Esse é um post grande. Sério, se você não quiser ficar com câimbra nos olhos de tanto ler, pule-o, por favor. Sério mesmo.
Exceto você, João. Você vai ler isso. E com muita atenção.
Hoje foi um dia interessante… Vamos começar pelo começo.
Desde ontem à noite eu estava com vontade de dar um presente discordiano à Natacha: dois chicletes e três balas 7 belo. Ou seja, vocês podem imaginar porque isso é discordiano. Então hoje de manhã eu comprei os chicletes e fiz uma surpresa pra ela. =) Acho que ela gostou.
Não ouso tentar adivinhar porque fiz isso, porque pra mim isso não importa. É claro que eu não apostaria minhas fichas em um desinteresse total – até porque não sou nenhum idiota pra falar isso. Mas, ao mesmo tempo, não sinto sequer intuição sobre o que tenha sido – vou chamar isso schopenhauerianamente de “vontade”…
De qualquer forma, depois fui sentar atrás dela durante a tediante aula de biologia, e o João me entregou um bilhete dizendo que tinha lido o meu diário do dia 27. É claro que eu sabia que isso um dia ia acontecer; não podia esperar que a Natacha lesse e não falasse nada (sim, a Natacha leu, mas não sei se contei isso. Se contei, não importa mais, deixa eu me concentrar aqui…). Ele disse que o que ele entendeu foi que… Ele não entendeu nada. Então me perguntou que diabos era aquilo.
Apesar de não ter entendido os detalhes, ele não é idiota. Não completamente, como outras pessoas (sem indiretas, juro. Só generalizando). Portanto, ele captou a idéia, mas não os detalhes.
Ele me perguntou o que estava acontecendo… Por que eu não estava mais falando com ele. Eu respondi que sim, eu estava falando com ele, não do mesmo jeito que antes. Bem, depois eu nem me lembro mais, mas me lembro de que ele, dentre outras coisas, contou que o P é a base do JANP. Disse ainda que sem um de nós três, ele não é nada, etc etc etc.
Bom, eu não pretendo discordar violentamente dele, até por que… Não tem por que! Fato é que uma cadeia de acontecimentos e de realidades se chocou este ano de forma que eu não gostei do jeito como as coisas estavam indo. É simples. Eu frisei pra ele que ninguém tinha culpa, apesar de ele afirmar que, se eu fui excluído, quem se excluiu fui eu. Eu não tiro a razão dele… Mas nem toda ela está com ele. Eu não me excluí intencionalmente, e na maioria das vezes admito que podia ter feito um pouco mais. Mas mesmo assim, não é verdade que tudo dependeu de mim pra dar “errado” – pelo contrário. Dependeu de todos. Alguns em menor, outros em maior grau.
Por isso, amanhã, que é dia de simulado, vou dizer pra ele ler esse dia, porque aqui vou explicar porque não falei nada antes, o que foi que eu fiz (tentei fazer; estou fazendo, sei lá), e por que eu fiz o que fiz.
Em primeiro lugar, eu tinha conversado três vezes com a Aline sobre isso. Uma vez, antes de minha iluminação, quando eu só via uma pequena parte do problema. A outra, quando eu via quase tudo; na terceira, deixei de reclamação e tentei fazer alguma coisa.
Eu não falei só com ela. Tive outra amiga, a Andreah, que me ouviu, e sou muito, muito grato a ela (=*), mas eu sentia que, se isso fosse de alguma forma uma guerra que eu estivesse perdendo, eu precisaria de aliados – pelo menos um que entendesse conscientemente a situação.
Guerra? Que analogia ruim. Péssima. Nada a ver.
Mas tudo bem, eu vou explicar de outro jeito: eu precisava de alguém de dentro do JANP pra ser consciente do que estava acontecendo: precisava de alguém que conseguisse ver as coisas sob a minha ótica, e de certa forma, da melhor forma que pudesse, me ajudasse.
“Mas Reverendo”, você se pergunta, “Por que só uma pessoa?” – e aí eu respondo: tá louco que eu vou contar pra todo mundo de uma vez!!!
Eu falei pro João que a amizade ia ficar esquisita. E de fato ficou agora, mas o que eu quis dizer com esquisita foi que: não havia nada que se pudesse fazer a respeito. E se houvesse, isso seria algo consciente. Seria um esforço. Entende? Se vocês quisessem corrigir qualquer erro, seria algo que vocês se obrigariam a fazer. Vocês pensariam pra fazer. Mas isso significa um dever e, se tivesse dado certo, eu me perguntaria: e se eu não tivesse falado, como seria?
De certa forma o responsável por isso não ter acabado mais cedo foi eu ter ficado quieto pra ver no que dava. Sim, foi cruel comigo mesmo, mas a curiosidade matou o gato. Quis sim saber como as coisas andariam sem o controle de nada, da mente de ninguém.
Bom, e o que foi que eu fiz, estou tentando fazer, ou seja lá o que for? Sair do JANP. Isso mesmo. Sair.
Entretanto, eu não queria uma saída traumática, intempestiva e dramática. Showzinhos de choradeira costumam não dar em nada. Eu contei a situação pra Aline, disse que estava triste, e falei que queria perder o contato com vocês – lentamente. Queria ficar o mais longe possível, sem que isso fosse de alguma forma rude, entende? Pra facilitar uma comparação: vai ser um divórcio tranqüilo, não um processo litigioso.
Então chegou a hora de eu mapear os acontecimentos. Eu me pergunto: quando isso aconteceu? Sei lá. Uma tentativa legal seria dizer que isso tudo começou quando a liberdade pessoal de vocês aumentou, ou se fizeram mais evidentes – menos a minha. E isso foi, e ainda é uma merda. Não tenho nenhuma data pra dar, mas tenho certeza que, no campo das situações, foi isso que aconteceu.
Tudo começou no show do Evanescence. Foram dias um tanto quanto tristes; se a Natacha ler isso – o que é bem provável – me desculpa, mas eu não posso perder a chance de chamar o seu tio de filho da puta. Sério. Mil desculpas. Sua avó é uma santa, mas ele é um filho da puta.
Não quero dar detalhes sobre essa situação, porque foi um saco, uma droga e eu vou gastar muito tempo com isso. Antes disso teve a Asfici (associação no Campeche, aqui em Floripa). Bom, eu podia ter ido? Até podia. Sei lá. Quem sabe, não é mesmo? Eu indo ou não, pelo menos o maior prejudicado fui eu, e quando eu fui, choveu ¬¬. Mas tudo bem, hehhaehaeea. Apesar do JAN escrito lá, sem o P (sim, lá na asfici), o João disse que eles viviam dizendo que eu deveria estar lá. Tudo bem, eu acredito. E quanto ao JAN, esse não dói tanto… Afinal, o conceito de JANP só se formou lá, apesar de nossa amizade bem mais antiga. E esquecer é natural. Para aquela situação.
Bom aí começou o ano letivo, passei pelo negócio do show, e daí eu comecei a me perceber distante deles. Bom, se há alguém que já passou por isso, sabe o que “distante” significa. Sabe o que eu pensei? Procurando por um único motivo (que tolo! Isso que eu já tinha lido sobre Hume na época!!!) pra tudo isso, cheguei à conclusão de que o negócio era ir pro centro junto com eles. Além de ser basicamente o habitat natural do João, da Aline e cada vez mais da Natacha, eu nunca tinha ido pra lá com eles. Eu ficava meio puto – sim, a minha mãe não me deixava ir pra lá de ônibus.
Eu não preciso repetir que a resignação foi culpa minha. Eu podia ter insistido? Podia. Podia ter enchido o saco dela? Podiiia. Mas nããão… Ela não queria e pronto. Closed mentality. Sucks. Foi culpa minha também, mas fato é que, não, ela não me deixaria. Não assim de cara.
Então um dia eu fui. Foi um dia muito bom. Maravilhoso. Ótimo. Foda. Mas, depois de um tempo, as coisas não pareciam mudar muito. Estranho. É claro que não foi no outro dia que eu percebi isso: inflado pelo espírito do “oba, eu fui pro centro” não dava pra pensar que aquilo era só a ponta do iceberg. Mas era.
Tudo o que eu disser vão ser apenas situações mais marcantes, porque eu não tenho mais exemplos pra dar. Eu não sei como provar pra vocês que sim, nós estávamos distantes, mas vou tentar exemplificar dizendo que havia muitas coisas que eu não sabia. Muitos segredinhos, entende? Muitos cochichos. Muitas histórias. Muitas notícias. Eu simplesmente não sabia. Dá pra perceber essa distância, não dá? Dáááá sim, pode ter certeza.
Então um dia, o João chegou pra mim e falou: “sabe, Peterson, a gente tem que ser mais unido. Entende?” – sim, na época eu achei bem razoável. Porque a Aline e a Natacha eram cheias de segredos – e o João muitas vezes ficava meio puto com essa distância entre os três.
Depooois é que eu vi quão maluca a situação é se vista de longe, ou de perto suficiente. Eu não culpo a Aline de muita coisa nesse sentido; mas a Natacha simplesmente não confiava em mim. Bom, nem no João, mas não sei exatamente o porquê, ela contava mais coisas pra ele do que pra mim. É óbvio que isso me deixava puto. Mas então, de repente eu passei a enxergar as coisas da seguinte maneira: eles eram mais unidos, me deixando de certa forma de fora, e de repente, o João se volta pra mim, por quê? Porque tá dando errado com elas!
