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LMNO: A Máquina © é o que faz as pessoas mandarem outras pessoas pra que morram por abstrações
A Máquina © é o que faz as pessoas gastarem 40 horas por semana fazendo coisas que eles não gostam de fazer.
A Máquina © é o que encoraja as pessoas a querer coisas que elas não precisam, e faz com que se sintam culpadas por não tê-las.
A Máquina © quer que você fique em débito com a corporação
A Máquina © é uma figura paterna punitiva.
A Máquina © te bate pelo dinheiro do almoço
A Máquina © sabe o que é CERTO, e o que é ERRADO.
O que é A Máquina © pra você?
Kai Wren: Nós somos A Máquina ©
000: A Máquina © é um organismo, no sentido de que a Terra é um organismo também (como a teoria Gaia de Lovelock). A complexidade da vida ocorre em muitos níveis diferentes. Um nível bem baixo é por exemplo a célula humana (abaixo disso há a possibilidade da mitocôndria… Mas isso não vem ao caso). Vá alguns níveis acima e você encontra órgãos e o organismo humano. Agora esses níveis são, como nada nunca é, é claro, níveis discretamente numeráveis, eles são todos emaranhados. É isso que você consegue com a biologia. De qualquer forma você sobre mais alguns níveis e aí você entra em coisas como família, tribo, sociedade, país, corporação, nação, conspiração, etc. Elas todas são feitas de pessoas. Algumas são apenas agrupamentos soltos de pessoas, mas outras são mais complexas e transcendem o conceito de “grupo de pessoas”, assim como uma pessoa ou um cérebro transcende a noção de “grupo de células”.
Eu também acho que é incorreto falar sobre uma máquina. Eu penso que faz mais sentido vê-la como múltiplas máquinas, nações, corporações e sociedades, todas competindo por seus lugares no ecossistema econômico / social que é a humanidade. Algumas são boas e outras, ruins. Algumas são destruídas, outras absorvidas, outras trabalham juntas para destruir uma terceira, enfim. Tudo isso “acontece” numa forma do tipo “ei, Eu funciono aqui”, da perspectiva dos humanos. Esses organismos não são inteligentes, na minha opinião, apenas muito poderosos em seus caminhos, e eles são feitos de humanos, mas apenas batalham pela própria sobrevivência. Eles não ligam pra humanos, porque não é de seu interesse fazê-lo. Assim como eu poderia dar a mínima pra algumas células do meu corpo que morrem toda vez que eu me sento.
Máquina(s) são feitas apenas de humanos, e nada mais?
Não, espere que é até mais diferente. O padrão de vida pode ocorrer em qualquer meio. Nós não nos importamos com a forma de vida, importamos com o meio! Não é que essas máquinas estão lá, é que elas são feitas de humanos e tratam humanos como células desprezíveis que não deram a mínima pra nós e fizeram com que nos concentrássemos nessa mesa de discussão.
Eu não sei, até agora eu posso ver umas poucas idéias pra remediar a situação – destruir as máquinas. Caos discordiano / Operação: Mindfuck é uma boa tentativa. Como órgãos que não funcionam direito ou cânceres quando matam a forma de vida – ter nossas próprias “boas” máquinas, como Kai Wren disse. É possível, mas temos que ter certeza de que 1) vai ser capaz de derrotar outras máquinas e 2) é intrinsicamente preocupada com o bem estar dos humanos que dela fazem parte. Quem sabe, talvez discordianismo possa se tornar tal máquina um dia. – um pouco longe – esotérica, mas desde que é o meio que essas máquinas operam que nos irritam, se nós pudéssemos lentamente transferir essas máquinas para outros padrões, ninguém notaria e nós nos livraríamos delas. Mais ou menos como as máquinas fizeram com os humanos em Matrix, na verdade.
Vexati0n: Parece-me que…
A Máquina © é, como disse o TZ, um “organismo” que existe como extensão de nossa coletividade. É a besta sem cérebro que vai sempre existir, de uma forma ou de outra, qualquer hora que dois ou mais humanos fiquem juntos para atingir objetivos individuais através de esforço coletivo. É a natureza-macro-humana que tentamos arrear, grampear ou restringir, através de governos.
Em tempos modernos eu penso que a A Máquina © é mais centralizada e visível do que já foi historicamente. Nossa sociedade não é mais um bando de pessoas reunindo-se por uma proposta. Nossa sociedade se tornou uma entidade, é deliberadamente desenhada nesses dias, e funciona como relógio. Está cada vez mais óbvio pra mim de que algumas metáforas descrevendo A Máquina © são cada vez menos metáforas e cada vez mais descrições reais.
