13/08

Vou publicar essa parte do diário só no dia 14 porque já desliguei o computador, e tenho muita vontade de escrever. Acho que se não o fizer, vou explodir.

Hoje à noite uma revelação e algumas conversas mudaram o modo eu via uma determinada situação. Não sei o que está acontecendo, mas pretendo pensar sobre o assunto. Disso depende toda a minha teoria acerca da Máquina (c), por exemplo, teoria que vinha desenvolvendo com base em certas observações. Acho que fiz muito bem em adiar qualquer conclusão sobre o assunto. Nota posterior: e vou adiar ainda mais.

Mas tem também o meu trajeto enquanto super-homem discordiano; eu não estou explodindo minha mente; há algo de errado. Tenho que buscar o caos novamente, de alguma forma ainda estou preso. É a educação e os velhos hábitos que não me largam. Porra.

-/-/-/-/-

14/08

Regressão?

Acho que há sim uma queda no desempenho de minha tarefa. Não tenho alcançado mais grandes feitos; é cinco e meia da tarde e eu penso que justamente os problemas filosóficos que se levantaram com a minha decisão e outros em relação a outras coisas tiraram a minha concentração. Será que ser livre exige o mesmo esforço sempre, ou com o tempo esse esforço decresce?

Bom, tanto faz, eu pago esse preço. Olha só! Que droga, esse instinto de preguiça. Chega disso. Sai pra lá. Estou digitando até rápido, e quando eu faço isso, erro bastante, fico irritado. Estou meio elétrico agora.

Não tenho muito o que dizer. Estranho como o super-homem discordiano parece ser como uma máscara: hoje mesmo na aula de inglês meu professor nos contou sobre a história dos “four you’s”:

1 - você é quem os outros pensam que você é
2 - você é quem você quer ser
3 - você é quem você acha que é
4 - você é quem você realmente é.

Eu penso que essa multiplicidade, essa complexidade toda induz a uma vida cheia de microdificuldades. Aquelas crises de consciência, aquelas crises de fracasso e frustração, etc. Como podemos fazer disso tudo uma coisa só?

Bom, primeiro que eu penso que isso é impossível. Pelo menos juntar o 1 com os outros, já que o 2, o 3 e o 4 podem ser comprimidos com força de vontade. É claro que isso quando se trata apenas de assuntos psicológicos, de pensamento, visão, atitudes e etc;

Segundo que qualquer maneira de ser que se escolha ser é uma máscara? Será que qualquer coisa que precise de um esforço consciente pra ser seja uma máscara? Se for assim, temos todos as mesmas essências; caímos todos nos mesmos desvios provocados pelo domínio das emoções sobre a razão, sobrando apenas algumas tentativas infrutíferas de ter algum talento, por exemplo, que não se tem (o que, aliás, não é do feitio do super-homem discordiano).

Eu penso que não, que o que se escolhe ser, ou melhor, o que se quer ser, se é colocado em prática, torna-se o que você é e isso não é uma máscara. O único problema é quando a pessoa não põe isso em prática, e acaba falando que faz e não faz… Mas isso é problema da pessoa, de qualquer forma. Não significa que com todos seja assim.

Vou me dedicar mais. Ainda que, em alguns aspectos, eu tenha conseguido algum avanço, de forma geral não houve nada de muito espetacular pra comemorar.

Tags: , ,

Posts relacionados: