Essa frase não é nada incomum. Hoje vi o documentário “The Corporation”. Confesso que não sou um dos primeiros, mas também não sou o último. É um documentário excelente, e é muito bem feito.
Uma vez eu ouvi ou li em algum lugar que ele, paradoxalmente, é um dos documentários mais adorados pelos capitalistas, mas… COMO? Como isso é possível?
Talvez seja só a cara de pau mesmo.
Mas continuando, o filme é de fato muito bom. Mostram como eles não podem ser encarados como uma pessoa, uma vez que não tem consciência, não tem corpo, não tem preocupação nenhuma. Eles são simplesmente imortais, gigantes de aço. Seguir ou não leis ou determinações que a sociedade define é apenas uma decisão comercial, nada mais.
Uma frase interessante do filme (dentre várias) é quando um dos entrevistados (aliás, que entrevistados! Entre eles constam Noam Chomsky, Naomi Klein e Howard Zinn) solta a seguinte frase:
“Mesmo alguém vivendo sob uma árvore depende do apoio de alguém”
Nessa mesma hora me vieram à mente Hakim Bey, Max Stirner, a Seminovosofia… Esse é o problema. Uma vez, em uma discussão político-econômico-social com meu irmão, eu disse que eu não sabia se o anarquismo daria certo ou não; o que eu sabia, e ainda sei, é que o capitalismo com certeza não dá certo e não dará jamais. Isso porque os ricos precisam dos pobres (compreendendo os “pobres” de diversas maneiras, desde os menos favorecidos até os miseráveis). É uma necessidade, é uma premissa sine qua non do capitalismo. Isso, é claro, por diversas razões, não apenas uma.
Agora o erro mais comum é diferenciar corporação de Estado: como diz o Princípia, “você descobrirá que o Estado é uma instituição que não só faz grandes cagadas, como faz pequenas cagadas também”. É certo que o Estado é uma instituição com um objetivo diferente daquele da Corporação – mas será que o defeito da Corporação reside na sua estrutura canalizada para o lucro? Será que não é porque ela é feita de humanos? Toda essa estrutura de hierarquia, de poder, de representativade… É um engodo. Como diria Milton Friedman, “eu não acredito na democracia”.
Quando se volta os olhos para o perigo da Corporação, é preciso tomar ainda mais cuidado com o perigo do Estado.
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Now playing: Eminem - Like Toy Soldiers
via FoxyTunes





Interessante o seu post.
O funcionário trabalha que nem um condenado, ganha pouco, faz hora extra e não recebe participação nos lucros. Nesses dias fiz uma pergunta pra uma moça na rodoviária daqui de Campinas, que trabalhava numa lanchonete. Ela trabalhava todo dia de 13 às 21 horas. Não tinha folga. Até domingo ela trabalhava. Me contou que, como a outra funcionária tava de folga, ela já havia trabalhado, sem folga, 21 dias seguidos. Outrora, perguntei sobre a jornada de trabalho do porteiro do prédio. Ele trabalha 6 dias da semana e folga 1. O expediente é de 07h às 19h. Isso mesmo, 12h por dia. É funcionário de uma empresa terceirizada em porteiros de condomínios. Ele respondeu pra mim que “era o jeito, que não estudou e que se casou cedo, com 18 anos”. Isso tudo considerando uma corporação. O lucro vai pra uma minoria. Stockholders.
Quando se trata de governo, como você muito bem argumentou, a história é outra.
Grande abraço.
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