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- Não há escapatória - por Benaclypse
- Essa Manhã… - por That One Guy
- E agora? - por Thurnez Isa
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DJRubberducky: Até onde eu sei, as paredes exteriores da prisão são postas lá pela nossa existência enquanto humanos. Como foi dito anteriormente em outros lugares, nossas percepções são limitadas pelo alcance relativamente apertado de nossos sentidos físicos, e pelo fato de que nosso cérebro só pode processar tal informação em um dado tempo. Até mesmo quando tentamos expandir nosso alcance sensorial construindo e usando aparelhos mecânicos, é muito difícil pra nós observar esses alcances expandidos e nossos alcances “naturais” – nós temos que focar nossa atenção no que está debaixo do microscópio e não podemos necessariamente notar o fogo que está começando no canto distante do laboratório. É por isso que nunca podemos escapar totalmente da prisão – nós não temos nem a percepção sensorial, nem o poder de processamento mental, e se tentarmos expandir dos dois ao mesmo tempo, terminaremos fritando nossos cérebros com excesso de informação. Ninguém pode olhar a cara de Deus e viver.
Entretanto, a prisão é cheia de paredes interiors, e nós podemos atirá-las contra o conteúdo de nossos corações porque somos nós que as colocamos lá, ou que permitimos que colocassem lá (o que é quase a mesma coisa). Quebrar essas paredes não muda o fato de que estamos em uma prisão, mas nos dá uma sala com mais espaço.
Um dos problemas com a destruição de paredes, entretanto, é que muitos de nós destroem uma parede, então pegamos os tijolos e os usamos para construir um muro diferente e novo. Eu tive essa revelação no ensino médio, mas num sentido bem específico – eu estava reclamando sobre como tantos guitarristas queriam tocar como Jimi Hendrix porque “ele era inovador”. A idéia atolou totalmente a minha mente. Eles admiravam Hendrix por ser inovador, então eles estavam rapidamente copiando tudo que ele já fez, e achando que eles eram de alguma forma melhores por isso. Hendrix quebrou uma parede, e esses caras estavam meticulosamente pegando os tijolos e construindo uma nova – mas tá tudo bem porque essa é uma parede Hendrix e portanto mais legal que as outras lá!
Por outro lado, é ruim reconstruir muros em novos e diferentes lugares? Se você destruir muitas paredes sem reconstruir pelo menos uma ou duas em algum lugar, você corre o risco de entrar em um colapso e ficar completamente louco? (se você quer conversar sobre se a loucura é boa ou má, vamos fazer isso em outro lugar). E é de alguma forma menos ofensivo viver em paredes que você construiu, sendo que você as construiu e continuará sabendo de sua existência? Eu tendo a pensar que é – se uma garota que cresce colhendo os benefícios da igualdade de sexos *escolher* ser uma dona-de-casa com vários filhos quando ela crescer, eu (em minha opinião) penso que é melhor do que uma garota que cresceu sem nunca saber que ela não tinha que fazer isso se ela não quisesse.
SillyCybin: Consciência do que você está fazendo é liberação. A verdade o libertará. Muros são apenas metáforas. Você não os quebra da mesma maneira que você quebra suas preconceituosas noções do poder que esses muros têm de conter você.
LHX: Você pode abrir muros à força e usar o material que quiser para ajudar a solidificação da sua fundação. A grama é nunca mais verde em outros lugares, mas há algum benefício que se tem de ver as coisas de uma perspectiva diferente. Talvez parte do truque é também se tornar experiente em levantar paredes e as colocar pra baixo, pintá-las e organizá-las. Variedade.
Nurbldoff: Talvez o truque é perceber que quebrar paredes não necessariamente significa que você tenha que escapar através delas, o importante é saber que você pode se quiser ou precisar. É claro que isso pode levar à preguiça se você simplesmente se convence de que não há parede mas nunca investigar de verdade. Esse é um sentido a que você tenha que estar atento.
Jenne: Sobre o assunto “destruir uma parede só pra construir uma nova com os tijolos da parede agora destruída”… Eu penso que há também um problema com pessoas QUERENDO que haja paredes. Eles não se sentem confortáveis com o conhecimento e as subseqüentes ações de liberdade. Quando você viveu numa prisão por toda a sua vida, e essa prisão é mostrada a você, você perde a prisão quando se torna capaz de removê-la, até mesmo se você tentou tanto pra destruí-la. Pra algumas pessoas, de qualquer forma.
Digo, o que você vai culpar agora que está livre? Você mesmo? Não. Contaram a você que foram seus pais, sua escola, seu presidente, todos eles pressionando o dedão em cima de você. Quando você tira os dedos de cima de você… E agora?
Então você corre pra outro dedo, porque sem pressão, você não sabe mais o que fazer. Viver e respirar por conta própria, como um bebê recém-nascido, numa aventura amedrontadora, experiência para os que têm auto-conhecimento.
LMNO: Mas e sobre isso: equilíbrio entre ordem e desordem, certo? A ordem estruturada das palavras dentro da poesia, etc. Então, quando você quebra todas as paredes, você removeu todas as estruturas que você consegue controlar. Então, o que você faz? Onde você vai? Você essencialmente obliterou todos os aspectos internos da realidade. Pra funcionar na realidade externa, você precisa se reconstruir. Só que dessa vez, você pode desenhar a planta.
Jenne: Em outras palavras, desenhar a planta é preferivelmente um processo, não é? E não é facilmente ensinado, porque é diferente pra cada pessoa. Então, se você sugere às pessoas que elas destruam o muro de segurança (lembre-se, a prisão protege até mesmo você tanto quanto protege os outros de você), você tem que dar as coordenadas, o código-fonte, para desenhar outra planta, outro projeto… Bem, você o faz se você quer que a sua impressão dure e não seja descartada. Você acusa pessoas de estarem presas (com razão), mas mostrando-as como destruir tal cela, você deixa de fora a parte sobre o que fazer depois? Isso vai criar tantos problemas quanto soluções.
Este texto é uma tradução. Veja o original (inglês) aqui




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