O que foi que aconteceu, eu sequer estava aqui

Eu não sei o que perdi, parece que nem mesmo aconteci

Quem foi que me perdeu, serei eu

Será ele, com seu a todo instante aqui, ali, aqui

Torrente e corrente que vive a arrastar para a inércia

O movimento da vida que não pode mais viver

Cotidiano; monstro e demonstro, mostro

Que mata mais que conhecimento

Coisa que acontece… Fazer o que?

Decorar paredes, explodir paredes

Não sei qual é mais econômico ou mesmo mais bonito

Ou quem sabe mais útil?

Por que tive que tomar a decisão de tomar decisões

Quando fui confrontado com novos modos de tomar decisões?

A cada palavra minha mente quebra ao meio,

E eu não mais posso viver acreditando no que acreditava antes.

Um caminho que uma vez que se trilha não se volta

Ou talvez um nome que se dá ao caminho?

Seja claro, seja escuro

Seja meu.

Eternamente meu.

Quem foi que me perdeu, serei eu

Será ele, com seu a todo instante lá, ali, lá.

Melhor viver errado e mergulhado até não poder mais enxergar a luz do sol

Do que ficar ao deus dará

De um Deus que nunca, nunca dá.

“Eu só posso estar brincando…” é melhor que “eu não posso brincar”.

Salve Éris

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