mesmo que a anarquista Maria Lacerda de Moura já tenha falado muito (ou o suficiente) sobre o feminismo aqui, eu não resisto. Tenho que dizer isso.

O feminismo é uma grande besteira. Big motherfucking bullshit.
E não é porque eu sou homem não. Eu sou do tipo que ri de uma piada machista porque essas funcionam pra mim na lógica da piada absurdamente não-engraçada (é tão sem graça que tem graça porque não tem graça). Mas não concordo com nada sobre elas. Nem sequer moveria um músculo do meu rosto se eu fosse mais sério, ou se conseguisse ficar sem rir por muito tempo, à exceção dos dias tristes ou enfadonhos.

De qualquer forma, o feminismo jamais foi, pelo menos pra grande massa cor-de-rosa arrastada para o movimento, uma reclamação de direitos iguais. Feminismo é só um machismo com dois cromossomos iguais. O que as feministas querem não é justiça daqui pra frente, é vingança pelo passado. Algo como “vocês homens mandaram na gente por tempo demais, agora é a nossa vez”. É deprimente, ridículo. Tolo.

Simone de Beavouir disse muito, mas infelizmente não disse tudo. Homens e mulheres não são iguais. Mas o que diferencia um do outro (tanto de homens pra mulheres quanto de qualquer pessoa pra qualquer outra) são características que se contrastam, digamos assim, “lateralmente”. Não há evaluação alguma para tornar alguém melhor ou pior por suas diferenças. Eu e você, leitor, obviamente somos diferentes (gostou da metalinguagem, hã, hã?), mas não necessariamente um é melhor do que o outro. O que nos torna iguais, mas diferentes. Enough. Chega de clichês.

Agora eu fico me perguntando: o que terá arrastado e têm arrastado mulheres para o feminismo? Quando penso nisso me vem à cabeça algo estranho. Como disse, isso assalta a minha mente, não quer dizer que necessariamente haja uma relação lógica entre uma coisa e outra. Mas eu me lembro que um dia eu estava vendo um desses programas de cultura, creio que alguma coisa sobre o punk. Aí disseram que os jovens gostaram muito do estilo punk porque “precisavam de uma identidade”. Algo como todo jovem busca por uma identidade.

Da mesma forma como o Soares Silva destacou um dia o fato de que não existem só “motivos históricos” pelos quais uma determinada forma de arte faz sucesso, penso que talvez não existam só “crises de identidade” que causam movimentos sócio-artísticos jovens (como se só existisse a parte social e não a artística do negócio).

Agora vem o dever de casa, pros adolescentes pensarem: será que não querem que se pense que eu sou um maluco que não sabe o que quer, que sou da “geração perdida” e que preciso de identidade? Será que não são ainda mais sutis ao classificarem todo movimento social como fruto da “busca de identidade”? - Isso é um belo meio falacioso de ‘invalidar’ ideologias libertárias, inclusive o discordianismo, by the way - e será que hoje as pessoas não estão sendo deixadas demais na ignorância, para que continuem a pensar que “precisam de uma identidade” a vida inteira? Será?

Agora, o último desafio para os adolescentes do século XXI: Quem são ELES?

Quando você tiver se livrado da respostas a essa pergunta, é porque entendeu o individualismo.

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