Na noite de ontem, sexta-feira dia 11, aconteceu uma das noites do, creio eu, maior festival de música de Santa Catarina, o Planeta Atlântida. Eu fui pela primeira vez com as minhas amigas Ana Maria e Mariana (irmãs. Perceba os nomes). Vou fazer alguns comentários sobre esse grande festival.

Chegada e entrada

Chegamos às três da tarde, aproximadamente, e havia relativamente poucas pessoas lá. Era um bom número de pessoas, mas obviamente nem chegava perto das 40000 que lotaram o Parque Planeta depois. Chegamos e, como o tempo ameaçava chover (e minha mãe já ligou dizendo que uma tempestade terrível caía sobre São José, compramos capas de chuva. Aos poucos os pingos começaram e a maioria das pessoas já usava as capas, que são um horror porque ficam grudando e tudo o mais.

Encontramos lá um outro grupo com amigos nossos, como Mimeu, Claiton, Gaba, entre outros. Os portões deveriam abrir às 4 da tarde, mas abriram só às 4:30 - mas pelo que soube não foi “culpa” deles, parece-me que um carro estava trancando alguma passagem de não-sei-o-que-lá, enfim, um dos seguranças, foi até o microfone chamar a atenção do dono do carro - vaiado pela pequena multidão.

Então, sendo liberados aos poucos (pra poder formar fila na próxima parada no “corredor” de entrada), lá vai a multidão. Na próxima parada, os homens e as mulheres foram divididos, e, dentre esses, os maiores de idade e os menores de idade. Dividiram os homens das mulheres porque, segundo alguma lei, homens não podem revistar mulheres, e os maiores de idade e os menores foram separados por causa da pulseira, que caracteriza a maior idade e permite que eles comprem bebidas alcoólicas.

Segurança

A segurança do evento é excelente. Se alguma briga ou confusão ocorreu, nós não estávamos perto - bem, a questão é que deve ter ocorrido, mas havia um grande número de policiais e saídas de emergência e etc. Aliás, deve ter ocorrido mesmo, porque uma hora no show da Ivete Sangalo policiais levaram alguns homens.

Mas mesmo assim, o Parque apresenta falhas, não? Deixe-me ser preciso: durante a revista, eu avisei que eu tinha um celular no bolso e uma toalha no outro (da Ana Maria). Ele não quis ver meu celular, de modo que depois no detector de metais eu avisei isso novamente e o cara mais uma vez (outro cara agora) não quis vê-lo. Bem, poderia ser outra coisa, não?

Entrevista #1

Eu e minhas amigas fomos entrevistados duas vezes! Sim, na primeira vez a Tata, apresentadora de um programa ‘regional’ chamado Patrola (que eu não suporto, mas tudo bem), nos entrevistou na entrada do parque. Nós estávamos de capa de chuva, só que já tinha acabado de chover e é muito quente usar capa de chuva. Então ela perguntou pra nós durante a entrevista:

- que visual é esse, modelito mamãe vou morrer de calor?

NX Zero e O Rappa

Bom, tirando isso, sigamos em frente. Fomos ao banheiro e depois fomos direto pro palco, onde a equipe de apoio do Nx Zero passava o som. Chegamos não bem na frente, mas estávamos na frente, vimos eles bem de perto. Eles são exatamente como parecem na TV, hehehe.

O show do NX Zero não atrasou e nem estourou o tempo, acho, mas não foi aquela coisa. Na verdade, eu já esperava que o show deles fosse bom, mas que não fosse ótimo. E foi exatamente assim. Tudo bem, pelo menos eu não me arrependi, já esperava por isso.

Uma coisa eu achei particularmente deselegante. O guitarrista do NX, num tipo de intervalo de uma música pra outra acho, anunciou ao microfone que o CD deles estava à venda no Parque Planeta. Ah, que coisa chata! Se for pra fazer esse tipo de merchandising, que faça no final, um aviso no telão, sei lá. Mas assim quebra o clima, entende? Eles estão tocando lá e tal e ele vem e fala, com palavras mais objetivas, que precisam de dinheiro pra viver então por favor comprem o nosso CD. Nada contra o fato de que, bem, eles precisam de dinheiro pra viver, mas faz isso de outro jeito, assim é, como diria uma amiga minha, broxante.

Essa parte da noite foi particularmente interessante porque, com uma banda eu não me frustrei, e com a outra eu me surpreendi! Das bandas que tocariam naquela noite, tirando as que eu não gostava, O Rappa foi a que eu achava que seria menos interessante. Mas foi pelo contrário. O show deles foi excelente, foi muito empolgante, muito bem feito. Foi o melhor show da noite pra mim, surpreendentemente.

Charlie Brown Jr. e Ivete

Saímos da multidão pra beber e comer alguma coisa (coisa que já tínhamos feito antes no intervalo entre NX e O Rappa), e então voltamos pra ver Charlie Brown Jr. Eu achei o show deles muito bom, mas eu sabia que já seria assim, então não me surpreendeu.

Logo depois veio Jorge Ben Jor - uma merda, se querem saber a minha opinião. Claro que é totalmente pessoal e subjetiva, como todas aqui, já que para alguns Jorge Ben deve ser ótimo, mas eu não dou um ovo por suas músicas. As únicas músicas boas ficaram pro final, quando a gente já se aproximava pra ver o show da Ivete, que viria a seguir, a W Brasil e aquela outra que eu esqueci o nome.

Bem, logo veio a Ivete e o show foi maravilhoso. Só não foi melhor que o do Rappa por um motivo: muita música nova e desconhecida, eu não sabia cantar nenhuma. Mas tirando isso, esse pequeno contratempo que irritou um pouco, o show foi ótimo. A Ivete estourou o tempo dela e o público pediu mais uma, mas ela disse que “é um festival, eu tenho que respeitar os outros artistas”. Tá certo, Ivete.

Banda Eva, Skazi e generalidades

Eu sei que o trio israelense faria um bom show, mas Banda Eva é muito chato, pelamor de Éris. Fomos embora mais ou menos na hora em que a Banda Eva parou de tocar - a gente não assistiu o show deles.

O Festival é muito bom e bem organizado, apesar das tendas eletrônicas continuarem o que acredito que sempre foram: verdadeiras fortalezas. Dá a impressão de que as pessoas entram lá no começo do Planeta e não saem mais de lá, porque entrar lá depois é im-pos-sí-vel de tanta gente se espremendo.

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