É uma ótima idéia, que infelizmente não se converteu em um bom filme. Um roteiro um pouco óbvio, cenas muito condensadas (me lembrou muito Harry Potter e o Cálice de Fogo nesse sentido), a Eva Mendes atuou muito mal, a história é muito confusa, o Nicolas Cage podia perfeitamente ter sido usado como Johnny Blaze jovem… Em suma, o que salva um pouco - veja bem, um pouco - são os efeitos especiais, e mesmo assim alguns ficaram ruins.

Mas… É uma boa idéia. Engraçado e curioso da história é que em quase nenhum momento - quem sabe até nenhum - se fala em… Deus. Só em Diabo e, no máximo, nephilins, anjos caídos. O Filho do demo (coisa essa que é revelada de uma forma bem banal), inclusive, entra na igreja sem a menor cerimônia. Curioso.

Aí eu fiquei pensando… Como seria uma ideologia monometafísica do mal? Ainda que no cristianismo exista o Diabo a liberdade humana é que é atacada na teologia cristã - afinal, Deus é bom mas o ser humano tem liberdade pra fazer o mal, etc. Com o mal transformado em metafísica e sem nenhum exemplo de “bem” o homem seria uma espécie de “bom por natureza” - não?

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