Sobre a democracia e o governo que acontece nas vidas

Três coisas ruins: a democracia, a democracia representativa e a “democracia pura”. Uma, defendida por alguns democratas (duh), a outra aplicada na maioria dos países ditos “democráticos” e a terceira o sonho do anarquismo arcaico (sim, é o anarquismo velho do qual Nietzsche, com razão, não gostava).

Todas elas são prejudiciais para o indivíduo. Vamos à primeira - a democracia. Estamos falando aqui das eleições presidenciais, por exemplo. Todos votam, a maioria ganha.

Nietzsche, citado agora há pouco, era mestre em fazer perguntas que destruíam as fundações de algumas idéias simplesmente porque não havia resposta – e o silêncio incomoda nas perguntas que ele faz. Por exemplo, ele pergunta: “Por que um dano sofrido deve equivaler a um dano causado?”. Ou seja, pode-se dizer que isso acontece porque, hum, “o ser humano gosta de ver o outro sofrendo”, por exemplo. Mas isso não estabelece uma relação de “deve ser assim” - aliás, Hume colabora com o entendimento disso; nenhuma frase “ser” pode ser transformada em “dever ser”.

Mas enfim, continuemos. Disse isso porque provavelmente, em algum livro, Nietzsche já deve ter pensado nisso – ou mesmo outra pessoa, como Kierkegaard. É, é mesmo, possivelmente Kierkegaard já havia pensado nisso. Mas enfim, a pergunta é simples: por que algo decidido pela maioria de um grupo deve ser aplicado a todos no grupo? Aí a resposta parece simples. “Duh, porque é a maioria”. Sim, eu sei que é a maioria. Mas e daí? A maioria é a maioria, duh, é óbvio. Mas e daí? Qual é a relação que justifica que a minoria seja obrigada a obedecer às mesmas leis que a maioria?

Pode-se pensar de duas formas: uma, a utilitarista, que nos levaria a pensar que deve-se proporcionar o maior bem ao maior número de pessoas possível, e a outra, que nos diria que deveríamos favorecer o grupo como um todo, e por isso a minoria teria que se conformar com o desejo da maioria.

Aí é que entra uma visão individualista da sociedade – que não, não é egoísta – em oposição a uma visão idealista. Favorecer um grupo, ou seja, priorizar a sobrevivência e o desenvolvimento do grupo. Mas o que é um grupo humano? Uma reunião de pessoas, certo… Mas o que justifica que a sua conservação e satisfação seja mais importante do que a conservação e a satisfação de uma pessoa? Vamos pensar por um momento no que podemos fazer a uma pessoa: podemos fazê-la feliz ou triste. Podemos colaborar com ela ou brigar com ela. Uma pessoa, um indivíduo, ele é você. Nós, eu e você, somos dois indivíduos, e vivemos esse curto tempo no planeta sob esta imutável natureza “solitária”.

E é isso que é uma proposta de interpretação individualista: “vamos pensar por um momento no que podemos fazer a uma pessoa”. Uma pessoa. Cada pessoa é um universo; cada um é importante para si mesmo, e é ridículo pensar que alguém inerentemente tenha mais direitos que outra pessoa.

Pensar de forma utilitária é um idealismo fácil. Pensar num grupo, numa coisa sem rosto nem vontade ou mesmo mente, e valorizá-lo. Se você pensa na minoria apenas como mais um grupo de pessoas, é um ótimo filtro de realidade pra ignorar as pessoas que fazem parte da tal minoria. Obrigar alguém a seguir uma lei que o prejudique só porque a maioria quer não possui nenhuma lógica inerente.

Já pensar que simplesmente o grupo deve ser favorecido em contraste ao foco no indivíduo é uma teoria que tem até certo embasamento teórico. Nossa espécie sobreviveu porque soube viver em grupo, não é mesmo? Desde a época das cavernas desenvolvemos os instintos que nos guiam hoje em dia e viver em grupo é um deles.

