Ah, o moralismo, ah, o moralismo. De novo está aquele espírita de merda no Lavanderia Mtv. Agora foi lá uma gótica reclamando que as pessoas a julgam e não sei mais o que. Lá está o espírita dizendo que isso não é bom pra energia dela, que ela chama atenção e não sei mais o que.

É um processo atual, um exemplo vivo que quase não dá mais pra se ver no cristianismo de forma tão vívida - o do moralismo, como ele funciona nas religiões. Eles usam jeitos ridículos de tentar provar as suas crenças - desde um livro de Platão passando por, hum, olha! Outro livro. - pra justificar o que eles acham que é certo e o que é errado, e assim querem aplicar essa regra a todo mundo.

Ah, e várias outras coisas. Lá está ele falando que o jeito como ela se veste involuntariamente ofende as pessoas. Ora, é a velha dicotomia na qual tanto insisto. A culpa é de A que não aceita as diferenças e o jeito de cada um de ser feliz, e fica insistindo em julgar os outros, exigindo que eles sejam do jeito que A queira pra que tudo fique conveniente para A. Semanas atrás lá estava ele chamando a mulher de “sensualista”, e isso era ruim porque “atraía espíritos negativos” pra ela e não sei o que. Bullshit. É um censor cara-de-pau que está abstratamente com uma prancheta julgando as atitudes das pessoas, pronto para corrigí-las, e ainda diz que “não, imagina, eu não julgo as pessoas, elas que tem que buscar a iluminação” ou outras coisas do tipo.

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Eu falei “Nada contra os espíritas”? Não falei? Então eu falo: nada contra os espíritas, viu, mas tudo contra aquele espírita em particular e a religião em particular.

Eu falei que não tenho nada contra espíritas? Pois bem, tenho sim contra outro. Um dia encontrei um espírita que falava “O espiritismo é uma religião perfeita”. Olha, eu não sei qual é o objetivo da religião pra ele, porque minutos depois lá estava ele falando “Uma vez minha vó deu um tapa na minha mãe. Eu odeio minha vó. Juro que se eu estivesse lá eu matava minha vó. Juro”. Tá bom, senhor religioso, tá bom… Eita religião perfeita…

Provavelmente vai chover comentários nesse post (não que eu esteja buscando isso, e, pra minha própria paz, estou torcendo pra que isso não aconteça), espíritas vindo reclamar e tal. Não me importo. Eu tenho evitado esse post não por uma questão de covardia intelectual, mas é porque não tem como exprimir a minha sensação sem parecer rude demais, sem usar palavras inadequadas, mas vou ter que fazê-lo. Não DÁ pra ficar quieto. O espiritismo é definitivamente uma praga. E, veja, essa é uma sensação, viu… Uma sensação que não dá pra exprimir de outra forma. O espiritismo parece que se gruda nas crenças e nas pessoas hoje em dia de uma maneira esquisitíssima. Volta e meia você acha alguém que gosta de livros espíritas, ou que freqüenta “templos espíritas” (desculpa, me fugiu a palavra agora) ou que “estuda o espiritismo” e o caralho. Pff, é o mesmo que teologia. Uma admiração sistemática do nada.

E o pior é que, se ainda fosse uma religião, até vai. Mas veja só: eu “estudo” o espiritismo. Essa crença ganha o status de ciência, de estudo, como se houvesse toda uma “lógica” científica por detrás dela. Não há, absolutamente não há. E aí se você procura pela internet existem poucas vozes contra o espiritismo, o que dá uma falsa sensação de que não há o que se dizer contra ele.

Minha sensação depois de apertar o botão Publish vai ser, como escreveria Cardoso, #prontofalei

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