Este ano no colégio cada turma tem uma “palavra” que a represente. A da nossa turma, a 202, é “coerência”. Nossa professora regente, a de biologia, comentava conosco que hoje em dia há muito de “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, e que por isso a coerência é importante.
É, mas na verdade isso chega a ser quase um Ad Hominem, não é mesmo? Porque vejam: se eu digo “devemos ajudar os pobres”, e eu não ajudo, alguém pode dizer: “mas você não faz isso!”. Logo, sou incoerente; mas isso de modo algum invalida a idéia. A idéia tem que ser discutida independentemente. E ainda que eu fosse incoerente, as implicações disso são problemas meus, afinal, se tenho liberdade pra falar o que quiser, qual é o problema de eu falar algo que não faço, ou de dizer que seria bom fazer tal coisa, ou mesmo um dever social fazer tal coisa? Tudo isso é uma questão de moralidade, apenas. Oh, ele diz, mas não faz. Vamos queimá-lo - ou, façamos como no mundo moderno: ignoremos ele, ou o tratemos mal; afinal, ele é muito, muito malvado.
Marcado como “Quando Fui Outro”. Possível contradição.
Tags: biologia, dia, liberdade, mente, moralidade, mundo, pobres, presente, questão, Turma, Verdade, você






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Rev. Peterson Cekemp respondeu:
Obrigado pela visita cara! Vou visitar o seu blog
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