Que fim de semana maldito! Maldito em seu íntimo, que fita-me com seus olhos vermelhos, olhos com os quais não consigo mais me iludir.

Essa sexta, não fui à aula. Dessa vez não resisti ao doce pedido da cama, que sussurrava: “fica… Fica…”. De noite, teve festa na casa da Priscilla. Foi massa.

Não vou ficar descrevendo festas aqui, no fundo são todas iguais. Vou dizer apenas que foi legal e pronto.

Agora, sabe por que o título do post é “de portas abertas”? Porque a minha casa desde quinta está sem portas do lado de dentro. NEM NOS BANHEIROS. Muito menos nos quartos.

Com isso, eu só me convenci mais de que o individualismo não-obrigatório é, de certa forma, “o caminho”. Por causa do meu pai, fiquei acordado até as duas e meia da manhã no sábado, e até as duas da manhã ontem. Eu não tenho culpa, eu não consigo dormir com luz e com barulho, porra. Antes de ser um atentado violento à privacidade, é um atentado violento à individualidade - eu já não posso mais exercer o direito de ser chato na hora de dormir, se não quiser interferir na liberdade de meus pais. QUE ÓDIO!

Fora o fim de semana que, embora tenha sido proveitoso para dar fim em alguns projetos inacabados, me manteve tempo demais no computador. Tenho que parar com essa porra.

ÓDIO!

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ÓDIO!

Escrevendo agora da terça, não da segunda, direto pro wordpress. O Étori vai justo fazer um comentário desse tamanho? Agora já passei um tempão respondendo. Valeu a pena, mas mesmo assim, é muito tempo.

Tenho algumas coisas pra fazer no computador… Conduzir a entrevista com o movimento discordiano internacional, escrever uns posts pro blog, baixar umas músicas, e terminar o Discórdia Brasilis n1. Quer dizer, pelo menos por enquanto, porque estou cheio de livros pra ler no computador (embora estejam alguns em último na minha lista, devido à livros de papel que eu tenho que ler também), além de escrever o próximo “Era”, etc etc etc…

E eu ainda tenho raiva mais por causa do meu pai, que ontem ficou fazendo trabalho. Bom, ele chega no quarto, vira a televisão (eu tava vendo Kill Bil… Aquele filme nunca perde a magia, nunca!) pra um ângulo vem desfavorável pra mim, fica vendo muito mais televisão do que fazendo alguma coisa no computador, e, quando eu fui dormir, abaixei o volume da televisão. Quando fui à sala, descobri que o volume ainda estava alto. Voltei e deixei mais baixo. Ele reclamou. “Vai deixar mais baixo ainda??”. Ah… Ah… Que raiva que deu aquela hora. “Ah, filho, lá na sala dá um barulho absurdo. Esqueceu que não tem porta? Além de luz ainda vai ter barulho…” E com essa justificativa porca, fui dormir. Dormir… Pff. Fiquei é rolando lá so sofá mais não sei quanto tempo até pegar no sono.

E sabe o que me dá mais ódio? É não poder falar nada. Não poder mandar ele tomar no cú uma vez só… Afinal, estou na mão dele, não é? O grande carrasco. Não é carrasco porque faz algo contra mim. Ele vai fazer meu aniversáio. Ele faz muitas coisas boas pra mim. Mas é carrasco porque detém poder. É carrasco porque tem possibilidade de fazê-lo. É carrasco porque é só ele querer e ele transforma minha vida. Isso é nojento, é repugnante. E não, não se trata de liberdade financeira. Se trata de liberdade mesmo. Afinal de contas, eu moro com ele, e ele é meu pai. Trata-se da liberdade de quem tem 14/15 anos. Raiva.

Que raiva.

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