Mas justamente a ciência, com seus métodos e teorias que permitem que descubramos esse nosso passado de colaboração social, também é justamente a ferramenta mais fina de nossa razão. É o produto mais bem configurado que nossa racionalidade pode produzir; o domínio através do conhecimento da natureza e o controle de suas potencialidades. Essa ferramenta é também aquela que faz com que hoje em dia não necessariamente sejamos tão vulneráveis a um lobo faminto como antigamente. Essa ferramenta é aquela que nos permite uma maior produção de alimentos de forma a afastar – pelo menos para nós, pessoas com acesso a internet, ao contrário dos tristes miseráveis ao redor do mundo – a ameaça da fome e a necessidade de viver em grupo.

Quando um grupo é favorecido, todos os elementos que o compõem o são? Não, não são. Quando um grupo é favorecido, parte das pessoas que o compõem é favorecido. Quem manda no grupo é favorecido. Quem lucra com o grupo pode vir a ser favorecido, até mesmo a maioria pode ser favorecida. O que ocorre no grupo de humanos a nível mundial é que uma parte das pessoas é favorecida, e essa parte acumula o poder de influenciar as outras pessoas no grupo a ponto de fazer com que elas continuem a trabalhar para o grupo. Ou seja…. Temos um ciclo cultural hoje em dia que adestra as pessoas desde o nascimento até a morte com instrumentos que vão desde à opressão à recompensa “animal” (estimulando os nossos instintos primitivos, o desejo por segurança, por exemplo), e o faz para forçá-las a ter um comportamento que os favoreça.

Democracia, enquanto “a maioria vence”, é a opressão de algumas pessoas em função de outras, o que é tão justo quanto injusto. Democracia pura, unanimidade, é um pouco melhor, mas pra se chegar à unanimidade concessões foram feitas, pessoas cederam, e isso indica seguramente que as pessoas tiveram que deixar de lado suas vontades para satisfazer uma vontade homogênea do “grupo”. A democracia representativa é ainda mais nojenta, ou simplesmente nojenta caso as outras opções não o sejam, porque você deixa de tomar decisões e permite que outros o façam em seu lugar, e transferindo o seu poder com o de outras pessoas (uma pessoa representando milhares) seu poder sobre as leis que regem a sua vida é praticamente nulo. Você perde o direito de se governar, e eu não vejo razões para que isso não seja ruim…

Mas o que é trabalho em equipe? Não pretendo dizer que não deveríamos viver em grupo ou fazer coisas em grupo ou algo parecido. Trabalhar em equipe, ou melhor, saber trabalhar em equipe é saber gerenciar a si mesmo e às suas atitudes para deixar de direcioná-las para o seu proveito e direcioná-las rumo ao objetivo do grupo. O único motivo pelo qual alguém deixaria de fazer coisas em seu proveito para fazer isso é o fato de que o resultado que esse alguém deseja alcançar não pode ser produzido sozinho. Portanto, o grupo é uma reunião de pessoas com um objetivo comum que direcionam suas forças para atingir um objetivo. É deixar de ser o “si mesmo” para ser uma “parte de um grupo”.

Aqui parece que estou exaltando esta atitude – e acontece que estou. Mas o que quero dizer é: temos que fazer isso por livre e espontânea vontade. A unidade básica da vida é o indivíduo, e se ele quer fazer parte de um grupo ele deve fazer isso porque quer. A nossa sociedade está disposta de uma forma que você tem que ser idealista, e não individualista. Já nascemos como parte de alguma coisa e o tempo todo nossa mente é esculpida, trabalhada não pela independência nem pela liberdade, mas sim feita para a dependência, feita para se sentir obrigada a fazer certas coisas, feita para evitar outras, feita para se agarrar a conceitos e feita pra “fazer parte”, pra “ser parte” de alguma coisa o tempo inteiro, e essa idéia idealista afasta o sentimento de “eu”, afasta a individualidade e “frustra as pessoas”, esse período usado num sentido geral e bastante amplo.

Algumas pessoas dizem que “não dá pra ser individualista” na sociedade porque isso é o mesmo que ser egoísta. Você acaba desfavorecendo a sociedade. Baseado na teoria dos jogos, eles argumentam que quando você toma atitudes individualistas (leia-se egoístas, depois* veremos mais um detalhe sobre “tomar atitudes individualistas”) você está desfavorecendo a sociedade em geral e portanto desfavorecendo a maioria, etc. Mas essa é a questão: se adotamos a consciência filosófica de sermos individualistas, esbarramos no modo como a sociedade está organizada: um modo que nos obriga a sermos idealistas.

E esse é o grande problema: o obriga. Se consideramos a liberdade individual, temos que pensar também da seguinte forma: e se ele quiser ser idealista? Ótimo, ele pode – se isso o faz feliz, então tudo bem. Esse é o x da questão. Nossa sociedade nos obriga a uma opção. O que se pode desejar? Uma nova organização social que não restrinja nossas opções de vida, mas que nos “permita” fazer outras escolhas; que, na verdade, deixe as escolhas que concernem à vida pessoal a quem vive a vida pessoal – ou seja, é a nossa vida e nós é que temos que decidir. Mas ao mesmo tempo a sociedade nos faz, através de uma cultura idealista, ter atitudes controladoras, massificadoras, julgadoras, que apenas restringem a liberdade das outras pessoas. O instrumento do idealismo da sociedade é cada um de nós quando olhamos torto pra alguém diferente. O instrumento de lavagem cerebral é cada um de nós quando faz o que se espera que seja feito. É cada um de nós casando na igreja, sendo ateu. É cada um de nós tendo opiniões de supermercado quanto a assuntos sociais. É cada um de nós querendo ser mais “alguma coisa” do que “si mesmo”.

Essa é a idéia de uma nova organização social: se não existe “verdadeiro” como opção para organizarmos a sociedade, existe o útil e o confortável. Para nos ater ao confortável, é fácil: vamos fazer as coisas fáceis! Vamos fazer as coisas simples! “E o que é mais simples do que deixar as coisas como estão? As coisas estão boas, não estão? Não precisamos nos importar com as coisas ruins, pra que, não é mesmo? Vamos deixar tudo assim. Quem não gostar, que se foda. Mandamos a polícia prender e fica tudo certo”.

Essa forma de organização social “confortável” pode nos levar a verdadeiros sucessos estatísticos, mas a fracassos individuais. Como é possível tratar pessoas como estatística? Interpretar sociedades com estatística é uma coias, tratar pessoas como estatística é outra. Não podemos simplesmente fechar os olhos e nos confortar com a simplicidade de “se a maioria está bem, está tudo bem”. Os sentimentos bons e a boa condição da maioria não é mais importante do que o prejuízo de uma minoria.

Essa nova organização social busca o lado “útil” das ideologias (releia o texto anterior, “discordianismo”, para mais detalhes), mas útil exige um valor. Útil para quem? Para os indivíduos. O que se busca aqui é a liberdade, nada mais do que a liberdade. O princípio fundamental é a liberdade do indivíduo; depois disso, tudo é negociável (negociável através do indivíduo, que fique claro). É esse valor que tem que permear todas as instituições de uma nova civilização, a escolha. Da mesma forma como o discordianismo é um fundo de liberdade que possibilita a escolha de nossa ideologia de vida, essa nova organização tem que ser um fundo de liberdade para a escolha das atitudes e da estrutura de nossa vida. Escolhas, escolhas. A verdade sobre a felicidade é simples; fazer o que se tem vontade, é o que favorece nossa química cerebral da felicidade. Portanto, tenha liberdade (consciência E possibilidade) pra fazer suas escolhas. A felicidade é aqui vista como produto da liberdade; e aqui não é considerada como valor principal para o “útil” da organização social porque cada um tem sua idéia de felicidade e seu modo de experimentá-la. Que seja livre para descobrir e para exercê-la, pois.

