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Era uma vez um pedregulho, colocado de forma precária no limite mais alto de um penhasco. Por centenas de anos aquele pedregulho estava lá, balançando e balançando, mas sempre mantendo um equilíbrio perfeito. Mas um ano, aconteceu uma severa tempestade, severa o suficiente foi para tirar o pedregulho de sua majestosa altura e quebrá-lo nos pés do penhasco, muito, muito abaixo. Desnecessário dizer, a pedra se desfez em várias peças. Onde ele caiu, o chão foi coberto com um verdadeiro tapete de pedrinhas – algumas pequenas e algumas largas – mas pedras e pedras e mais pedras tantas quantas você poderia ver caminhando por horas.
Um dia, depois disso tudo, um jovem homem com o nome de Ichabod apareceu na área. Sendo ele um indivíduo de mente e poder de observação aguçados, naturalmente ele ficou bastante surpreso ao ver tantas pedras espalhadas tão perto do chão. Agora Ichabod era muito interessado na natureza das coisas, e ele usou toda sua tarde para medir o tamanho de pedras, sentindo o peso das pedras, e simplesmente refletindo sobre pedras em geral.
Ele passou a noite lá, não querendo perder seu achado milagroso, e acordou na outra manhã cheio de entusiasmo. Ele passou muitos e muitos dias no seu tapete de pedras.
Eventualmente ele notou alguma coisa muito estranha. Havia ali três quiçá largas pedras no tapete que formava um triângulo – quase (mas não totalmente) eqüilátero. Ele ficou pasmo. Olhando mais adiante ele viu quatro pedras brancas que estavam arranjadas em um quadrado assimétrico. Então ele viu que, desconsiderando uma pedra branca e pensando em uma cinza uns trinta centímetros adiante, era um quadrado perfeito! E se você escolher essa pedra, e aquela, e aquela, e aquela outra e mais aquela outra você tem um pentágono tão grande quanto o triângulo! E aqui temos um pequeno hexágono. E ali um quadrado parcialmente dentro do hexágono. E um decágono. E dois triângulos interligados. E um círculo. E um círculo menor dentro do círculo. E um triângulo dentro daquele que tem uma pedra vermelha, uma pedra cinza e uma pedra branca.
Ichabod gastou muitas horas vendo muitos desenhos que pareceriam mais e mais complicados assim que seus poderes de observação cresceram com prática. Então ele começou a registrar seus desenhos em um grande livro de couro, e como ele contou os desenhos e os descreveu, as páginas continuaram a se encher enquanto o sol continuava a retornar.
Ele havia começado seu segundo livro quando um amigo havia chegado. Seu amigo era um poeta e também era interessado na natureza das coisas.
“Meu amigo”, chorou Ichabod, “venha depressa! Eu descobri a coisa mais maravilha no universo.” O poeta correu pra ele, bastante ansioso para ver o que era.
Ichabod mostrou a ele o tapete de pedras… Mas o poeta riu e disse “não é nada, só pedras espalhadas!”
“Mas veja,” disse Ichabod, “veja aquele triângulo e aquele quadrado e aquele e aquele.” E ele continuou a mostrar para seu amigo o resultado de seu estudo de vários dias. Quando o poeta viu os desenhos ele passou para os livros e quando havia acabado, ele também estava maravilhado.
Ele começou a escrever poemas sobre incríveis desenhos. E enquanto ele escrevia e contemplava ele começou a ter certeza de que os desenhos precisavam significar alguma coisa. Tanta ordem e beleza é muito monumental pra ser simples. E esses desenhos estavam ali, Ichabod os mostrou para ele.
O poeta voltou para a vila e leu sua nova poesia. E todos que o ouviram vieram para o penhasco para ver em primeira mão os desenhos. E todos voltaram para a vila para espalhar a experiência. Então como o entusiasmo cresceu lá um grupo de pessoas que amavam beleza e natureza se desenvolveu, e foram todos viver nos desenhos eles mesmos. Juntos eles queriam ver cada desenhos que estava lá.
Alguns escreveram livros sobre triângulos. Outros descreveram os círculos. Outros concentraram-se nas pedras vermelhas – e eles foram os primeiros a ver desenhos surgindo fora do tapete. Eles, e alguns outros, viram desenhos onde quer que fossem.
“Como fomos cegos”, eles diziam.
O movimento cresceu, cresceu e cresceu. E todos que podiam ver desenhos sabiam que eles precisavam ter sido postos lá por uma força maior. “Nada, a não ser uma força maior”, diziam os filósofos, “poderia criar essa beleza imensa!”
“Sim”, disse o mundo, “nada a não ser um Deus poderia criar tanta ordem magnífica. Só um Deus poderia”.
E aquele foi o dia em que Deus nasceu. E desde então, todos os homens têm conhecido Deus pelo seu poder infinito e todos os homens têm amado-o por sua sabedoria infinita.
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Extraído de um tratado sobre a natureza de Deus e o Movimento Erisiano, encontrado no SUMMA UNIVERSALIA, o trabalho sagrado de Malaclypse, O Jovem, K.C., Polipadre onisciente da virgindade dourada, e alto padre da franja herética e protestante persuasão do movimento erisiano da sociedade discordiana ==== Salve Éris
Este texto é uma tradução. Veja o original (inglês) aqui
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