Eu sempre gostei de ler. Entretanto, a minha história com os livros pode ser dividida em dois períodos: pré-harry-potter, pós-harry-potter. Já ouvi crítica de alguém, que sinceramente não me lembro quem, acho que era até de um blog no wordpress dos states, dizendo que Harry Potter não forma leitores, formam aficcionados que não leem mais nada a não ser isso.
Olha, o que eu penso é que isso é regra, eu fui exceção. Eu gostava de ler; mas minha paixão por livros só começou de verdade depois de “A Pedra Filosofal”. Depois do livro, a minha apetite por leitura foi despertada e daí pra chegar até Júlio Verne e Sófocles foi um pulinho.
Harry Potter estimulou em mim a leitura, mas eu concordo que a onda em cima do livro pode provocar certas anomalias mesmo, certos espamos de leitor dentro de certas pessoas. A grande pottermania pode começar em uma criança com os filmes, passar pra toooodos os objetos do HP, incluindo mochilas e bonecos, e então finalmente descambar nos livros. Mas se essa pessoa já não for interessada em livros, de nada adianta. Conheço diversas pessoas que leram até um livro ou outro, ou começaram a ler HP do meio, enfim, e nunca terminaram.
Eu suponho que o estímulo pra leitura pode vir de qualquer livro com um apelo jovem, e que Harry Potter não deva ser condecorado por nada, justamente porque é famoso, e isso deixa as pessoas com uma “vontade de potter” e não “vontade de leitura”. Essa vontade é negativa, ao meu ver.
No entanto, eu me interessava por livros já desde antes de HP. Como? Até a quarta série (hoje quinto ano) todos eram obrigados a pegar livros na biblioteca do colégio. Começamos com pequenas historinhas e tal… E na quarta série já líamos livros de até 90 páginas. Lembro-me bem da bibliotecária (que até hoje não consigo chamar de outra coisa senão “tia fátima”) dizendo pros espertinhos pra pegar livros mais grossos e não aqueles finíssimos de quando estavam no primeiro ano.
Lembro-me de vários livros, dois em especial. Um era de uma história de um garoto apaixonado por computadores; nessa época aprendi alguns conceitos básicos, até hoje devo a esse livro que não sei o nome o fato de que sei o que são “periféricos” em um computador, e de que entendo a diferença entre “software” e “hardware”. É estranho isso, mas eu me lembro vagamente de uma aventura de informática, muito legal. Lembro também de “Missão no Oriente”. Esse livro eu lembro porque eu tenho uma história com ele na minha quinta série (sexto ano). Mas enfim, isso não vem ao caso agora, hehe… Aonde quero chegar?
Quero chegar no fato de que leitura é algo muito estranho, e despertar em alguém o interesse pela leitura é uma atitude sutil. Ou é assim ou não surte efeito algum. Até a sétima série haviam pessoas que liam tão bem quanto um garoto da segunda série (sabe quando o professor pede pra ler alguma coisa no livro? Então, era uma vergonha…). O que eu digo é que uma das melhores formas de se estragar a vontade de alguém de ler é obrigar uma criança a ler. Isso é simplesmente terrível, e infelizmente… É o que acontece até hoje. Pelo menos ali no colégio…
12 comentários foram feitos
Comecei a ler definitivamente muitos livros anualmente na minha graduação. Antes, apenas lia livros técnicos e enciclopédias. Gostava de ver mapas, qualquer coisa sobre geografia eu lia. Hoje em dia, fico horas vidrado no Google Earth. Não gostava de ler jornal. Nem gosto ainda. E quem diria, além de ler livros e algumas revistas (Caros Amigos, Piauí e Exame), sou assinante de alguns blogs, hehehe. Não imaginava isso a um ano atrás.
Grande abraço.
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Santaum:
As tais máquinas não foram instaladas em todas as estações, mas é uma boa idéia (melhor do que máquinas de refrigerantes, lá isso são…).