De repente, me senti como o botão de emergência.
Não é bom se sentir assim, garanto. Eu sei que tem situações que não dá pra fazer nada. Mas essa não é uma situação onde eu tinha que ser um botão de emergência. Definitivamente não.
Ah, apenas me lembrando de uma coisa que me deixou bem triste até. Triste na verdade não, irritado mesmo. A aposta. Lembra-se, João? Eu garanto que não é NADA gentil ficar falando o tempo todo coisas do tipo “eu vou ganhar 50 reais quando eu fizer 18 anos”, ou o contrário, e dizendo que eu não podia saber do que se tratava. Pelo menos a Aline foi uma pouco mais compreensiva em relação a isso, sabe?
Isso me ajudou a abrir os olhos para um pouco mais além do que só “O Centro”.
Então tá, deixa eu me localizar no tempo. Tem a aposta, tem a distância, tem a união; tem a asfici, tem o show, tem o centro… Deixe-me ver qual é o próximo… Ah, claro!
A “Black Promise”.
Eu não sei quando vocês dois fizeram isso, João, mas eu novamente garanto que não é NADA gentil querer que o amigo sinta algo do tipo “arrependimento”. Mesmo, não é nada bom. Sei que não era nada do tipo macumba, mas arrependimento não é a melhor coisa pra uma pessoa trabalhar por, não é MEEESSSMO??
Ah, bom, acho que eu posso falar sobre a pista de skate também. Quando eu falei com a Andreah, eu contei pra ele sobre essa grande divisão óbvia que havia entre a gente, e foi aí que eu me lembrei da única prova que iria conferir validade a tudo o que estou dizendo: O liquid paper na pista de skate.
“A gente precisa escrever na parede pra dizer que te ama?”
Olha João, há alguns jeitos de encarar esse problema. Pelo jeito da Aline, isso foi culpa dela. Não sei por que, eu não estava mesmo. Mas… Pelo jeito da Natacha, isso não tem nada a ver. O que não é NADA gentil. Afinal de contas, JANP é JANP. Se for pra escrever a porra do nome, escreve então. Não exclui um só. Tenho certeza de que você não gostaria se fosse com você, João. Se eu estivesse lá e, por obra da obrigação, você não estivesse. E nós simplesmente deixássemos o seu nome de fora. Esse, aliás, é um outro jeito de ver as coisas. Vocês simplesmente deixaram o nome de fora. Esse é o pior jeito de encarar as coisas, aliás. O outro jeito pode ser ainda pior, que é: vocês esqueceram. Mas eu me pergunto: se o JANP é tão importante, COMO vocês esqueceram? Nãããããão… Não foi isso não. Pelo seu jeito, entretanto, temos uma nova visão das coisas.
Poxa, então foi por pressão da sociedade que você não escreveu meu nome? Como fica facilmente suprimida a minha importância no JANP por uma simples convenção social. Aliás, convenção essa que você poderia ter contornado em 3 segundos, usando um pouco a cabeça: você não precisava escrever que me amava; dava pra colocar que eu E você amávaMOS ELAS – mkks. Entendeu? Nós, sujeitos, elas, objetos, na frase. Com 3 segundos usando um pouco a cabeça, você teria feito um grande bem pra humanidade. Na verdade, só teria evitado um mal pra mim.
Agora, estamos na época das olimpíadas… Essa época foi uma das mais chatas, sem noção. Foi a época do “Ela não te contou?” – desde você, passando a QUARTA-FEIRA INTEIRA comigo, não ter me falado sobre a festa da Bárbara, passando por algumas coisas da Aline e da Natacha, chegando até o CÚMULO, A PIOR DE TODAS: A Natacha faria uma operação, dali a algumas poucas semanas, E EU NÃO SABIA DE NADA.
Você acha isso minimamente justo? Eu não.
Isso, é claro, deve ter uma causa qualquer: ela se chama liberdade de movimentação – e telefone. Você acha que ter internet é um avanço? Definitivamente não é a mesma coisa. Garanto pra você. Eu fiquei maluco sem internet porque eu AMO música, sou obscenamente apaixonado por música, e ter que ficar baixando aos poucos em outros computadores era MUITO irritante – fora trabalhos, etc. Além disso, eu não tinha telefone e fui morar no quinto dos infernos – o que piora tudo. Por isso eu fiquei louco sem internet – com uma casa suficientemente próxima de vocês e uma vida exterior à minha casa um pouco mais desenvolvida, eu não teria dado tanta importância à internet. Ou seja, por que eu disse isso? Pra dizer que, no fim das contas, internet não quer dizer muita coisa.
