Conteúdo Black Iron Prison em Português

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The Black Iron Prison 2.0

Discordia Revisited

 

Vários / Anônimos

 

 

 

 

A Prisão das barras de ferro v2.0: Discórdia revisada

Tradução por Reverendo Peterson Cekemp

 

 

 

Ei, cara. Bem-vindo à prisão.

Você acha que simplesmente acordou aqui um dia, certo? Pense de novo. Foi a sua vida inteira que trouxe você pra cá. Falando sério, você nasceu pra estar aqui. Vá em frente, olhe ao seu redor. Vou estar aqui quando voltar.

Parece menor do que realmente é, não? Às vezes nem parece tão ruim. Mas… Você ainda olha para essas barras de ferro, e você vê tudo que está perdendo. Esperanças. Sonhos. Tudo o que poderia ter sido. Aqui, ponha as palmas das mãos nas barras… agarre as barras, deixe-me te mostrar uma coisa.

Sentiu isso? São os livros que você leu. E aquela parede toda lá é a sua adolescência. Olhe: é a sua coleção de CDs. O chão que você acordou? Seus pais. Como eu disse, você nasceu para estar aqui. É a sua vida, é a fria armadilha da sua própria existência. Você se colocou no seu cantinho.

E agora você está se perguntando por que você está se sentindo pego aqui, na armadilha da sua própria vida. Por que agora, por que hoje, você pode ver as barras de ferro da prisão que você fez pra você mesmo? Porque você parou de reagir, e foi alguns passos pra frente. Você achou que podia fazer o que quisesse, você tentou ser independente, e bang! Você bateu com a cabeça no muro.

O que é isso? Siiim… É quando a claustrofobia começa. Quando você não sabia que estava preso, estava tudo bem… Mas agora que você sabe, você pode ver sua vida inteira, cansada, monótona, esticada na sua frente, apertado nesses 4 muros, 6 lados. Respire, cara. É só pânico que você sente agora… Alguns dizem que é assim que a morte se parece: Uma vida sem mudança, imune e insensível ao que você realmente quer.

Olhe ao seu redor. Olhe para essas barras pretas e frias. O teto sem cor. O chão duro. Esse é o seu universo. É esse o mundo que você vai viver pro resto da sua vida aqui na prisão. Você vai viver sua vida em desespero silencioso… Ou, não tão silencioso se você quiser tomar uma rota cheia de sinos. De qualquer forma, longa ou curta, será a mesma. Morta, indiferente.

Então, se você estiver interessado, gostaria de convidá-lo para um dia fora da prisão.

Apenas vire-se.

*#*$*

Então. Lá estava eu novamente. Eu tive alguns dias de viagem pra fazer, um amigo acabou de voltar de Hong Kong e estaria em Londres por alguns dias antes de voltar. Saco.

Como não tinha nada pra fazer no trem, liguei o rádio e decidi ouvir um talk show. Nesse programa em particular havia 2 políticos, um da direita, outro de esquerda, debatendo para as próximas eleições.

Eu ouvi por um tempo, desejando encontrar uma estação decente de música, ou que eu tivesse trazido algum CD comigo. O debate estava ficando chato, e estava virando um conflito de direita/esquerda: Desistir da sua liberdade social, em troca de liberdade econômica, ou desistir da liberdade econômica em função da social.

Droga, isso é idiota! Eu comecei a pensar. Então basicamente, eu tinha que desistir de algum tipo de liberdade, pra ganhar outra? Olhando mais de perto, nem tinha tanta escolha assim. Para ter o benefício da “livre economia de mercado” da direita você teria que ter dinheiro em primeiro lugar. E na esquerda, sem liberdade econômica, liberdade social é nada, já que dinheiro é grande parte da estrutura social.

Então realmente tinha alguma escolha? Com certeza, tem algumas diferenças. Certamente entre as pessoas envolvidas. Mas a filosofia básica é a mesma. Atualmente, nossos políticos vêm da “Elite”, aqueles sortudos o suficiente para ter dinheiro ou amiguinhos pra estudar em uma boa universidade*. Isso é praticamente o mesmo para a liderança dos dois partidos, tanto da direita quanto da esquerda. E de qualquer forma, isso os beneficia, pois são mais ricos do que aqueles a quem supostamente representam.

*Realidade da Inglaterra. Ignore isso no Brasil.