Mas no Metrô Vergueiro há uma biblioteca pública (vc pode até emprestar livros, desde que se cadastre) e na estação Corinthians-Itaquera, dentro do Poupa-Tempo, além de um ‘acessa são paulo’ (computadores ligados para utilização gratuita - boa opção para quem não possui acesso) tem também uma outra mini-biblioteca, com livros, jornais (apesar de vc odiá-los, até que não os acho tão maus assim….mas também, leio até outdoors!), revistas.
Agora gostaria de fazer uma pergunta que nada tem a ver com o tópico, se me permitirem: gostaria de saber se é fácil a utilização do wordpress para blogs (possuo um no blogspot e estou pensando em mudá-lo para wordpress) e também se é gratuito.
Delícia mesmo são os sebos, tem um ao lado do Foro João Mendes Jr (centro de Sampa) que parece um shopping…impossível sair de lá de mãos abanando….hehe.
Desculpe o ‘aluguel/abuso’ ….agradeceria muito se pudessem me responder. ![]()
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Olá Fátima,
Fiz isso semana passada. Migrei o BLOG DO SANTAUM (http://santaum.blogspot.com) para o WORDPRESS (http://blogsantaum.wordpress.com). Além de ser gratuito, o WORDPRESS tem um sistema de gerenciamento excepcional, como contagem de hits, termos de motor de busca, origem dos links de acesso e post mais acessado. Vale muito a pena migrar. É gratuito. Para finalizar, você pode ainda, pelo WORDPRESS, importar todos os seus posts do BLOGGER. Isso mesmo. Sensacional.
Eu não odeio os jornais. Pelo contrário, gosto muito. Apenas não tenho hábito de ler. E quando leio, apenas as reportagens de opinião. Gosto de ler o ESTADO DE MINAS, quando vou para casa. Infelizmente, não tenho este hábito. Prefiro ler uma revista, como a Caros Amigos e a Piauí.
Espero ter esclarecido sobre o WORDPRESS. E me fale do seu blog para a gente ver! Deve ser bom, pois seus comentários são muito interessantes.
Abraços.
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Quê nada, Fátima, não é abuso não =D seus comentários são sempre bem-vindos, e pra mim não parecem confusos.
Aqui em Florianópolis parece que vai haver também uma biblioteca tipo aquela ali que você citou, onde só o cadastro é necessário e tal. Isso no principal terminal de ônibus daqui =)
Quanto ao Wordpress, pra mim é o que possui mais recursos. Não é difícil de utilizar, é só dar uma passeada pelos botões e o serviço torna-se bem intuitivo
E sim, é gratuito =)
Abraço
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Santaum:
Farei como dizes. Não acho que o meu chegue aos pés deste daqui, isso sem contar o fato de que o montei há poucos dias (sou como uma criança que engatinha e está aprendendo a andar…). Mas se te interessas, o link é:
http://palavrassussurradas.blogspot.com/
Ao contrário do que o nome possa sugerir, não é sobre poesia (apesar de também apreciá-la), o que busco é escrever sobre tudo o que me interessar…
Obrigada pela cordialidade. ![]()
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Bom-Dia, Rev.
Minha iniciação no hábito da leitura se deu por meio de uma série intitulada “Coleção Vaga-Lume”, uma série de livros de aventura, escritos por vários autores (incluindo Marcos Rey) voltado para o público infantil.
Já minha irmã foi iniciada na escola com um autor chamado Pedro Bandeira (A droga da obediência).
Infelizmente o hábito de leitura não é estimulado como deveria. Concordo contigo quando dizes que forçar uma criança a ler em público é o meio mais eficaz de levá-la a associar livros ao sofrimento.
Mas mesmo que uma criança passe por isso, tal não justificaria que, ao se tornar uma adulto, não se interesse por eles.
Sinceramente não consigo entender! Toda vez que estou no metrô ou no ônibus e vejo alguém lendo um livro (mesmo que eu tenha também um em mãos) fico curiosíssima para saber a estória!
Certo dia, aqui em Sampa, quando ainda haviam outdoors, vi uma propaganda da Imprensa Oficial do Estado que assim dizia: “O que faz uma pessoa, com um mínimo de inteligência, não gostar de ler? Resposta: Isso mesmo! Um mínimo de inteligência”
Espero que meu comentário tenha de alguma forma colaborado.
Abraços!
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