* Essa é uma diferença extremamente fundamental. Muitas pessoas confundem ser individualista (indivíduo) com ser egoísta (ego) pois pensam que se ser individualista é agir pelo “eu”, mas ser individualista é agir pelo indivíduo - conceito de ser humano que se aplica a mim, mas também a ele, ela, você, etc. Ser individualista é considerar cada indivíduo separadamente e proporcionar-lhe bem-estar (ou no mínimo liberdade), pois considera-se que todo indivíduo possui esse direito - tanto eu quanto todos os outros.

Liberdades

Consideramos três liberdades para mostrar como seriam elas tratadas por essa nova proposta de organização social.

A primeira liberdade é a relação que um indivíduo tem de si para si. Ou seja, sua mentalidade e visão de mundo. Na nova sociedade, abrir a mente é uma condição essencial e é a natureza da sociedade em si; é uma sociedade que tem como fim abrir, e não fechar a mente do indivíduo.

A segunda liberdade é a relação que um indivíduo possui de si para o outros, ou seja, o uso de sua razão. A liberdade do indivíduo só é justificável se acreditarmos que ele possui livre-arbítro – se considerarmos que o ser humano inevitavelmente possui algum tipo de natureza violenta, por exemplo, isso justifica qualquer atitude que visa restringir a liberdade de um indivíduo, afinal, “ele não tem escolha mesmo”.

Por isso acreditar que o ser humano pode sim ser consciente de suas atitudes é uma premissa fundamental para a libertação do indivíduo. Só podemos oferecer a maior possibilidade para a vida de alguém se soubermos que essa pessoa tem a priori possibilidade de fazer disso algo positivo, e assumir as responsabilidades pela sua liberdade. Portanto é um compromisso do liberto ter a consciência de seus atos.

A terceira liberdade é a relação dos outros para si, ou seja, a restrição (ou no caso não-restrição) que os outros exercem sobre as suas atitudes. O que acontece na nossa sociedade é justamente a falta de liberdade da sociedade para com o indivíduo: desde o início da vida social a pessoa é manipulada culturalmente (o que é a invasão e a corrupção da primeira liberdade) mas também através de leis e regras sociais, que não estão escritas mas também são válidas nas mentes de quem vive ao seu entorno.

Pode-se entender que o objetivo da nova organização social é proporcionar a existência dessas três liberdades.

Filosofia pessoal e as fases de Nietzsche

Um dos livros que particulamente me influenciou muito para a redação destas idéias foi “Aurora”, de Nietzsche. Segundo o próprio pósfacio da obra (não escrito por ele), esse livro é de uma fase “positivista” de Nietzsche.

Pode-se dizer que ao querermos melhorar a sociedade estamos sendo otimistas. Em outra fase dos escritos de Nietzsche, podemos encontrar outra interpretação para o discordianismo: “não há conspiração alguma, você pode ser feliz, se quiser”. Ir além do otimismo e do pessimismo, pois o otimismo é a vontade de correção da realidade, e o que se tem a fazer é antes aprender a amar a realidade.

A interpretação que eu faço de Nietzsche a partir desta idéia dele, não por uma questão de continuar a fazer da minha ideologia Civ 2.0 compatível com as idéias dele, mas por ser mesmo o que eu penso, é que a realidade a qual ele se referia ou a qual nós nos referimos tem um sentido mais profundo do que o da realidade, digamos, “social”.

Nietzsche dificilmente faria questão de falar simbolicamente nesse assunto; para ele, provavelmente amar a realidade deveria realmente significar isso. Mas as coisas mudam; a realidade se transforma pela nossa atividade e, se não pelas nossas mãos, se transforma pelas mãos dos outros. Deveríamos amar qual realidade?

