Mechendo em um formigueiro, atrapalhei uma construção em que muitas formiguinhas deram a vida para que isto virasse realidade, uma simples criatura, poderosa perante os poderes destas formiguinhas levou tudo embora, levou os sonhos dos jovens, a esperança dos novos casais, sem contar das vidas que foram perdidas.

As sobreviventes saem correndo, sem saber o que fazer, não sabem se protegem as crias, se protegem a rainha ou se protegem a si mesmas.

O projeto que custou milhões de vidas foi se embora, a luta de gerações acabou, com o Deus Canedo arruinando tudo com um pisar, elas, pobres formiguinhas não puderam fazer nada, a não ser fugir, gritar… correr… tentar se salvar… morrer.

O que Deus Canedo esqueceu é que dentro do formigueiro existem vidas, em cada vida uma história, milhões de histórias se perderam. Assim como os humanos perante a um pânico, em uma multidão de humanos existem “multidões de histórias” em que cada história levou-se anos para ser construída, anos para ser contada, anos para ser vivida, segundos para ser destruída.

Veja multidões não como um conjunto de pessoas, mas sim como um conjunto de histórias, um conjunto de mentes, que pensam, que agem, que sentem.

Reflitam na imensidão do mundo, não estamos sozinhos, não adianta tentar fechar a porta do seu quarto e ligar o som no máximo, você estará isolado, mas não estará sozinho. Lá fora sempre existirá pessoas que te amam (não sei até quando), pessoas que te querem bem, pessoas que fazem o mesmo que você está fazendo em seus quartos (por você).

O mundo é cruel, amar não é ser amado, isso dói, e ser amado e não amar dói mais ainda, se sacrificar por que você não gosta é duro, você se sente atraído, mas não está amando.

Reflita muito bem sobre o que eu disse, talvez da próxima vez você você pense melhor antes de pisar em um formigueiro.

PS: Este post, este jeito melancólico de escrever não tem nada a ver com eventos recentes.

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