Mas eu também acho que limitá-la a uma função da sociedade humana, não importa quanto “macro” isso seja, é incorreto. A Máquina © parece transcender culturas e fronteiras, cenários políticos e até mesmo a história. Ultimamente, até as maiores sociedades do mundo e mais grandiosas conspirações são apenas peças da Máquina ©. Então que porra ela É? Eu acho que é o que a gente está se perguntando…
Você poderia ir pra sempre em cada vez maiores e maiores níveis de organização pra procurar por uma descrição medíocre do comportamento da Máquina ©, mas uma afirmação definitiva da natureza da Máquina © é o que a gente precisa. E pra mim, tudo se resuma a uma coisa simples. A Máquina © é a perversão da sociedade humana em escala industrial, dentro de uma mentira de interesse próprio, que causa o efeito (se não é o total propósito), de cegar as pessoas e fazer com que elas façam coisas que odeiam e que vão matá-las prematuramente, e as faz de bobas fazendo-as pensar que não existe mais nada, a não ser A Máquina ©.
A Máquina © é uma enorme e provavelmente desprovida de cérebro Superconspiração com nenhum outro propósito a não ser existir.
Subpergunta: existe algum perpetuador da máquina?
RWHN: A Máquina © é a coleção de falhas humanas que evoluíram, copularam, e deram luz à essas entidades que crescem pra sempre, existem pra sempre, agitam sempre, e que não são entidades, que saturam o mundo que nós, humanos, vivemos.
É como a teoria da evolução onde um bando de aminoácidos e enzimas e outras coleções de moléculas apenas começaram a se esfregar umas nas outras e dançar umas com as outras até virar uma antiga ameba, até que se esfregou e dançou com outra ameba e se transformou em um micróbio, e assim sucessivamente.
A Máquina © começou quando as civilizações humanas começaram. Provavelmente não havia nenhuma máquina quando era cada homem da caverna por si. Porque ele só poderia ser corrompido pela própria mente, mas, se preocupando apenas com comida e com a primeira fêmea que ele avistasse, ele provavelmente não se preocupou em corromper a si mesmo ou mesmo entender ou conhecer a existência de tal conceito. Caramba, a idéia de um conceito seria estranha para ele.
Assim que os homens da caverna se juntaram com outros homens da caverna, interações na sociedade começaram. E aqui é quando os “aminoácidos” e “enzimas” de falhas humanas e inadequações começaram a se misturar com as outras. No começo elas formavam amebas inofensivas. Entretanto, centenas e milhares de anos depois com mais pessoas vivendo, essas amebas evoluíram. Eles se tornaram ganância, orgulho, poder, manipulação, corrupção e eles se tornaram grandes como árvores e se enraizaram profundamente no alto da sociologia humana.
Eventualmente ela se tornou ela mesma. Sempre lá, mas não vista por aqueles que a semearam há muito tempo atrás. De qualquer modo, sempre, sem parar, impondo seus efeitos sobre aqueles que engenhosamente a criaram. Mas nós a vemos. Nós a sentimos. E já foi dito antes, não podemos matá-la. Nós podemos apenas esperar criar nossos próprios aminoácidos e enzimas para criar nossas amebas que talvez possam começar a tomar o lugar das velhas. E quem sabe, talvez, possamos pelo menos virar um membro da Máquina © e dar à humanidade uma pequena esperança de evoluir A Máquina © pra alguma outra coisa.
Ou não…
That Guy: Pra me referir à argumentação do Rev. WHN, se a parte máquina da Máquina © metafórica for verdade, pode ser mudada para um melhor propósito. Da mesma forma que uma faca não é inerentemente má: é má se for cortar suas crianças, mas não se está ajudando a fazer a sua comida.
Mas isso varia na visão da Máquina © - é a inteireza desse sistema social corrupto, estagnado abaixo de seu tamanho enorme e existindo mais como um parasita do que um simbiótico mutualístico, ou é só todas as nossas porcarias e portanto um mal monolítico (criando uma situação preto-no-branco fácil de alcançar)?
LMNO: Primeiro a última pergunta: não.
Eu também vejo uma necessidade de separar os aspectos positivos e os negativos (ou, pelo menos naturais) da Máquina.
O que é que a gente quer mudar, afinal?
Z^3: A Máquina © aplica um sistema de pacificação e apatia condicionada, sobre gerações inteiras, esse é um efeito. Pobreza cria uma força de trabalho de classe baixa, pessoas que operam lavadores de carros e restaurantes de comida rápida. Unidades individuais do mais baixo nível, que quando operam errado, são auto-destruídas (ou pelo menos destruídos em seu próprio subgrupo), são facilmente respostas, e não têm os meios ou incentivos para afetar os altos operaradores da Máquina.
