Eu comecei com um título questionador, mas na verdade tenho muito mais a atacar do que a questionar de leve, tal qual mãe que fura com palito de dente o bolo pra ver se ficou fofo.
Internet, computador, tecnologia, não separa as pessoas coisíssima nenhuma. Existem, em geral, dois argumentos contra (não que eles exerçam essa influência no uso, mas existem) a tecnologia de computadores, celulares e etc em geral: um é que ele possui muitas armadilhas, vírus, pessoas usando de artifícios para enganar a outras - mas isso é ridículo, porque o mundo real também está cheio de coisas do tipo. Você, mesmo que vá, sabe que é meio perigoso ir até aquela casa de prostituição no meio daquela favela meio obscura do outro lado da cidade. E você não iria cheio de coisas valiosas. E também não iria sem camisinha. Mesma coisa com a internet.
O segundo argumento é de que o mundo moderno separa as pessoas. Hummm não, não é bem isso que acontece não. A televisão, por exemplo. Meu professor de inglês diz que hoje em dia a maioria das famílias tem uma TV na sala e uma em cada quarto, e que isso divide a família. Ora, se fosse preferível ver televisão juntos, por que eles não fariam isso? Minha mãe reclama que eu e o meu pai passamos tempo demais na frente do computador (ela não usa o computador, enfim, uma analfabeta digital). Ora, eu não deixo de fazer coisas agradáveis com eles pra usar o computador. Entretanto, agora ela está lá na cama dela, assistindo a novela. Se eu estivesse lá grande integração que isso promoveria. Ela falaria três ou quatro vezes que amanhã vai chover, ia soltar interjeições prolongadas (aquelas frases que incluem outras classes gramaticais, mas funcionam como interjeições como “nossa!” ou “que barato! aaah, amanhã vou comprar”), etc.*
Sente-se um “ressentimento” contra a tecnologia quando ele mostra a realidade: se o filho está no quarto ao invés de estar na sala, é porque naquele momento ele julga mais interessante estar lá. Se isso se repete ad infinitum, desculpe, é mais interessante estar lá, oras. Se há algo de errado, é o fato de que não ofereço nada que o atraia para perto de mim
Quando estou com meus amigos, aliás, o computador é uma fonte de diversão, e possibilita uma integração ainda maior: muitas e muitas vezes quando fui dormir na casa de amigos ficávamos nós conversando animadamente no quarto com o MSN ligado, conversando também com outras pessoas. Se isso não é unir as pessoas, não sei mais o que é.
A internet possibilita que pessoas se unam mais na vida virtual e se separem na real, dizem alguns. Não acho. Mantenho a minha opinião até que alguém apresente fortíssimos argumentos contra: a tecnologia apenas oferece uma segunda opção. “A família era mais unida, todo mundo se reunia pra ver televisão!” - é, a que custo? Se o programa for legal, não é a tecnologia que vai tirar isso de uma pessoa. Acho.
Enfim. E aí, o que você pensa? Por favor, extendam o post porque acho que ele ficou ruim. Tenho a nítida impressão de que tenho bem mais a dizer sobre o assunto, então, por favor, discutam e mostrem outros ângulos também! =D
Tags: internet, Vida




É aquela questão de coletividade. Não importa na verdade que você esteja fazendo algo fútil, seja ver TV seja estar em frente ao computador, mas sim aquela noção de coletivo.
Minha mãe fala que o que separou as famílias foram as TVs, pois quando ela era pequena a família se reunia para a janta e depois ficavam todas na sala fazendo suas coisas, entre si ou não. A TV segundo ela criou aquela situação aonde as pessoas mal terminam de comer e ficam em transe em frente dela, e isso, obviamente, se prolonga para os computadores.
Repare que a questão era apenas que as pessoas ficassem no mesmo ambiente, aliás, é isso que faço. Eu fico com o laptop na sala mesmo enquanto as pessoas fazem outras coisas, e funciona. A questão não é fazer a mesma coisa, é estarmos próximos uns dos outros de modo que perceba-se que, não importa o que o indivíduo faz, mas que o coletivo está junto.
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