Eu não sei como começar esse post. Não sei como terminar. Sei (mais ou menos bem) o que quero dizer, só não sei como.
Ok, vamos começar: geralmente escolher o melhor “qualquer coisa” de todos os tempos é algo difícil; tarefa impossível, sendo essa impossibilidade relativa - existente ou não, dependendo, por exemplo, da quantidade de “quaisquer coisas” existentes por aí. Por isso quando a questão se eleva a esse ponto, o subjetivo e pessoal impera (e com razão, dada a impossibilidade a priori de tal eleição). Mas, antes que digam nos comentários “pra mim o melhor filme de todos os tempos é outro…”, vejam primeiro Mais estranho que a ficção (Stranger Than Fiction).
Que merda de primeiro parágrafo. Ah, esqueçam. Fui idiota nesse aí. Continuando:
Eu me lembro quando vi a capa do DVD pela primeira vez na locadora. Uma capa sem graça. Não chama atenção; mas mesmo assim fiquei interessado. Hoje, suado e sujo do paintball, entrei na locadora parecendo mais um zumbi (escorreguei na lama) e comecei a olhar, e olhar, e olhar… Peguei essa capinha branca e sem graça, com um ator que parece bem inexpressivo, e li. Parecia bem lugar comum. Mas aluguei o filme mesmo assim; sei lá por que. Eu deveria ter pego Os Infiltrados, que ainda não vi. Mas tudo bem; não me desapontei com a minha escolha - como, se ainda nem tinha visto o filme ainda?
Junto dele peguei “Casseta e Planeta - Seus Problemas Acabaram!!!” - isso porque eu adoro filmes do Casseta e Planeta. O primeiro, aquele da taça do mundo, foi ótimo - odeio o programa, aquele mesmo, de terça-feira na Globo. Costumava ser mais engraçado antigamente. Maaaas, ainda assim, os filmes são bons. Vi-o depois do banho (tirar a lama, né) e gostei. Razoável. Então fui pro computador, comi uma lasagna de microondas e fui ver o segundo filme.
Foi diferente. É um filme único, brilhante, mágico, simples, singelo, direto, frio, irônico, engraçado, envolvente (e isso é MUITO importante), entre muitos e muitos e muitos outros atributos.
Por Éris, eu não sei nem por onde começar! Eu vou falar das interpretações brilhantes? Eu sei que isso não deve ser novidade pra algum crítico profissional, mas pra mim é uma das primeiras vezes que a inexpressividade foi o que mais foi expressivo. Geralmente inexpressividade é falha, incompetência. Síndrome de péssima atuação. Dessa vez ela que foi o que não podia faltar. Foi uma inexpressividade muito bem interpretada, digamos assim.
Vou falar da fotografia? Excelente. Efeitos visuais? INCRÍVEIS! Por que aquilo? Por que fazer com que alguns atos se pareçam com The Sims? (faz tempo que eu não jogo, então se não parecerem, não me culpem. Foi a primeira coisa que me veio à cabeça). O visual do filme é um deleite que choca com sua… Com sua… Choca não é a palavra. Bom, choque talvez seja, mas um choque mais no sentido de contraste.
Ah, a filosofia. Vou falar o quê? Filosofia e literatura (principalmente e obviamente mais o segundo) estão presentes nesta obra-prima. Que baile esse filme deu na minha mente! Que nó terrível! Terrível, e por isso mesmo maravilhoso. Veja, na primeira oportunidade que tive comecei a pensar em uma maneira de abordar o filme filosoficamente. Falando de aproveitar a vida ao máximo, quando sabe-se da morte, etc. Pff. Tsc tsc. Apenas cogitei a hipótese de blogar sobre o assunto.
Impossível.
É impossível abordar todos os aspectos deste filme como merecem ser abordados. Impossível. É sobre interconectividade, responde Eiffel. Sim! Todos os conceitos, todos os temas, está tudo tão junto e interligado, tão claro e tão confuso, tudo tão indissociável, tudo tão inatingível. São tantos e tantos temas, tantas e tantas histórias, tantas coisas a serem analisadas, que vão sendo sobrepostas de maneira tão incrível…
Desculpem pelo post ruim. Vocês não estão entendendo nada. Esqueçam, esqueçam o que eu falei, limpem suas mentes; apenas aluguem o filme “Mais estranho que a ficção”. Aluguem, comprem, façam o que quiserem. Mas vejam. É muito bom. É muito emocionante, é calmamente visceral. Mas por favor, vejam em inglês. Ah, quer saber, esqueçam de novo. Se gostarem de filme dublado, assistam, mas eu não consigo mais. É terrível. É nojento. Ah… Que delicioso é ouvir o sotaque britânico original, compatível com a imagem dos atores. Isso muda toda a atmosfera do filme. Vou indicar o filme a qualquer um, mas se não souber falar inglês, vou pedir que assista em inglês com legendas em português. Creio eu que metade da graça do filme se perde se for visto dublado. Sério.
É um filme irônico. É um filme surpreendente. É um filme emocionante. É um filme romântico. É um filme profundo. É um filme bem feito. É um filme bem escrito. É um filme bem interpretado. É várias outras coisas. É o Melhor Filme de Todos os Tempos.
Não vou colocar vídeo do Youtube. Vejam inteiro de uma vez
—————-
Now playing: Coquetel Diamante - Diva
via FoxyTunes







Hahahaha ontem a noite deixei baixando e acirdei hj 3 horas só pra ver o filme: “Jackass 2″ hahahaha muito hilário… a abertura é um show… e o conteúdo muito reflexivo XD
[Reply]