Revisando minha papelada do ano todo ontem de madrugada, eu achei a redação mais antiga que eu tenho: ela se chama “A Cola” e eu me lembro do orgulho dos meus pais quando eles leram aquilo. Relendo a redação hoje, eu identifico alguns elementos que tornaram-se parte do meu estilo de escrita, ou algo parecido com isso. Trejeitos de escrita, de modo como eu penso e falo. Eu me impressiono com isso, realmente é muito bizarro como já naquela época eu fazia coisas assim.
Eis a minha redação:
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A Cola - escrito dia 27 de março de 2003, quando eu estava na quinta série.
Por um momento, eu pensei seriamente em explodir
Era uma prova difícil. Eu estava trêmulo, branco como um fantasma. De tudo que eu estava pensando, era mais pensado (sic) no aterrorizante “zero”
A calma, não estava comigo, sem dúvidas. Mas até que me veio um pensamento positivo: a cola!
Era proibido, eu sei, porém era a única luz no meu túnel escuro.
Respirar fundo, se soltar, nada me relaxava.
Eu peguei o livro. Bem, a primeira pergunta: espera um pouco, essa aí é fácil! Eu já sei essa!
E respondi. Continuei com a cola na mão. Olhei para um lado, depois para o outro, e, continuei:
Segun… Eu sei essa também!
E foi assim, que eu percebi, que o zero não era aterrorizante, por que (sic) o 1 ajuda ele a ficar 10!
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Tá, eu não sabia o negócio dos pronomes, nem dos porquês, nem sabia usar vírgula, pelo jeito, mas tudo bem…
Eu estava na quinta série, poxa!
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Alguém percebeu o final feliz? Coisa de quinta série… Se fosse hoje em dia ele haveria sido pego pela professora, levado até um calabouço escuro, fugido emocionantemente, apesar de uma fuga mal-escrita, e defendido algum tipo de posição anarquista num monólogo com platéia. Oh, que lindo…
Tags: cola, escola, história, redação, sensações, sentimentos





hsgejhfejrhr
eeu nem te conhecia ainda!
hjgjmhdf
beeijo!
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