Este é meu último post no ano, calculo. Ano que vem tem mais. Eu não vou postar mais, não significa que eu não volte no blog - mesmo porque, vou usar esse tempo pra me concentrar em novidades estruturais. Mas postar, eu não vou mais esse ano…
Esse ano li um post interessante no blog do Alexandre Soares Silva, mas muito, muito antigo, que me veio à cabeça pra escrever esse post. Dá uma olhada:
Crescemos com o medo natural de sermos enganados. Na escola, na loja, na rua: queremos ser espertos, e que ninguém nos engane. É por isso que vivo encontrando adultos que fazem sons de descrédito e zombaria quando vêem, no cinema, monstros, ou anjos, ou alienígenas. Que se voltam sorrindo para você e dizendo pois sim no momento em que o herói agarra uma bala de revólver nos dentes. Eles são espertos, e ninguém os engana.
Se você pensar, não é só isso esse ceticismo do povão, o ceticismo das ruas. Existe um culto moderno recente à “cultura do esperto”, o senhor das verdades e das mentiras, que faz brincadeiras envolvendo a realidade de uma situação, enganando a todos… Enfim. São as circunstâncias da vida atual que criam um bando de “espertinhos”.
Então, no maior estilo fim de ano, quero dizer a todos: aceitem elogios e declarações de afeto. O mundo está tão endurecido por novelas que mostram os vilões que nunca mudam, os maridos traidores hipócritas, as “mentirinhas” necessárias - tudo vira mentirinha necessária para uma mente paranóica. Por que não pode ser sincero? Pra citar um exemplo, da penúltima vez que tentei dizer algo bom pra uma amiga foi assim:
- “nomedela”, sabia que você é muito especial pra mim? Eu te adoro.
- Tá, fala, o que que você quer?
Não dá raiva, isso? Eu juro que estava tentando ser sincero.
Então, movido pela mais idealista e bobinha das esperanças de fim de ano, peço que reconsiderem a dureza dos corações (não dizendo a vocês que eles já são duros, mas tudo tem seus lados, e todo coração pode vir a ser duro, afinal…), sempre prontos a negar gentilezas e elogios. Aceitem esse tipo de gesto. É o que desejo a todos no ano de 2008.
Tã-dah! Ficou até que um bom texto, veeeja só.
Hum, mas, sério agora, Feliz Solstício de Verão e Feliz Ano Novo a todos!
Tags: 2008, alegria, Blog, felicidade





O que Nietzsche falou é plausível, mas é fácil fazer filosofia por filosofia.
Explico: podemos elaborar diversos modelos para explicar a natureza da realidade de foma teórica. Gosto de mesclar filosofia com ciência, manter um parelelo, construir argumentações através de dados empíricos. Afinal, segundo Karl Popper, a ciência verdadeira é aquela derivada da elaboração dedutiva de hipóteses que podem ser falseadas.
E não aí que a filosofia entra? Na hora de discorrer sobre os valores da teoria ou hipótese deduzida, para discutir seus fundamentos, sua ética e até mesmo sua validade.
O que Nietzsche falou é verdade, mas não podemos esquecer que o que ele falou é apenas discurso, não há um argumento baseado em observações experimentais.
Deixando isso de lado, concentrando apenas em avaliar o discurso em si. Pense bem: o mundo só existe porque você existe. O mundo só é assim porque você é assim. Em outras palavras, você só sabe da existência disso porque você faz parte dela, e só a enxerga dessa maneira porque você é de uma determinada maneira. Ou seja, cada existência é, sim, importante por si própria. Mas será que a sua manutenção é necessária?
Se você ler meu dois últimos post, vai ver que eu defendo a teoria que tudo só ocorre pela transformação das probabilidades em matéria, através da observação por seres sencientes. Se estes não existissem, nada haveria a não ser em possibilidade. Somos importantes para a realidade, nós que a criamos. E por que pensar que uns importam mais para causar esses colapsos de probabilidade que outros? Todos possuem o mesmo valor. Logo, toda manutenção é importante.
Mas, como já disse, é só minha opnião. Posso estar errado, posso estar certo, mas nunca completamente correto, assim como Nietzsche também não está. Mas sigo crendo em minhas teorias e tendo minha visão monista idealista, mas não digo que materialistas ou outras correntes estejam erradas, são todas teorias pausíveis em alguma parte.
Além disso, toda idéia é válida, citando novamente Popper: “O bem mais precioso do homem são as ideias. Nunca temos ideias suficientes. Daquilo que nos ressentimos é da escassez de ideias. E as ideias são um bem prestimoso, por isso, devemos tratar a metafísica com respeito e discutir – talvez das suas ideias surja alguma coisa.”
Bom Natal e feliz ano novo!
Abraços.
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