Outro dia eu li sobre um roubo que aconteceu no colégio do Rev. Tiago, do 1001 Gatos (de Schrödinger), e ele comentava sobre impunidade, corrupção, etc.

Eu aproveito pra falar também sobre outra coisa muito inconveniente, que acontece no meu colégio. Não, não é roubo, embora isso também ocorra. É sobre a fila do “bar”.

Bar é uma expressão nossa, porque a palavra a ser usada é cantina, mas eu detesto essa palavra, não sei por que. Então, o que “ocorre” é o famoso “compra pra mim?”

Isso é mais do que irritante, isso é ridículo, evidencia o quão torpes as pessoas estão se tornando no nosso país – bom, é claro que isso sempre foram e não é só no nosso país, mas aqui é diferente. Aqui isso já é comum; não é motivo de qualquer discussão sobre moralidade.

É bom até que não seja; mas o fato é que, desconsiderando o preconceito (o que era a moralidade, para Nietzsche), temos então a discussão pragmática e como é nojento o jeitinho brasileiro.

É só parar e observar a fila. Tem umas pessoas mais “populares” que acabam ficando com uns dez urubus em volta, só esperando pra pegar a ficha do lanche ou o que foram comprar. Saem rindo, se deram bem, uhuul… Tem umas que ficam só de olho, procurando algum conhecido chegar lá na frente pra entregar o dinheiro e poder conversar em paz, fora da confusão. Tem uns que tão lá atrás e tão de olho lá na frente, pedem pra um amigo ir verificar lá… Daí fazem aquela cara de “e aí, tudo no esquema?” e por aí vai…

Esse jeito pidão, essa mania de querer “pular” a parte do esforço das coisas, querer tirar vantagem de tudo… O povo brasileiro está se tornando cada vez mais “povinho” (se é que é possível, considerando nossa história), e isso já se vê desde a escola. E você acha que eles de alguma forma se importam com isso?

Não.

Creio que o meu destino ideológico é acabar como Nietzsche, que atacou exaustivamente os alemães em seu livro Ecce Homo: ele odiava os alemães. E era um. Acho que vou acabar odiando os brasileiros… Motivo - tem de sobra.

Mas, tirando o fato de que o “mundo é dos espertos”, isso deixa a fila mais lenta, cria aquela confusão toda no ‘salão branco’ na hora do recreio, etc. Se cada um comprasse o seu, a fila ia bem mais rápida, apesar de ser mais longa – ou não, pois se a fila fluísse mais rapidamente, não teria nem tempo de ficar longa.

Mas os animais sofisticados que habitam o colégio e as imediações, preguiçosos e desdenhosos, torceriam o nariz, e fazendo aquela cara de to-cansado-de-não-fazer-nada-o-dia-inteiro-fora-fofocar-sobre-minhas-futilidades, diriam que preferem assim mesmo, tá bom assim…

Tá me dando nojo. É hora de parar, se não daqui a pouco eu vomito…

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