Competir é importante, vencer não. Você acredita que essa frase é dita por um espírito bom, ou por alguém que não é capaz de vencer, mas que ainda assim precisa se satisfazer com a competição, criando um salto alto mental para fazer com que se esqueça de sua pequenez?

Bom, Nietzsche diria a segunda. Qualquer cristão diria a primeira. Mas é claro que colocar Nietzsche contra o cristianismo é até covardia (com o cristianismo, para os desavisados). Mas é interessante se perguntar isso.

Talvez o foco na competição e não na vitória já seja mesmo um belo de um escudo mental contra a possibilidade de derrota. O fato de já estarmos preparados para a derrota e a aceitarmos fazem parte de uma sociedade que foi forçada a se conformar com o capitalismo. Porque é claro que, se alguém ganha e sobe na vida, alguém tem que descer. E pra aceitar isso, só mesmo a mentalidade de “competição justa”.

E então? Eu ainda não me decidi. Bom, na verdade, já me decidi sim. Prefiro a sapiência de tal frase. Porque, afinal, a vida deveria ser encarada como a arte de jogar jogos, e não um jogo (Maldição de Caracinza). Poooooor tanto, jogos são jogos. Se perde, se ganha. Fazer o quê.

Aceitar faz parte, mas o que não dá é ver que o jogo que acontece envolvendo o “sistema”, a MÁQUINA ©, é o jogo de Caracinza. E com esse jogo, não dá pra ter essa mentalidade. É preferível sair do jogo.

Estou pensando num jeito. Talvez eu peça pra ir no banheiro.

Será que the machine © deixa?

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