Cooperações pessoais para sobrevivência são desencorajadas. Num ponto da história humana (na revolução industrial) cooperação com vizinhos, família, etc (elos pessoais) se tornaram obsoletos. Comida virou produto. Proteção virou produto. Saúde virou produto. Na verdade, comunicação e cooperação se tornaram obsoletos. A Máquina fez com que esses fatores fossem retirados do sistema. Etc.
Vexati0n: Sobre o que mudar, eu penso essas coisas:
a) Violência b) opressão / tirania c) extremismo religiosos que causa as duas primeiras d) Texas pode ser um com lugar pra começar.
Se o resultado final precisar ser um sistema que absolutamente não permite essas coisas, nós provavelmente deveríamos chegar até a base do que causa tudo isso.
Também a opressão na mídia tem sido uma coisa alarmante nos meses recentes.
Z^3: Eu não penso que criar um novo sistema seria um bom lugar pra começar. Vamos começar explorando aquele que já temos.
Mudanças mais generalizadas possíveis no sistema:
Inteligência precisa ser encorajada a nível social, não desencorajada.
Confiança na Máquina para necessidades mundanas (comida, água, etc) deveria ser reduzida.
Pessoalmente, eu gostaria de poder COMER sem alimentar um vasto império corporativo… E isso não é impossível de se fazer, é só terrivelmente impraticável.
Ainda têm algumas coisas que eu só não quero falar sobre.
That Guy: Fundamentalmente, é o parasitismo que nós queremos mudar. Deveria estar nos beneficiando, ao invés de nos machucar para que o beneficiemos.
Reduzir o controle dele seria parte disso. Não necessariamente leis e coisa parecida, mas uma combinação de população e democracia. Pessoas funcionam diferentemente em massas do que quando funcionam como indivíduos. Pessoas são organizadas em duas grandes maiorias para propostas de voto, então qualquer noção radical ou sem noção nas ideologias seria lentamente forçada pra fora por aquela multidão. Se as pessoas estão votando como dois grupos massivos, não como indivíduos, fraudar uma votação não é nem necessário. Ou então minha teoria fracassa. O processo de endocrinação, com suas várias facetas, deveria também ser preocupante.
RWHN: Eu não penso que possamos mudar toda A Máquina ©. Pra mim, isso equivaleria a mudar toda a raça humana, ou pelo menos dois terços pra acabar com o terço restante. Eu penso que A Máquina © é um produto, porém um bem poderoso, da maioria da raça humana. Nós, por exemplo, representamos uma porção da minoria que reconhece A Máquina ©. Podemos não concordar com sua definição em 100% mas eu penso que temos um consenso nebuloso sobre isso, tanto que queremos fazer “alguma coisa” com isso. E por quê? Por que queremos fazer alguma coisa? Porque sabemos que faz mal pra pessoas que gostamos, ou para os mais auto-centrados, pra nós mesmos.
E agora eu me pergunto, queremos mesmo parar ou mudar A Máquina ©? Ou, queremos fazer com que seja aparente para aqueles que não a reconhecem, então eles podem trabalhar entre ela de um modo que não os prejudique, ou pelo menos, o faça minimamente. Esse é um conceito bem aberto e circular, não é?
Vexati0n: Por falar nisso… Até mesmo terrorismo poético e os HIMEOBS estão com os dias contados. A Máquina © e as porcarias que enchem as divisões de marketing das corporações já estão de olho nas táticas de propaganda de guerrilha.
Logo, até mesmo porcarias esquisitas que não deveriam fazer nenhum sentido vai apenas reforçar A Máquina ©, até mesmo se não for pra vender nada.
Eu acho que todo mundo aqui tem, se não uma opinião homogênea, pelo menos um consenso geral sobre a EXISTÊNCIA da Máquina, e que seus dentes podres podem (e geralmente, o fazem) transformar pessoas em macarrão.
Parar? Não dá. Destruir? Não a não ser que construa uma maior e mais malvada Máquina ©. Isso é basicamente Erístico vs. Anerístico, de qualquer forma, mas a hora h pra nós é que A Máquina © está em posição pra estampar o erístico quase completamente.
[Começando a falar que nem doido]
Eu sou provavelmente um cuzão paranóico, como sempre, mas eu penso que é bem provável que a Máquina, se é um organismo como foi proposto acima, vai eventualmente “acordar”, ou ganhar consciência. Se nós somos membros da Máquina, e nós estamos sabendo de sua existência, isso já não é um tipo de consciência? Se uma consciência plena acontece na Máquina, eu estou consideravelmente certo de que estamos fudidos, ainda que não saiba direito do que eu estou falando.
[Fim do texto doido]
Este texto é uma tradução. Veja o original (inglês) aqui
Tags: BIP, Discordianismo, Fórum, internacional, subversão, Textos, tradução, wiki




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