Aqui há várias formas de continuar a conversar e há vários caminhos a percorrer; muitos que eu facilmente me perco antes de começar – seria melhor dizer, na verdade, “não sei nem por onde começar”. Mas o que quero dizer é que a lição de Nietzsche para amar a realidade é uma dica realmente muito boa; mas como ele mesmo disse e o discordianismo, que é base para nossas considerações, afirma, não há verdades absolutas. Podemos amar nossa realidade mas ela foi determinada por pessoas que viveram antes de nós, e assim jogamos fora nossa liberdade de construir a nossa vida a partir de nossas próprias idéias e atitudes. Da mesma forma, pretendo construir um mundo melhor porque a liberdade é o melhor legado que posso deixar aos meus potenciais descendentes.

Mas quanto à seguir a dica de forma a aplicá-la numa interpretação de sociedade, temos a seguinte realidade: tudo bem, amemos a realidade. Mas ainda assim você mantém todos os problemas da sociedade. Até que ponto isso não é um engano que aplicamos a nós mesmos para nos conformar? Encarar os problemas como desafios é bom para não acabar oprimindo nossa felicidade de viver em função deles, mas aí vem o seguinte pensamento sobre os problemas que vêm da sociedade: eles são realmente necessários?

Se todo ser humano está atrás da felicidade, é um bom pensamento se adaptar à realidade ao invés de ter como principal o objetivo o contrário. Mas essa realidade a qual ele se refere é a realidade interior, a realidade dos sentimentos. Porque a outra é maleável; podemos nos adaptar à realidade pra sermos felizes mas essa realidade a qual nos adaptamos é totalmente flexível e dependente das ações dos outros.

É como se para sermos felizes precisássemos nos apoiar em alguma coisa; se considerarmos que para sermos felizes precisamos transformar a nossa realidade para algo melhor, é como se quiséssemos mudar uma parede de lugar. Mas se considerarmos que para sermos felizes precisamos aprender a amar a nossa realidade, é como se precisássemos nos encostar na parede – mas os outros estão o tempo todo a trocando de lugar, e por isso é complicado a idéia de “se adaptar à realidade”. Uma constante adaptação é necessária, e isso é antes uma desistência da capacidade de construir a sua realidade do que necessariamente uma opção de se adaptar à realidade. A linha que separa as duas coisas é fina, muito fina.

Continuando na metáfora, o que Nietzsche quer dizer é justamente se concentrar em não se apoiar em nada, mas tentar se equilibrar sozinho. A realidade que ele fala é a realidade dos nossos sentimentos, a inevitabilidade de sentir coisas ruins além das boas; e aprender a conviver com os sentimentos e as sensações ruins. É desse tipo de realidade, a pessoal, a realidade dos nossos instintos e sentimentos, que ele fala e é a essa que nós devemos (segundo ele, digo) nos adaptar e a aprender a conviver com.

A segunda liberdade mencionada na seção anterior deste texto é justamente o modo como lidamos com nossos sentimentos e nossos instintos; temos a responsabilidade, por sermos livres, de agirmos de acordo com uma consciência. Podemos sentir e viver nossa vida emocional da forma como quisermos, mas o que importa é o que nós fazemos com isso, é a atitude que tomamos para com os sentimentos, que vai dizer se nós nos rendemos a eles ou se nós os dominamos. E é essa capacidade de dominá-los que nos confere a liberdade individual.

Portanto aprender a conviver com a nossa realidade pessoal, além do otimismo e do pessimismo, é a chave desse pensamento nietzscheano. O que proponho é o seguinte raciocínio: a vida é complicada, e ela possui limitações inerentes. A sociedade não é a causa de todo mal; mesmo com uma sociedade melhor, a vida não vai ser perfeita. Ainda vamos continuar com a bagunça ontológica que constitui nossos sentimentos e nossas sensações. Mas, se a vida já é complicada, por que faríamos da sociedade uma coisa que apenas piora as coisas?

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