Hoje vi na TVE um documentário sobre o que diferencia a espécie humana do restante dos animais.
Todos os seres vivos, tem algo em comum. Um conjunto de: Adenina, Guanina, Citosina e Timina, ou simplesmente DNA.
Qualquer ser vivo, possue em seu DNA suas tendências de como será físicamente, todas informações necessárias para que suas células possam se reproduzir estão no DNA, toda informação para que se possa criar um ser fisicamente igual a você está incluída alí.
O DNA é um grande trunfo dos seres animados (não estou a falar disso), imaginem, colocar dentro de uma única célula todas as informações necessárias para criar um outro ser!
Mas como nem tudo é perfeito (só vi uma única coisa perfeita no mundo) o DNA tem um pequeno “problema de engenharia”, as informações que estão no DNA são imutáveis, um ser não pode mudar seu DNA, o que pode ocorrer é um erro de “produção” na hora de fazer uma cópia deste ser, nisto, os seres começaram a se individualizar, cada um com suas particularidades, nisso, surge várias espécies da vida.
Chega um momento na evolução que os seres não podiam viver em estados vegetativos, programados para fazer a vida inteira de acordo com seu DNA, os novos seres precisavam de se adaptar a seu ambiente, precisavam interagir com o meio em que viviam, e não somente deixar esta função para seu próximo clone (aqui clone já é chamado de filho, filhote ou cria). Eis que aí, surge um novo trunfo destes seres, novos seres começam a desenvolver algo que hoje chamamos de cérebro (só não pense que isto surgiu de uma hora para outra como alguns dizem que aconteceu).
O cérebro era algo muito mais chique que o DNA, em um cérebro (humano) se consegue colocar cerca de 10.000x mais informações que em um DNA, isso para a época gerou um corre-corre e vários tumultos nos shopping-centers das novas espécies, todas queriam ter um cérebro. E destas espécies, uma era a mais rica, e conseguiu um cérebro bem mais avançado que as demais.
O cérebro desta espécie era top, conseguia guardar informações do meio, conseguia fazer o ser se comunicar com o meio. E este cérebro, trouxe uma das mais avançadas tecnologias a este e outros seres.
A comunicação, seja por via de latidos, gestões ou até pela mais avançada linguagem, a comunicação entre seres possibilitou descobrir novos poderes para o cérebro, agora, as crias não precisavam mais aprender tudo com o meio, ela podia ouvir relatos e saber o que deveria fazer em determinadas situações, imaginem, saber o que deveria fazer quando o ser visse um leão mesmo sem nunca ter visto um na vida! Imaginem, o quanto isso era novidade na época!
Isso pode parecer perfeito, mas ainda existia um pequeno detalhe problemático. Ensinamentos antigos, e que não acostumavam acontecer com freqüencia (um vulcão em erupção por exemplo), viravam lendas, pois estes ficavam centenas de anos sem atormentar os seres, e estes, acabavam por esquecer de ensinar suas crias a importância de ficar longe de um vulcão em erupção, aí, os pobres gatinhos que não sabiam o que eram a lava pulavam lá dentro, viravam churrasco! (daqui que vem a expressão espeto de gato).
Então, algumas pessoas que têem problemas de vista conseguem fazer algo revolucionário, a escrita!
Até aqui eu fiz um texto um pouco engraçado (ou não?), mas daqui para frente quero mostrar, o quanto a leitura representa para mim. Imaginem a informação agora não fica guardada em seu DNA, ou em seu cérebro, ela é guardada em seu exterior, extima-se que existam aproximadamente 1.000.000.000.000.000 de obras literárias escritas pelo homem, isso é 10x mais informação que o cérebro humano é capaz de guardar! E o mais impressionante, é que esta informação não esta restrita somente as nossas experiências, mas com elas conseguimos entrar nos pensamentos de outras pessoas, e conseguimos que outras pessoas acessem nosso cérebro, é quase que como um cérebro fora de nosso corpo.
É por isso que a leitura me fascina, quando analisamos as obras de Darwin, não fico espantado pelo que ele descobriu, que as espécies se adaptam, mas sim pelo modo, qualquer um pode descobrir que as espécies de adaptam ao meio, mas não é qualquer um que observaria isto ao caçar. Fico apaixonado, pelo jeito que ele capta as coisas.
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Texto bom, texto bom. É, a bênção e a maldição do ser humano foi o pensamento simbólico. Sabe como é, as pessoas têm dificuldade agora pra largar a infância da humanidade.
“qualquer um pode descobrir que as espécies de adaptam ao meio”
Na verdade, os meios se adaptam às espécies =D mas não acho que seja assim tão simples descobrir isso, principalmente porque na época existia uma pressão religiosa muuuito mais forte. Ou seja, o cara não foi só capaz de ver algo que ninguém mais viu em tanto tempo de humanidade, o cara também foi capaz de ver isso mesmo com a cabeça toda cheia de ideologias católicas. Isso foi diferente, definitivamente