É uma desonestidade de dois homens. Ou então, uma sacanagem de duas ideologias. Se você não leu Deuses Americanos**, eu explico. Eles dizem (Esse “Eles” é presumivelmente o mesmo “todo mundo” da frase “todo mundo sabe”. E provavelmente forma “a comunidade”, seja lá quem “eles” sejam) que você não pode sacanear um homem honesto, geralmente fazendo-os sentirem superiores a algum pobre idiota que perdeu muito no que pareceu ser um jogo justo.

**American Gods, livro.

Entretanto, é possível ser desonesto junto com 2 homens. Façam eles parecerem times opostos, como um “ladrão” sendo pego roubando jóias e um “policial” pegando as coisas roubadas como evidência. Mas na realidade, eles estão trabalhando para benefício um do outro. Esse é o modo como os políticos continuam sacaneando o público. Nós temos sempre a mesma defesa ano após ano, mudando de cadeira pra cadeira pelo partido. Isso é política moderna.

Continuar votando em si mesmo apenas faz com que impostos iguais não sejam aplicados aos ricos. E as pessoas perguntam por que as coisas estão assim…

*#*$*

Quem escreveu isso?

Nós não temos nenhuma ilusão sobre quão longe um pedaço de papel escrito pode chegar. Enviar novas idéias nesse mundo sem um esquema de vários milhões de dólares tem a mesma chance de chegar ao seu destino quanto um avião de papel em um tornado.

Mas temos nossas chances.

Para a maioria das pessoas que fizeram esse documento, o planeta em que vivemos se tornou um lugar desonesto, e concordamos que algo precisa ser feito.

Fora isso, discordamos de quase tudo.

Nós discordamos sobre como essa bagunça toda se criou, e onde ela vai parar.

O que temos observado é que quanto mais as pessoas têm a capacidade de pensar por si mesmas, menos desejo elas têm de se desgastar sob o comando de alguém. Uma pessoa de cabeça aberta está mais capacitada para ver as ilusões que essa civilização leva adiante, que parece uma bola de fogo, e podem até fazer alguma coisa sobre isso.

Nós obtivemos o conhecimento, portanto, de que seria de melhor interesse para todos se houvessem mais pessoas criativas e críticas analisando a situação e transmitindo suas impressões.

Aonde isso nos levaria, nós realmente não sabemos.

Mas nós chegamos a uma situação onde parece que qualquer mudança seria uma boa mudança.

A história de todo o universo conhecido e um longo legado de exploração filosófica e científica têm resultado num esforço para fazer você ter algum pensamento crítico.

E se você não quiser, você vai deixar essa chance pra trás.

Você precisa saber por você mesmo.

Porque ninguém mais vai voltar pra salvar você.

*#*$*

Que diabos você acha que está fazendo?

Escrito em espírito pelo Bom Reverendo Roger.

Isso não é o último reality show!!! Não é o último aparelhinho eletrônico maaais legal!!! Isso não é um MP3!!! Então por que está mexendo no vespeiro? É melhor você fechar a janela, minimizar ou desligar o computador, antes que alguém veja você… Você pode entrar numa fria, ou pior! Você pode acabar parecendo idiota e chato!

Escuta, gênio… Os “poderes” trabalham duro para garantir que você tenha acesso a toda informação e entretenimento que eles acham que você precisa. E é ASSIM que você os agradece? Lendo algum livreto subversivo deixado provavelmente por um louco que odeia o sistema? Hã? Nossa, isso que é gratidão…

Você não deveria parar por aqui, e ligar a televisão? Você provavelmente está perdendo algo que você não consegue viver sem. O que está acontecendo durante os 20 minutos de lanche, em que todo mundo está comentando sobre “O Aprendiz”, e você perdendo toda a discussão? E então? Você será um idiota. Seus colegas vão rir de você, e você vai estar “fora do time”. Melhor sorte da próxima vez com aquela promoção, trouxa!

Então, olha… Para com isso logo, antes que alguém note você lendo isso, e nós vamos fingir que isso nunca aconteceu, ok? Agora, volte pro trabalho, e preste atenção ao que você deveria estar prestando atenção!

Ou me mata.

*#*$*

— O que você está lendo —

A maioria de nós realmente não sente mais vontade alguma de ir muito longe pra disfarçar a nossa mensagem.

