceto em Minas Gerais, a maioria dos passageiros são homens, geralmente a poltrona do lado 23 ficava vazia. Ou então seria uma mulher. Ou um azarado, no mundo dos homens, sentou à tal poltrona. Resumindo, preferia essa mulher dos sonhos do meu lado ou a poltrona vazia.

Desde pequeno o homem é diferente da mulher. Nos primeiros anos de vida situações diferentes ocorrem, naturalmente, em cada sexo. Vamos ao caso da excreção. A pós-baby, novinha, com quase dois anos de vida, é preocupada com sua evacuação. Preocupa com a sua limpeza, não se sente bem quando lá fica ainda sujo, reclama com a mamãe, etc. O filho, quando acontece esse tipo de coisa, não tá nem aí. É mais largado. Não se preocupa com a bosta na sua cara, põe a mão nela e, o pior de tudo, joga na irmã. Além disso, as brincadeiras do moleque são mais, digamos, “sem noção”. A menina é mais delicada, mais cuidadosa. O irmão dá um soco na menina e sai dando gargalhadas. Já a menina tem outras características. Não bate no irmão. É mais cuidadosa com seus brinquedos, com suas coisas. Com o tempo, vai se apegando a cor rosa, as bonequinhas, aos brinquedos mais sutis. Aos brinquedos mais delicados. O menino já deseja brinquedos mais explosivos, mais brutos, mais insensíveis. Efetivamente com dadas exceções.

Os dois crescem e, na mesma idade, já são completamente diferentes no pensamento. E não uma sutil diferença, neste caso. A irmã, inclusive, sempre chama o menino de crianção. Isto porque a menina amadurece mais cedo, não tem e tampouco pratica aquelas brincadeiras bobas e imbecis dos garotos, na visão dela. Na adolescência, as moças querem beijar os moços mais velhos porque, também, os mocinhos da mesma idade são umas “crianças” que recentemente engrossaram as suas vozes. Alguns ainda ficam naquele engrossa-não-engrossa da voz, fase um tanto quanto difícil para muitos homens.

O homem tem uma coisa que sai pra fora do corpo, a mulher uma coisa que “sai” para dentro. A mulher usa saia, roupas mais delicadas. O homem é mais largado. Mais bruto. Aliás, sempre foi mais largado, desde a época de suas primeiras evacuações. A mulher geralmente come menos, tem o braço menor, não tem gogó. Além do pescoço menor, é mais sensível, cuidadosa, vaidosa, intuitiva. Não tem uma voz grossa. Reproduz, tem o sonho de se procriar e estender invariavelmente a nossa espécie.

Na hora do almoço no domingo, as famílias se juntam. As mulheres ficam na cozinha e os homens esperando começar o futebol às 16 horas. Bebem uma cerveja antes, conversam sobre mulher, futebol e outros assuntos marcadamente masculinos. As mulheres conversam sobre temas diversos na cozinha, apesar de, atualmente, ocorrer tal fenômeno de maneira contrária. Melhor dizendo, os homens assumindo o almoço. Mas raramente a mulher fica falando de futebol e bebendo cerveja na sala. É um caso geral, mas com devidas exceções.

E falando em cerveja, devemos lembrar que o que entra, se não for consumido ou gerado, sai. O banheiro público dos homens é de um jeito. Das mulheres de outro. A privadinha é uma boa dica para que as meninas não entrem no banheiro errado. E meus caros amigos, se por acaso não verem a privadinha e se depararem com um enorme espelho no banheiro…

Falando em espelho, como a maioria das meninas adoram um espelho! Ou melhor, um espelhinho. Se saírem sem um espelhinho na bolsinha, ficarão magoadas no meio da rua. Fazem, ainda, suas preces para que a maquiagem não borre. E como gostam de maquiagem, como são vaidosas! Quando uma menina olha pra outra, começa a olhá-la desde os seus saltos até o tipo de corte de cabelo. Se usou chapinha no cabelo, se tem franja… Reparam também os brincos, se o pearcing no umbigo é grande, discreto, se é da playboy ou não. Se a roupa é parecida com a dela. Se for igual, a maioria das moças terão um ataque. “Mas como pode ela usar a mesma roupa que eu!”. O homem, como é largado desde criança, tem uma calça e três camisetas, exceto alguns mais vaidosos. Geralmente, o homem usa sempre a mesma calça para a balada, como também o mesmo tênis. Não é como a maioria das meninas, com n saltos de n cores diferentes, para combinar com as n blusinhas.

Falando em salto, e a mala? Muitas mulheres usam duas malas para viajar, uma somente para seus saltos e outra com suas roupas. Isso considerando que as roupas femininas são menores que as dos homens, com raríssimas exceções. Os meninos são mais largados. Arrumam as malas (geralmente uma mala só) em um instante, enquanto a maioria das mulheres gastam mais de um dia para arrumá-las. As mulheres são, geralmente, mais detalhistas, cuidadosas. Planejam com antecedência as coisas. Nessas sutis diferenças, o homem (nem todos) ainda acaba arrumando o porta-malas do carro, além de transportar a mala das meninas…

Grande abraço a todos.

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