O que se esperar de um livro em que o narrador faz seu primeiro percurso de New York a Denver com 50 dólares no bolso na década de 40? Tudo isso somente para conhecer o west e se encontrar com um grande amigo que na verdade é um vagabundo, comedor, maluco, louco, ex-presidiário e adorador de poesia e jazz?

Desses 50 dólares, quase a metade ele gastou com bebida.

On the Road foi um livro publicado pela Viking Press no ano de 1957. Segundo Jack Kerouac, autor do livro, ele foi escrito somente em três semanas (vide o vídeo nessa postagem). Esse livro retrata, na verdade, a autobiografia do próprio Jack Kerouac num período total de 7 anos de sua vida. O seu personagem é o narrador da história, chamado de Sal Paradise, cujas aventuras se deram principalmente com seu melhor amigo chamado Dean Moriarty (Neal Cassady na vida real), este que relatei brevemente no primeiro parágrafo.

O que dizer desses dois malucos? Nada a dizer. Nada a definir. Somente lendo para sentir e sacar realmente qual é a deles. Afinal, homem, percebe? Simplesmente é AQUILO! Consegue compreender AQUILO? Então homem, tenho muita coisa pra te contar!

On the Road (Pé-na-Estrada, traduzido para o português) se trata de um livro que provavelmente foi precursor de vários movimentos - conforme descrição na contra-capa do livro - como o punk e hippie (e quem sabe o discordianismo, hã?). Este livro é considerado a “bíblia” da Geração Beat, inspirada esta basicamente pela adoração de jazz, poesia e uso de drogas. Pra quem teve o privilégio de ler o livro e é discordiano, não é de se duvidar as características discordianas da maioria dos personagens, como também várias passagens discordianas no decorrer do livro.

Neste livro, Jack Kerouac descreve minuciosamente e com categoria o ambiente em questão, todos os detalhes inclusive o cheiro e a vestimenta dos personagens, as sensações de êxtase em várias passagens e ao mesmo tempo momentos de mais pura e profunda reflexão filosófica.

O autor revela e inaugura, a partir desse livro, uma nova maneira de viver a vida. Esta maneira que, quase sempre on the road, é capaz de promover do início ao fim do livro passagens marcantes dessa obra que, segundo o New York Times, foi o carro chefe de Jack Kerouac.

Obrigado Rev. Beraldo por indicar o livro. Sem dúvida, é uma leitura fortemente recomendada.

Grande abraço a todos.

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