“Olá,
Eu só não consigo entender porque por vezes toda pessoa cética não pode ter religião, é muito estranho.
Não digo que seu texto transpareceu isso, porém nos meios normais sempre se vê claramente uma ligação entre ceticismo filosófico ou ciêntifico ligado ou ao ateismo ou ao agnósticismo. Como se a razão e a critica racional de toda nossa realidade não pudesse ser realizada com amparo da religião.
Apesar de tudo, gostei do texto.
Carlos Lemes
http://leitorcritico.wordpress.com/”
Acabei de ler este comentário do leitor Carlos Leme, e achei que esta resposta é digna de um post. Não sei, a pergunta me pareceu simples, mas que me fez pensar bastante. Tipo, para ficar a altura da pergunta, minha resposta também é simples e lhe fará pensar bem.
O Ceticismo, como próprio reverendo disse, é uma forma de orgasmo da mente, que assim como o orgasmo propriamente dito, liberta nossa mente de todos os problemas, esquecemos do mundo lá fora e ganhamos um momento só nosso, um momento de nos libertar, achei uma ótima metáfora, mas para responder a pergunta prefiro ir direto ao assunto. A questão é que a religião prende a mente a um dogma, prende a pessoa a seguir um caminho, e isto é justamente contra o ceticismo, o cético é aquele que quer pensar sobre tudo que achar importante, já uma pessoa religiosa deixa a igreja pensar por ela em assuntos importantes.
Um bom exemplo disso é a questão do aborto, quase ninguém tem uma opinião própria, a maioria diz que porque a religião proíbe é algo ruim. Não que eu seja a favor ou contra o aborto, eu só quero ter minha opinião, julgar e pensar sobre o certo e o errado em assuntos que eu julgar importante, não somente concordar com a palavra de uma única pessoa que faz de tudo para ter o controle do mundo em suas mãos.
Concordem ou discordem, esta é minha opinião, um direito de dizer o que penso, coisa que pessoas que estão a se submeter a outras pessoas nunca terão, o direito e o dever de pensar.
Tags: comentário, religião





Boa resposta Canedo.
“O Ceticismo, como próprio reverendo disse, (…)”
Só cuidado, Canedo! Não fui eu quem disse, o artigo é uma tradução
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