O Renan Calheiros pretendia fazer depois de ser absolvido?
Ir pra uma igreja.
Não é a imagem perfeita do nojo?
Ainda bem que a mulher ele pediu pra ele ir direto pra casa.
Não se preocupe, querida. Os fiéis são uns tolos. Não iam fazer nada mesmo.
E se fizessem, iam direto pro inferno.
Console-se, pois.
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Grande Peterson, acredito que nas suas críticas você anseia sempre por uma resposta. Senão de nós leitores, ao menos para as questões que nos afligem. Sim, porque ateu e crente alimentam suas convicções na constante busca de argumentos que justifiquem seus pontos de vista. A bem da verdade, admiro sua “fé”. Quem dera tivéssemos mais cristãos empenhados em testemunhar a própria fé à luz da coerência, da razão e ação de muitos que se dizem agnósticos! O que não dá para se admitir é o fanatismo, tanto de um quanto de outro, pois esse radicaliza e cega. O mundo precisa de mais sensatez, respeito e tolerância. Assim encontraremos respostas aos nossos dilemas.
Esse é o contexto que nos une. Citações extraídas desse ou daquele autor, ditas ou não em momentos de inspiração ou por pura “brincadeira” com as palavras (fonte da criação humana), terão sempre um peso sobre contextos divergentes. Portanto, toda afirmativa há de ser um reflexo daquilo que alimenta nosso intelecto, a maneira como encaramos o mundo que nos cerca. Não julgo para não ser julgado, mas ouso ponderar: o ser humano é o único animal capaz de levantar questões. E se divide em defesa das próprias convicções. O que é isso senão a insaciável busca por respostas?
Se for para citar grandes pensadores, nada mais oportuno que o nome de Albert Einstein. “O grande problema da humanidade não está no domínio das Ciências, mas no domínio dos corações e mentes” – disse com cabal competência. Ele, que decifrou o enigma da Relatividade, que assombrou o mundo com a clareza de suas teorias, mas que morreu sem concluir a Teoria do Tudo, a fusão entre o micro e o macro. Porém não escondeu sua fé, ao dizer: “Deus é Tudo, a Razão e a Causa”. Já Pierre Teilhard, sacerdote jesuíta criticado pelos místicos e pelos cientistas de sua época, deixou-nos uma obra inspirada na perspectiva evolucionista. Nem por isso esmoreceu em sua fé. A crença em Deus era sua divisa: “De fogo é sua energia e celeste sua origem”.
Já te disse que não é meu objetivo converte-lo à fé que me move. Antes um bom ateu do que um mal cristão. Essa é a verdade que nos acalenta diante dos enigmas. Não um sonho, não uma ilusão, mas um caminho possível, reconfortante. Não saia de cena. Não deixe de se questionar. Talvez um dia a ciência e religião, juntas, poderão entender a resposta daquele que ousaram condenar.
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