A minha opinião sobre o Orkut é um pouco… Instável. Mas a crítica que eu faço não é muito dura não. Como eu já mencionei anteriormente, eu não acho que, oh, Orkut é o Darth Vader. Não acho que seja 100% ruim, seria ridículo pensar assim. Mas, também não acho que seja 50/50. É claro que, por impulso, acabei falando besteiras como a de dizer que dar parabéns por scrap é coisa de amigo-robô. É claro que não, enfim, falando merda que a gente aduba a vida.

O que eu realmente quis dizer é que isso é tão amigo-robô-like quanto outras coisas que fazemos na vida pessoal também. Aquela pessoa da sua sala com a qual você nem tem uma relação muito boa, mas convive com, aí ela tá de aniversário, você vai lá e dá um parabéns pra ela. Não seria isso também robótico? Sim, é claro.

Quando me referi ao roboticismo é o que o Orkut fez com a “facilidade” que propõe: é fácil acostumar-se a “gerenciar” as amizades ali. Não sei se essa é uma palavra certa… Mas é que é realmente muito fácil imaginar a diferença entre você saber (se lembrar ou ser avisado caso a sua memória seja ruim - tipo a minha) do aniversário de alguém e ir falar com essa pessoa - seja por msn, orkut, telefone ou pessoalmente, etc - e ver que tal “contato” está de aniversário, mandar uma mensagem automática bonitinha qualquer (ainda existe isso?) e pronto, assunto resolvido. Há uma diferença mesmo.

O orkut é uma rede social - portanto tão boa quanto as pessoas que a utilizam. Isso é verdade em muitos casos mas existem algumas diferenças no meio que são cruciais. Por exemplo, outro dia vi uma amiga adicionando no msn uma guria que a gente só deu um oi há meses. Faz muito, muito tempo que a gente fala com ela - mesmo. Aí, na mesma hora em que ela adicionou, colocou naqueles “atributos” do orkut: 3 corações (o mais sexy possível), três “cubos de gelo” (nunca soube o que era aquela figura, mas sei que é o mais confiável possível) e três smileys tipo =) (o mais legal possível).

Caralho, a gente nem conhece a guria direito! Eu não acho ela tão “sexy” assim (mas isso, é óbvio, é subjetivo), é ridículo dizer que temos qualquer noção sobre a confiabilidade dela e é tosco dizer que achamos ela, wow, muuuito legal.

É claro que no mundo real você pode conhecer uma pessoa e sair elogiando, mas também pode não falar nada. Lá fica tudo registrado, fica tudo gravado e é fácil ver o que a pessoa acha de você. A sua vida não é tão aberta pra um desconhecido quanto ela geralmente é no Orkut. E isso, veja, deve servir pra todas as outras redes sociais - só estou dizendo isso do Orkut porque é a única que eu conheço mais, tirando a Netlog, que é a mesma coisa.

Mas por que o título desse post tem a ver com Buddy Poke? Porque essa é a nova, wuul, sensação do momento. Legal ter um bonequinho e poder fazer coisas virtuais com outros bonequinhos e yeah, tudo o mais, wuhull. Yeah.

Mas a questão é: o que exatamente é o buddy poke? A mesma questão poderia se estender ad infinitum para vários outros meios de relacionamento que prometem tipos de interação mais profundos. É o Buddy Poke a possibilidade de fazer coisas que você não tem coragem de fazer pessoalmente? Ou uma representação do que a pessoa realmente é e faz? É claro que é ambos, mas vocês entenderam. Trata-se de predominância. E isso, é bom ou é ruim?

Não sei, acho que outros posts já discutiram isso bastante por aqui. Tem o Orkutcismo, do Santaum, por exemplo, excelente texto principalmente porque não tem muito “juízo” - o que acaba terminando em “tirem suas próprias conclusões”. Por isso, depois dessa opinião, sim eu sei, falível, eu digo: tirem suas próprias conclusões.