Ibrahim me convidou para um meme: manias.
1. Estraga mitos
Uma das minhas manias mais irritantes é recorrer à cautela racional. Quando você lê mais sobre Hume, tem um bom background científico e odeia a religião como eu, é meio que impossível não fazer isso.
Por ações de “estraga mitos” entende-se qualquer resposta irônica e por vezes irritada contra pseudociências, mitos, superstições, religiões e auto-enganos. Tenho amigas cristãs e evangélicas; não perco uma oportuidade de atacar a religião, a idéia ridícula de Deus e etc etc etc. Tenho uma amiga espírita. Não perco uma oportunidade de rebaixá-lo à categoria de besteira. Pensamento cegamente positivo, não deixo que continue. Astrologia (já acreditei bastante); já não deixo impune.
E isso vai muito além. Eu estrago brincadeiras e até mesmo crendices tolas, dessas que até quem as diz não acredita nelas. Um exemplo recente foi uma amiga dizendo: “A tua orelha tá vermelha. Tem alguém falando de você”. E eu disse: “Noooooossaaaa, que certeza absoluuta!”. Bom, ela reclamou, claro. É, ela talvez esteja com razão. É que eu não consigo resistir à revelar os absurdos. Fazer o que =/
2. Tudo tem a ver com música.
Eu penso “musicalmente” o tempo inteiro. Gosto de sentir e de pensar em música. Gosto de falar sobre música. Eu, por mim, andava o dia inteiro com uma caixa de som amarrada no meu corpo - se faço com música, faço melhor. Música me calibra, me controla. Eu mudo meu humor, meu estado de espírito, o modo e o objetivo do meu pensamento.
Isso chega a ser irritante, porque mesmo se eu estou conversando com alguém e a música está um pouco alta, me irrito com o fato de que eu tenho que abaixar o volume. Às vezes eu penso “Porra, como assim ouvir a música é mais importante do que a conversa?” - Bom, talvez seja. Fazer o que, se a música parece ser tão importante pra mim?
3. Modéstia
Uma das coisas mais irritantes na inteligência e na sabedoria é o fato de que nem todos a têm. Se eu admito que sou inteligente e sábio, posso ser arrogante (de fato, estaria sendo um tanto quanto arrogante ao afirmar que sou inteligente E sábio). Mas não de todo. E ainda assim, posso, devido às limitações intrinsecamente humanas, me mostrar nem tão sábio assim.
O problema é que não há um meio-termo: ou me digo inteligente, ou não. Eu posso dizer que não sou inteligente; aí as pessoas me detestam porque fui idiota, cínico, como se eu estivesse rindo da cara delas. Se eu digo algo do tipo “Quê isso, pessoal, nem é tanto assim…”, eles podem me classificar como falso.
E isso é particularmente irritante com provas. Da próxima vez que eu receber um 10 e alguém reclamar da minha nota eu vou mandar tomar no cu. Sim, há gente que reclama da MINHA nota. Veja como acontece: eu recebo a prova, e no meu caminho pra minha carteira, alguém eventualmente pergunta a nota. Eu respondo algo como, vamos supor, 10. Então ela pega e se sente “ofendida” pela nota! Algumas vezes eu ainda escuto algo do tipo “não humilha, né?”. Porra, vai tomar no cú (com acento por causa da estética). Da próxima vez vou fazer cara de besta e dizer “ninguém mandou perguntar”.
4. Chato pra comer
Diz o Tiago que ele é mais. Mas até hoje não vi retaliação pro meu post.
5. Meus olhos não dizem nada sobre minha atenção
Sim, eu olho nos olhos das pessoas enquanto elas falam e enquanto eu falo com elas. Entretanto, eu não consigo ficar olhando o tempo todo - é uma mania que veio de uma agonia (rimou).
Sabe-se também que, de fato, não é de bom tom ficar olhando o tempo todo. Eu sempre achei isso meio psicótico, sabe? Manter um equilíbrio entre os olhos das pessoas e outros lugares durante o diálogo é fundamental, mas penso que eu estou um pouco abaixo do equilíbrio, nesse sentido. Eu olho pouco pra pessoa (exceto quando estou discutindo filosofia, política, história ou qualquer coisa do tipo. Aí eu enfrento!!!) e talvez isso acabe me dando uma imagem meio esquisita por aí.
Mas o título dessa quinta mania é porque meus olhos sempre viajam, enquanto falo e enquanto ouço. Eu não olho pra pessoa A falando com a pessoa B, só que eu olho pra outros lugares e outros objetos enquanto falo com alguém. E, juro, eu sempre presto atenção. Só que não consigo ficar olhando, daí as pessoas acham que eu não presto atenção. Eu sei que isso deve irritar. Eu também não gosto quando eu fico falando e alguém que deveria estar escutando presta atenção em outra coisa.
Raiva dá quando ela pára, olha e fala “continua, tô escutando!”. ¬¬ Aí eu reconheço uma atitude igual à minha.
Indico pro Gustavo Canedo, Santaum, André e Pablo - esses dois últimos são facultativos (bom, digamos, mais do que os outros, porque facultativo JÁ É), pois não espero um post pessoal no blog deles (coloquei só pra encher o número de indicados).
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Legal !
Sobre o item 4, até hoje está o rascunho no blog para ele responder. Eu só não faço um para não ACABAR COM VOCÊS DOIS, só por isso.
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