Você já parou pra pensar nos seus melhores amigos, nas pessoas mais próximas a você (excluindo qualquer parente), e percebeu que a amizade é quase um acidente?

Você não planeja ser amigo de alguém. Você não vê alguém e diz: “vou ser amigo dessa pessoa”. Eu posso dizer que isso não dá certo, mas só posso confirmar isso depois.

As pessoas que você acaba conhecendo formalmente acabam ficando como… Existências, digamos assim. Uma pessoa que você conhece um nome.

Tentar começar uma história, uma amizade assim do nada com uma pessoa é criar uma ponte realmente muito vazia entre as pessoas. Começar esse relacionamento do zero – nossa, a possibilidade de mentir é realmente muito grande, não acha? Isso dá a impressão de que é um grande começo, que já que ela não te conhece você pode se fazer numa boa imagem… Mentiras não duram pra sempre, anyway.

Por isso penso que as amizades que realmente dão certo são as amizades espontâneas. Ou pelo menos parcialmente espontâneas. Aquelas que você não faz planos. Aquelas que vão acontecendo enquanto você e a sua nova amizade compartilham experiências – algo totalmente espontâneo, entende?

É isso que eu quis dizer com o título. Eu percebi que as amizades que eu tenho foram feitas por acidente. Eu não planejei nada específico; foi tudo acontecendo naturalmente, e quando eu me vi acabei mais próximo dessas pessoas. Amizade é uma coisa que a gente só percebe depois de feita; é como se a gente fosse juntando valor às pessoas de acordo com o que a gente vai vivendo… E não nos percebemos do que queremos fazer, só às vezes do que vamos fazendo no “piloto automático”. Depois que a amizade está meio firme que falamos “pronto, daqui eu assumo…” e a coisa descamba pra um controle maior.

E ainda bem que é assim!