No orkut há uma discussão interessante sobre o significado do discordianismo, e principalmente quanto aos macacordianos – uma coisa com que eu tinha identificado há algum tempo, sem saber, enquanto escrevia a primeira versão da lasagna de mamão.
O discordianismo é uma coisa um tanto quanto confusa, mas não inerentemente confusa. Pra mim é bastante simples quando não se tenta embrenhar muito profundamente: é uma coisa melhor vista de fora… Talvez o caos da nossa teoria se transforme em prática uma vez que se é discordiano.
Fui chamado para essa discussão e pretendo dar a minha opinião… Vamos ver aqui…
Mandrake disse: “isso em oposição aos macacos erisianos que são os que supostamente não conpreenderam o princípia e usam o discordianismo para explicar suas iniquidades incongruentes (além de relaxar a mente e o ego numa ilusão caotico-destrutiva)”. Bem, de certo modo eu concordo com ele.
O grande problema de ensinar uma verdade a uma pessoa é ela acabar tomando isso como uma verdade verdadeira demais – ou seja, ela não está mais vivendo na verdade anterior, mas agora passa a acreditar cegamente na nova verdade – o que não a faz menos escrava de maneira alguma. O que acontece com os macacordianos pode ser a) não entender que a mensagem é justamente pra revisar sempre os próprios conceitos a fim de não cair em uma auto-ilusão; ou b) agem de má-fé buscando desculpas para seus atos inconseqüentes, ou então de alguma forma dando desculpas para suas “iniqüidades incongruentes”, como diria Mandrake.
Entretanto, wodouvhaox responde: “essas “facções” nonsense erisianas, a meu ver, podem representar uma tentativa de tatear o fnord, esbarrar em um fio poético desemcapado, tocar o nadístico, acessar o inconsciente, transcender a linguagem que em várias vezes pode ser limitadora.”
Aí vou ter que concordar novamente. Sabe qual é o problema? É que todas as generalizações estão erradas – inclusive esta. Podem existir pessoas que não entenderam a mensagem; e podem existir pessoas que agem por má-fé. Mas, ao mesmo tempo, essas mesmas pessoas, em contato tão próximo com Éris, podem acabar por enfim tocá-la, ou será que não? Será que isso é prejudicial para o discordianismo enquanto um movimento de verdadeiros discordianos iluminados ou isso é até bom, pois de alguma forma ou outra, ganhamos força numérica???
NooB ilustra o meu pensamento de maneira brilhante… hehe… “poderiamos usar os macordianos como nossos peoes no jogo de xadrez XD……seria facil facil…….”
Bom, depois a conversa ganhas muitos contornos interessantes… Mas afinal, qual é a minha opinião? O que devemos fazer com os macacordianos?
Deixá-los à margem da filosofia plena faria com que eles alcançassem o próprio caminho, sem a interferência de ninguém. Até porque, sob minhas perspectiva perspectivista, o discordianismo ensinado por um humano falível qualquer é justamente um corte na possibilidade de iluminação direta – que, excluindo a mitologia, é justamente o esclarecimento pessoal, o próprio insight sobre o discordianismo. Acredito que levar esse discordianismo aos macacordianos deve ser necessário, mas em doses homeopáticas (que façam efeito, pelo menos), na forma de operação como disse wodouvhaox. Mas aí o buraco é mais embaixo: qual o estrago que os macacordianos podem fazer ao discordianismo? Qual é a dimensão desse problema e… Será que os macacordianos, já que estão entretidos demais com o que consideram ser o discordianismo, terão possibilidade de se iluminarem, sem que alguém os ajude? Essa discussão deveria, a meu ver, se encaminhar pra essa questão. Que é bem mais abrangente.
Sinceramente, esse post foi suado. Não sei se escrevi coisa com coisa aí em cima, mas prefiro nem revisar…
Marcado como “Quando Fui Outro”. Possível contradição.
Tags: Debate, definição, Discordianismo, Discussão



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