Alguns de nós podem colocar algumas metáforas, mas pra muitos, hoje em dia, não vale a pena o esforço de colorir as coisas, por causa do risco de você não entender o que queremos dizer.

Chegou a hora das pessoas pensarem por si mesmas. Seguir a linha de outras pessoas e fazer o trabalho dos outros não tem funcionado até agora.

De fato, está ficando cada vez mais difícil não perceber a bagunça que esse lugar se transformou, e a situação parece urgente.

Nós não queremos mais nada de você.

Nós não queremos que você se torne membro de alguma coisa e nós não queremos o seu telefone. Nós não queremos sua total atenção e nós não queremos pegar a sua mulher. Nós não queremos te vender nada, nem que você venda algo. Nós não queremos que você vá a congressos. Não tem nada pra memorizar, nós não precisamos que você prometa nada.

Queremos ver você se importar mais com você, e se tornou evidente para nós que a maioria das pessoas ainda não sabe o que é cuidar do próprio nariz no ano de 2007.

Chame isso de grupo de suporte para os desprovidos de liberdade.

Ovelhas Negras ainda são ovelhas.

*#*$*

Um toque de conspiração

Você não teve o suficiente disso? Está ficando doente por causa disso tudo? Deveria. Doente é o jeito como vivemos. Toma essa pílula, faça isso aqui, mas não vamos dar a você tempo suficiente pra cozinhar, então coma no McDonalds.

Ei, isso pode te matar… É, pode, mas pense nas crianças pobres morrendo de fome na Etiópia. Claro, seu jeito com a política não ajudou muito, mas pense neles! Se preocupe com isso, coma isso, assista isso, pegue suas coisas, beba sua cerveja e continue sorrindo. Nós te dizemos aonde ir e o que fazer.

Cansado de ser comprado e vendido que nem boi? Você é ovelha ou cabra? Quer seguir alguém que nem um cego ou dar uma cabeçada nos líderes, partir pra porrada por uns instantes, assustando-os?

Tem muito de tudo hoje em dia, tudo que em especial é nada. Manter-se informado sobre os vizinhos e sobre a moda, se manter informado sobre as contas pra pagar enquanto você está distraído com o idiota na televisão. Você se drena até o ponto onde se importar com as coisas se torna uma coisa ruim e as depressões da sociedade se tornam uma escolha atrativa a fazer.

E é exatamente como eles querem! Ovelhinha cansadinha continua correndo de saco cheio com muita fé até que esteja bem cansada e submetida, aí… Para… Quem são eles? Hoje em dia, praticamente todo mundo… Seu chefe, seus líderes, a mídia, os responsáveis por BBB / Ídolos / O Aprendiz, ou qualquer perda de tempo televisiva… Uma gigantesca confederação sem rosto constantemente tentando te colocar aqui e ali, te transformar em um seguidor de qualquer coisa.

Mas você pode ser livre. Você pode assinar sua declaração de independência hoje, virar a mesa contra essa aliança de líderes que te venderiam pelo que tem! Como? Ignorando-os e tendo seu próprio caminho. Sim, é bem simples. De que serviu prestar atenção a eles? Até você fazer isso, você não tem você mesmo. Você pode ter tudo nesse mundo inteiro. Você pode viver a segura e pacata vida de um escravo ou pode viver a vida como ela foi feita pra ser – emocionante e maravilhosa, mas antes de tudo, livre.

*#*$*

A Parábola do Gongo

Havia uma vez um jovem Discordiano chamado Vara Dourada. Logo que sua iluminação se iniciou, ele se perguntou em que estação seu país estava.

Talvez estivesse na estação de Discórdia, prestes a ir para a Burocracia. Com certeza, a Ordem estava se elevando a níveis extraordinários.

Ou talvez já fosse Burocracia, quase chagando nas Conseqüências. Com certeza, a desordem estava se elevando a níveis realmente bastante extraordinários.

Então em sua procura por uma resposta, Vara Dourada procurou pelo Monge Discordiano Semcalça. Semcalça vivia em um porão porque seria obsceno para ele sair de lá. Vara Dourada se libertou de sua calça de lycra e desceu as escadas. Lá embaixo, Semcalça estava sentado em uma almofada em uma posição de Buda.

“Meu sábio amigo Semcalça, eu tenho uma pergunta para fazer a você,” disse Vara Dourada, “O que é Burocracia?”

