Não sou do tipo que faz promessas pro próximo ano, mas eu vejo que no próximo ano as coisas serão diferentes. Bem, na verdade, essa é a primeira vez que o fim de ano me afeta de verdade. Desde que entendo mais ou menos esse negócio de fim de ano, toda a simbologia e o otimismo, eu venho vendo que nada verdadeiramente muda. É só uma convenção estúpida, uma válvula de escape que as pessoas precisam pra achar que tudo vai ser diferente. Pff… Passei por tantos reveillóns e vi tantas promessas ignoradas, jogadas no lixo. Achei que o reveillón - tanto quanto o Natal - eram datas ridículas e sem importância. O Natal continua nesse nível pra mim.

Entretanto, esse ano é diferente. Eu aprendi muitas, muitas coisas novas, com o discordianismo, com o blog e a internet em geral, com o contato com outras pessoas e idéias, com a filosofia (principalmente Nietzsche, enfim. Ao mesmo tempo em que esse ano foi cheio de descobertas e de experiências boas, também foi cheio de sensações e momentos ruins. Depois do post das múltiplas consciências, entretanto, adquiri o conhecimento necessário pra me perceber dionisíaco, num nível acima do que aquele que eu estava acostumado a lidar… Eu tive que passar por tudo isso, meus pequenos grandes sofrimentos, minhas conversas e revoltas um pouco injustas, minha epifania de 15 segundos, pra realizar o mertre. Eu estava mergulhado na “realidade concreta”, e agora tenho que me vencer, me superar. Assumir o controle lá em cima. Das outras vezes eu percebi o mertre, mas no livro previ que esse movimento inevitável seria alegre… Nunca senti nada mais do que satisfação intelectual. Só que agora, pela primeira vez, no finalzinho do ano, eu senti real alegria por ter me vencido, por ter assumido e repelido as responsabilidades…

Depois disso, estou pronto para que o pêndulo retorne! Desculpe-me, Nietzsche, mas eu tenho meu eterno retorno 2.0. Mas veja, pelo menos não sou seu seguidor! Acho, modéstia à parte, que você gostaria de mim. Bom, de que adianta, não é mesmo?

A esperança voltou, o novo ano, com maior número de experientia possível, me aguarda, e eu o aguardo também, ansioso. Minha atitude vai mudar, meu estilo de escrita vai (está) mudando, o blog está mudando, e eu pretendo ser o motor dessa mudança. Mudado como objeto, não, apenas como sujeito.

Esse ano, esse ano… Por Éris, como serei injusto agora. Conheci tantas pessoas, tantas pessoas valorosas, que não vou conseguir falar de todas sem ser repetitivo, chato, artificial. Já imagino meus parágrafos se apontasse pra cada pessoa falando “ele é legal… X é muito divertido… Y é muito legal… Z, se lembra quando…”, ah que inferno. Pra mim e pra vocês.

Todas as pessoas que conheci esse ano são muito importantes pra mim, e aí vocês dizem “mas Peterson, você não vai citar nomes?”. Claro que não. Da última vez que tentei foram três páginas do Word, e tirar nomes seria cruel. Então já sabem. Não tomem como frieza, tomem como preguiça. Saibam que my feelings are true.

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