Bom, não do mesmo jeito, mas… Enfim.

Em seu livro “Viagem até o Centro da Terra” (que aliás é um excelente livro, eu recomendo) o francês Júlio Verne (através de seus personagens) tenta em uma expedição atingir o centro do planeta. Na metade de sua jornada, entretanto, ele encontra praticamente um novo planeta.

Ao sair dos caminhos tortuosos pelos quais eles passaram dentro de um vulcão, eles acabam numa praia. Estão como que num grande salão, só que num salão muito, muito grande. Não é possível ver o horizonte, nem as paredes, apenas o teto. Um oceano gigantesco se estende na frente deles.

Agora cientistas descobrem que há um oceano subterrâneo gigantesco no planeta. As informações são do site Live Science

O Oceano pode não ser do jeito como foi previsto pelo escritor, mas tudo bem. O vasto reservatório de água fica abaixo do Leste asiático, e tem o volume de, no mínimo, um Oceano Ártico.

A descoberta foi feita pelo sismologista Michael Wysession, da Universidade Washington em St. Louis, e por seu aluno graduado Jesse Lawrence, da Universidade da Califórnia, em San Diego. A descoberta vai ser detalhada em uma monografia que será publicada pela União Geofísica Americana (American Geophysical Union).

Os dois cientistas avalariam mais de 600.000 sismogramas, a gravação das ondas geradas por terremotos que viajam ao redor da Terra. Eles notaram uma região onde as ondas sísmicas diminuíam a amplitude e e diminuíam a velocidade. “Água diminui a velocidade das ondas um pouco”, explica Wysession.

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