A Walk To Remember é um filme bonito. Ontem eu pensei em escrever sobre Romances; o quanto é chato essa moda de ficar ridicularizando-os - uma hora ou outra é original, mas às vezes a sátira fica óbvia demais - e também sobre a sutil diferença entre os romances bem feitos e os mal feitos.

Eu estou chato demais, sabia? Pessoas me deixam assim - certas pessoas. Tanto é que durante o filme inteiro tentei buscar algo que tirasse seu mérito. Tarefa de gente ranzina; ainda bem que não encontrei nada muito grave, assim não faço o que pretendi fazer.

Só o que eu achei que podia ter melhorado foi a trilha sonora. Aquela sim foi óbvia demais e pop demais. É um filme de adolescentes, eu sei, e outras músicas que aparecem mais em filmes românticos não dariam tão certo. Mas acho que aquelas músicas ainda não ficaram tão apropriadas. Não fosse a boa interpretação, o detalhe arruinaria tudo, pois sou (sou, não estou) chato com essas coisas em filme. Mas, tenho que reconhecer, é um filme bem feito. Um romance bem escrito, bem dirigido e bem interpretado.

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Agora, por favor senhores Hollywood, eu sei que a religião vende mais, mas dá pra fazer uma história que envolva debates teológicos onde os religiosos não parecem sair ganhando? O garoto do filme, o principal, acho que o nome era Landon - digo, o sobrenome dele era esse - tem frases tão boas, mas sempre arruinadas por uma atitude de falsa superioridade. Um prato cheio pra pessoas de mente vazia que acham que “paciência” e “convicção inabalável diante de um bom argumento” são provas da vitória argumentativa de alguém. Triste, como fas/. Uma frase muito boa dele:

- Há muito sofrimento no mundo.
- Sem sofrimento não haveria compaixão.
- Diga isso àqueles que sofrem.