Um dia coloquei num post que um dia escreveria um livro: 1001 razões sobre o porquê da sociedade capitalista ser uma merda. Pois é. O livro não saiu, hehe, mas citei isso porque uma crítica de Luiz Carlos Prates no Jornal do Almoço dessa segunda-feira dia 18 de fevereiro me fez fazer diversas conexões acerca de algumas coisas que ocorrem no nossos sistema.
Ele falava sobre a falta de educação financeira para os jovens, tanto por parte dos pais quanto por parte da escola. Ele falava o seguinte: a pessoa tem que ser ensinada a desde cedo a ganhar o salário, gastar com necessidades básicas, guardar um tanto, investir um outro tanto e, só depois, gastar uma parte do lucro. Na hora me veio à mente outro post que eu escrevi; oras, me desculpe, ele está certo, não? É isso que temos que fazer se quisermos cuidar do futuro. Cuidar do futuro e esquecer do presente! Já que, pra ele e pra muitos clarividentes do óbvio, as previdências sociais vão falir, então cuidemos do nosso futuro nós mesmos! Certo, muito certo, mas como eu já escrevi no post deste último link aí em cima, podemos cuidar do futuro, mas estamos substituindo o presente por ele. É um sacrifício que a sociedade da incerteza exige, e essa é uma boa razão pela qual a sociedade capitalista é uma merda. Não que uma sociedade de segurança plena seja um grande ideal de aventura, mas o sentimento de que a corda está no nosso pescoço tem conseqüências ruins, uma vez que ao invés de vivermos a vida tentamos a vida toda tirá-la do pescoço. É triste isso.
E tem outra: se a educação financeira não faz parte do currículo dos ensinamentos paternos muito menos da escola seria por outra coisa se não a influência que a cultura de consumo tem em toda a sociedade? Se ensinássemos as pessoas a guardar, guardar e a investir, e não a comprar coisas no carnê das Casas Bahia até não poder mais (e sendo que o “até não poder mais” tornou-se um conceito bem relativo), o que seria do comércio, da roda de dinheiro que precisa girar pra manter a bunda dos que lucram bem aquecida?? Se não é por ignorância e incompetência que a educação financeira não é ensinada, é pela influência nefasta daquilo que precisa existir no sistema em que vivemos.
Aí no final ele diz que quem não se preocupa com educação financeira são os “orgiáticos do cartão financeiro”. Sim, é verdade… Minha mãe ainda completa com a frase “É, eles podem gastar seeem medo!”. Aí a minha mente já sai da linearidade de raciocínio pra entrar num mar de conceitos que se interrelacionam… Medo, medo, pra quê medo? Viver assim com medo é um saco. Punição, deveríamos nós e eles sermos livres… Mas não, eles ocupam uma posição que nos obriga a ficar de olho neles, mesmo que a posição não tenha importância vital alguma para o bom funcionamento de uma sociedade que se preste. Se cada um cuidasse de si… Ai ai… Se cada um cuidasse de si.
Tags: administração, capitalismo, civilização, crítica, economia, Educação, sociedade



Eles não podem guardar dinheiro. Eles não conseguem guardar dinheiro. Eles querem, e querem agora. A parcela “cabe no bolso”.
Se proibissem carnê das Casas Bahia, veríamos marmanjos barbados fazendo birra na porta da loja!
“Eu quero, eu queeeero, eu vou me comportar certinho, pago de pouco em pouco, por favorr vaai?”
É a vida…
Rev. Peterson Cekemp respondeu:
hEAHaeheahEA Mas até que seria engraçado ver os tais marmanjos lá
Canedo respondeu:
quando tu responde a um comentário dá conflito entre o plugin de responder comentário e o de transformar o calendário gregoriano em calendário santo-discordiano
Rev. Peterson Cekemp respondeu:
Exatamente por isso que eu acabeeei de tirar a data da resposta =)
Outra coisa que eu vou fazer é reduzir a “profundidade” das respostas. Atualmente tá em quatro (teoricamente vc só pode responder mais uma vez a essa mensagem), mas vou colocar 2, que a caixa de texto já fica ruim na terceira.
Obs.: vou mudar. Caso esse comment desapareça, eu colo ele num comment normal
Canedo respondeu:
“Todo mundo tem, por que eu não posso ter?! Eu sou mais chique que a galinha da vizinha ali!”