“Na Índia”, disse Semcalça, “eles amarram elefantes em árvores usando cordas muito finas. Um elefante poderia facilmente romper a corda, mas ainda assim ele se mantinha lá, em seu lugar. Por que você pensa que isso acontece?”

Vara Dourada se coçou e fez com os ombros que não sabia.

“Quando o elefante é jovem”, entoou Semcalça, “ele é muito fraco para romper as cordas. Ele tenta, mas geralmente ele desiste. Quando o elefante cresce, ele não tenta escapar porque ele acredita que não irá conseguir.”

“Então a corda não é o que prende o elefante no lugar,” disse Vara Dourada. Ele olhou com o canto do olho para Semcalça. “Isso é muito interessante, mas o que tem a ver com burocracia?”

“Burocracia,” disse Semcalça, “é esperar por uma luz vermelha no meio da madrugada quando nenhuma está vindo.”

Então além do espaço e do tempo, um gongo soou.

Vara Dourada deixou o porão e retornou ao mundo real, apesar de confuso. Ele voltou pra casa, ele passou por cinco sinais vermelhos. Ele riu com cada luz. No fim da viagem ele estava dando risadinhas como uma criança com a sua recém-encontrada liberdade.

Anos se passaram e Vara Dourada continuou a dirigir. Ele ignorou sinais de trânsito e passou voando por sinais vermelhos.

“Puta que o pariu!” choramingava Bung-to o tolo enquanto ele se agarrava ao painel do carro. “Você vai nos matar!!!”

“Nada a ver! Eu estou emancipado dessas leis de trânsito mundanas,” gargalhou Vara Dourada. “Eu sou um mensageiro das Conseqüências!”

“Você sempre dirige assim?” perguntou Bung-to enquanto apertava o cinto de segurança.

Vara Dourada assentiu com a cabeça. “Sempre.”

Enquanto isso, o monge Semcalça estava movendo seu gongo através da rua para ir até o porão. Ele pacientemente esperou que a luz da sinaleira estivesse vermelha, então empurrou o instrumento gigantesco para o asfalto.

A colisão fez o exato som da iluminação.

*#*$*

Você pode sentir isso vindo?

Você pode sentir uma mudança dos ventos?

 

NÃO.

 

Você NÃO SENTE.

 

NÃO HÁ o que sentir.

Você se iludiu com sonhos da grande “iluminação”, uma mudança em massa do paradigma do consciente coletivo social. Você se convenceu de que alguém (quem sabe você mesmo) virá e destruirá os “poderes do é” que controlam a MÁQUINA ©

Você está errado.

Não tem nenhum poder do é. A MÁQUINA © os depôs há muito tempo, ou quem sabe eles tenham se tornado obsoletos, vítimas de sua própria ineficiência. Veja você, há muito tempo atrás a MÁQUINA © se tornou poderosa demais pra ser notada por uma conspiração, ou uma grande rede de diferentes conspirações. A MÁQUINA © não está mais no controle da humanidade, ao invés disso se tornou uma entidade. Uma cega e fria fanática de assimilação e mediocridade. A MÁQUINA © se mantém fora da natureza estática da humanidade. Qualquer agente real de mudança será perseguido como uma mutação, para ser neutralizado e destruído o mais cedo possível. Sim, isso inclui você. E sim, isso também inclui a mim.

Por que você acha que eu constantemente chamo VOCÊ pra ser um agente de mudança? Tenho meus próprios esquemas e maquinarias para isso, mas quero ver como a MÁQUINA © lida com você antes que eu finalize MEU próprio plano.

Veja você, para ser efetivo como um catalisador, alguém tem que enfrentar o problema de escala. Você NÃO PODE destruir a MÁQUINA ©. Você não pode nem torná-la mais devagar. O que você pode fazer é bem devagar e imperceptivelmente começar a rearranjar os componentes básicos. Se um componente A e um B exercem certa influência social C nos fedorentos conhecidos mais como “humanidade”, então isso se mostra a razão pela qual a MÁQUINA © pode ser reprogramada a um nível básico e em vários incrementos pequenos. Você gasta seu tempo sonhando em quão efetivo seria uma mudança em escala regional, nacional ou global (a impossibilidade que, eu devo dizer, te deixa no seu perpétuo estado de indiferença feliz), sonhando em formar um grupo de pessoas que pensem o mesmo que você que vão marchar com você até os portões da torre de marfim e vão derrubar de lá quem te explorou a vida inteira.

