Há algum tempo minha mente anda inquieta. A saudade deste blog estava me comendo por inteiro. Não conseguia mais ficar sem escrever. Mas escrever o quê?
Minha mente se enche de idéias. Mas falta inspiração. Talvez porquê minha musa inspiradora foi-se embora, levando meus pensamentos, minhas idéias, meu coração.
Amizades vem e vão, amizades passam. Amores vem e não vão, marcam nossa alma, nos transforma em um animal, como se fôssemos marcados a ferro quente. “Dona: XXX”. E se somos abandonados… simplesmente colocamos o rabo entre as pernas e saímos, não importa se somos fortes, se somos fracos, não existe homens nessas horas, galinhas e “bundões” são sinônimos, abandonados. Mas o pior mesmo é quando não somos abandonados. Somos ignorados. Aquele amor que explode em seu coração simplesmente foi desprezado. “Você não é bom o bastante…”.
Nesse momento escuto sk8ter boy, quero dar a volta por cima, a frase “He wasn’t good enough for her” ecoa em minha cabeça. Mas percebo que a realidade é feita de fatos, e não de ondas sonoras ou cerebrais. Por mais que eu cante ou imagine, eu nunca serei o bastante, nunca chegarei a seus pés.
Esse texto não é para ninguém em especial, não é em “comemoração” ao meu momento, a minha situação, não estou triste, também não posso dizer que estou bem. Mas depois de alguns meses de turbulência você perceber que sua vida finalmente está pegando um rumo bom. Duas ofertas de emprego (Uma inclusive para ser professor em uma das maiores escolas profissionalizantes do Brasil), penso que meu coração finalmente está para sossegar com uma pessoa (não sossegou ainda, aliás, nem estou com esta pessoa ainda, mas devo estar em breve), é muito bom.
Mas então, por que escrever “coisas tristes”? Por medo.
Medo de perder tudo que conquistei, voltar a ser apenas mais um.
Ou ser aquilo que eu nunca fui, mas nunca quis ser. Pois como nos dizem de consolo em momentos ruins “A vida dá voltas”. Nunca acreditei nisso, quanto mais mechenos na merda, mais ela fede. Penso que se alguém faz uma grande besteira, raramente consegue contorná-la, raramente consegue voltar atrás, e eu nunca faço parte desses “raramente”. Mas agora que minha vida está boa, fico pensando “A vida da voltas”, penso em perder tudo que tenho, hoje que estou por cima penso nessas voltas da vida, penso se tudo isso desabar, se eu não conseguir segurar as pontas…
Por isso venho trazer duas músicas que não saem da minha cabeça, e a indicação de um livro que estou lendo, que talvez esteja formando o meu “myself destes dias”.
A primeira música é I’ll Be There For You, Bon Jovi, (Words can’t say what the love can do) uma música simplesmente perfeita para se escutar a dois, a só, em dias ruins, em dias bons. Enfim, uma música que está fazendo minha cabeça mais recentemente, principalmente agora que as coisas estão dando certo. Mas quando minha vida estava um lixo, que tudo pareceu dar errado, o que deu certo era melhor não ter dado, Misunderstood, também do Bon Jovi (I should have drove all night, I would have run all the lights, I was misunderstood) me fez um mal danado. Sim, pode parecer esquisito, mas é bom olhar para trás e vermos o que erramos. Por isso digo que é bom esquecermos os lápis (lápisis aqui em Minas).
E para finalizar, uma indagação, até onde vale a pena confiar na sorte? Podemos confiar nossa vida em um amuleto? Achar que somos o tal, que somos imortais somente porque temos sorte? Essa é a indagação do livro The Pearl, John Steinbeck - 1945. Um ótimo livro, que está me fazendo refletir sobre minha ignorância. Cada um de nós temos um amuleto, beleza, dinheiro, lábia, qualquer coisa em que nós confiamos e sabemos que nos leva longe, mas estou perdendo a confiança em meus amuletos, estou sendo menos hipócrita, e vendo que moro em um mundo onde todos têem amuletos, e que aqueles que não tem, fazem de tudo para tê-los (lembrei-me de Crazy - Green Day).
Espero voltar a escrever em breve, assim que eu tiver notícias boas (ou ruins).
Assim que meu coração descobrir se esta ansiedade que o toca é por algo que irá ser bom ou ruim.
Se depois de várias, irei finalmente achar conquistar a única.






Mindfucking post =S
As duas músicas do Bon Jovi são boas, e a Sk8ter boy… Bem… Só dá um pouco de repulsa por pensar em quem a canta, mas tudo bem.
Anyway, esse livro parece bem interessante porque quando vc me falou dele, eu pensei em outra coisa. Mas agora vejo que o foco é outro e, wow, gostaria ainda mais de pôr as mãos nele *-*
[Reply]
Canedo respondeu:
Não curto a melodia em si, mas sim a composição da música.
Qualquer adolescente de hoje pode se comparar a música;
“Ele era um garto
Ela uma garota,
como posso tornar isto mais óbvio?
Ele era punk,
ela fazia ballet,
o que mais posso dizer?
Ele a queria,
Ela nunca deu bola,
secretamente ela o queria bem,
Mas todos os seus amigos,
enfiaram o nariz na história,
*talvez eles não gostassem de suas calças largas* (nunca entendi essa expressão)”
Esse começo, principalmente os 6 primeiros versos caem como uma luva em minha vida.
(Eu e ela) temos os mesmos objetivos, nos completarmos, mas somos tão diferentes, ela toda certinha, calculista, não age por instinto. Eu, inteligente mas desleixado, não ligo para regras, não me importaria de mandar o presidente, o delegado, o papa, ou qualquer um que julgam “de respeito”, ir tomar no c*.
Ela ao mesmo tempo que odeia isso em mim, adora, pois eu sou diferente da realidade dela, mostro pra ela que o mundo não é tão certinho, existem coisas ruins, se formos parar para falar “aiii tadinho do …” não viveríamos tempo suficiente para terminar de falar o “aiii”, existe muita hipocrisia, muita idiotisse, e injustiça (ou seria invingança) no mundo. Mas mostro pra ela que podemos ser felizes em uma “lata de lixo”. Sinto prazer em mostrar o mundo a ela. Em tirá-la daquele conto de fadas e colocá-la na realidade, em quebrar as regras com ela. Algo como Paraíso Proibido (Strike).
“Eu tenho aquele estilo que te deixa preocupada, à-toa
Desleixado na bike invocada
Mas não venha me dizer o que é melhor pra mim
A vida vai mostrando e sempre foi assim
Da escola fugi, na rua formei
Pronto pra te fazer com a malícia que eu herdei”
Não sou um vagaundo como o da música, mas meu estilo é bem skater boy, e sim, não me preocupo com melda nenhuma.
[Reply]
Peterson Espaçoporto respondeu:
Humm, tá bom despeocupaldo =)