Agora adivinha?

VOCÊ é quem te explorou a vida inteira.Você mesmo tem deixado passar a mais óbvia solução, a solução mais eficaz, a única solução possível.

Suicídio. Foda-se o corpo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Brincadeira.

Talvez…

Mas falando sério, é aí que comecei a acreditar no verdadeiro espírito da geralmente usada frase “nós discordiano devemos nos separar” (Malaclypse, o mais jovem, K.S.C.): Nós não podemos fazer uma mudança em escala global, e se fizermos uma tentativa séria SEREMOS neutralizados. Ao invés disso, cada um de nós deveria fazer um esforço consciente para causar uma pequena reprogramação da MÁQUINA © de uma maneira que afeta a nós e às pessoas ao nosso redor. Deixar a mutação pequena, e dar a ela uma chance pra que se torne efetivamente contagiosa. Se todos nós mudarmos nosso paradigma (isso requer SIM um esforço, ter uma mente estreita e ser um bobinho sorridente não vale) HAVERÁ uma mudança, de uma forma que vai ser IMPOSSÍVEL parar o esperado efeito em escala global.

Inserir uma linha satírica por aqui

Essa manhã pude sentir as barras ao redor de mim quando acordei, desde o céu cinza gelado gotejando até o chão através das sombras, desde o meu alarme enquanto estava parando às monótonas ruas enquanto elas passavam pela janela do ônibus rumo ao elevador que está no prédio onde trabalho. De uma caixa pra outra pra outra pra outra.

Pelo menos algumas têm janelas…

Mas de que serve uma vista se é através de barras? De que serve a visão do sol nas folhas se é através de um grosso vidro que parece uma grande barra? Quando você está preso em uma cela atrás da outra, por que o cenário importa? Quando você está parado em uma cela que traz consigo, importa onde você está?

Talvez seja melhor se você não puder VER as barras…

É o que eu penso algumas manhãs quando as barras estão claras ao redor de mim. Quando cada parede se transforma em barras me prendendo, prendendo meus pensamentos dentro da linha de aprovação da cela que eu estou. É nisso que penso durante o tempo em que posso enxergar a jaula que todos levam consigo, cercando-as enquanto vão para o trabalho, vão fazer compras, vão ao bar para um salgadinho e uma bebida. Quando VEJO as barras, VEJO as jaulas enclausurando todos (até mesmo eu), VEJO a bagagem que as pessoas carregam com elas, eu pergunto…

Pode alguém MAIS ver as barras? Ou sou só eu?

Ou nem estou vendo as barras? As prisões REALMENTE estão lá, ou é só porque é um dia chuvoso e esses dias sempre me deixam pra baixo? Se está tudo na minha cabeça, está tudo SÓ na minha cabeça, ou outras pessoas podem ver isso também? Se outras pessoas ODEM ver, eles já pensaram em sair da jaula, abrindo a porta? Ou são tão condicionados que acham que as barras DEVERIAM estar lá?

Nós víamos as barras enquanto as colocavam ao redor de nós?

Enquanto crescíamos, aprendendo de nossos amigos, dos adultos que nos ensinavam (intencionalmente ou não), e tudo e tudo o mais, nós mesmos colocamos as barras? Será que eles, será que NÓS demos a nós mesmos as barras para colocar no lugar? Ou simplesmente colocamos as barras porque nós as vimos por aí nas pessoas que nos ensinavam e queríamos nos encaixar, nos dar bem com elas? Ou nascemos na cela e não sabíamos nada até que fosse tarde demais?

Parece que as barras estiveram sempre ao redor de mim, e eu nunca pensei que elas estivessem me mantendo preso.

Depois de tudo, parece-me que as barras sempre estiveram lá, o ferro gelado tomando uma familiaridade confortante depois de certo tempo. Às vezes eu tive uma cela maior onde as barras pareciam tão longe, tão longe… Outras vezes eu precisei que minha cela fosse menor e apertada para manter as coisas FORA do mesmo jeito que me mantinham DENTRO. Pelo menos eu fui capaz de mudar a cela algumas vezes, certo?

Certo?

traduced Este texto é uma tradução. Veja o original (inglês) aqui

 

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