Nessa “época”, que nem faz muito tempo, era uma loucura, hem! Era um monte de novidades não contadas, um tal de almoçar na casa da Aline, ficar até de noite na casa da Aline, dormir na casa da Aline – não sei quanto à Natacha, mas ela não vale, ela já era muito mais próxima da Aline de qualquer forma.
Mas sabe o que me chateou mesmo? Uma coisa que me irritou bastante, só que recente? Quando você me contou aquele negócio dos amigos do seu primo, eu me lembro como se fossem ontem, ontem não, agora mesmo: você olhou pra Aline, de algum jeito escroteado (neologismo fudido heaheahae…) e perguntou meio baixinho: “Será que eu conto pra ele?”
Tipo, pra que essa pergunta? oO
E agora chega a parte mais difícil, João. Se você já deu uma olhada no tamanho desse negócio, sabe que ainda não está acabando. Mas por favor, continue a ler, é sério.
Você tem ciúme de mim. Inveja. Agora você abriu a boca e falou: “COMO É QUE É?” – eu estou dizendo isso porque é bom que a gente esqueça um pouco nossas defesas psicológicas e encaremos a verdade. Você tem ciúme (de amigo, porra) e inveja de mim, e sabe o que acontece? Eu também tenho inveja de você.
É, vamos descer as muralhas por um instante, a gente não precisa delas aqui. Isso é um blog; ou seja, qualquer um pode ler. Não vou proteger esse post. Mesmo porque, faz parte de um projeto discordiano – e dá pra tirar muita ciência discordiana daqui… – mas sem rodeios, vamos ao que interessa:
Uma coisa que eu não gostei mesmo, nos últimos tempos, foi uma mania compulsiva de competição – de novo, teve umas vezes que a culpa foi minha. Lembra-se da vez ali no parquinho de casa, quando você não conseguiu levantar a Aline? Lembra-se do jeito como ficou?
Não, não me peça por mais exemplos, mas eu sentia a toda hora, a todo instante, que você queria provar, não sei se pra si mesmo ou pros outros, que era melhor do que eu. Quem sabe eu não quisesse fazer a mesma coisa, sem querer?
Cara, vamos ser sinceros: isso é uma MERDA. E o pior é que é verdade. Vai negar? Duvido. Duvido muito.
Sabe de vezes que eu tinha raiva de você? Quando você se fazia de alguma forma de coitadinho. Quer que eu te explique como o negócio funcionava, e sempre funcionava? A Aline ou a Natacha faziam uma brincadeira qualquer, e você simplesmente se fazia de indignado. Você sabia, intuitivamente, o que aconteceria a seguir: elas viriam correndo te abraçar pra dizer “ai, João, não fica assim!”, te consolando e coisas do gênero, algumas vezes dizendo coisas que nosssa senhora, você era o maioral. E eu ficava de lado, tudo bem…
Mas aí vinha a parte curiosa: pra você aproveitar bem as peças do tabuleiro e usar até a mim, tinha vezes que você ficava “inconsolável” (ham-ham) e vinha falar comigo. Do mesmo jeito como você me propôs que fôssemos mais “unidos”, você vinha e se separava delas, depois de receber o que queria: palavras que afirmavam a sua superioridade.
Sim, João, eu tenho inveja de você certas vezes. Raiva E inveja. A raiva não é por causa da inveja; uma não tem nada a ver com a outra. Raiva porque você faz isso quase instantaneamente, e esse é o problema – eu não sei se você faz isso de sacanagem mesmo ou porque nem sabe que sempre faz (ou fazia, pelo menos) isso. Entende? Não sei se você queria mesmo era massagear o seu ego, ou se queria de alguma forma provar a sua superioridade sobre mim.
Hehaehea… Teve um dia que isso foi PARTICULARMENTE CHATO. Sério. Aquele dia que a gente tinha que fazer o trabalho de geografia, e a gente foi dormir na casa da Aline. A Natacha ficou falando do seu perfume de 5 em 5 segundos. Sério. Lá, na cama da Aline, lembra? Depois que a gente alugou o filme e tal. Porra cara, tinha vezes que dava vontade de dizer pra ela cheirar outra coisa também pra ver se tinha o cheiro… heaheaheaehaeahehea. Isso é engraçado. Eu ia colocar cu ali no lugar, e acho melhor colocar mesmo, pra não parecer que é outra coisa… haeheahaehea
De qualquer forma, é irritante, e eu não sei “quem começou” com essa inveja toda. E se você, lendo tudo isso, continua achando que não é verdade, eu vou te matar. Sério, é impossível que você ainda não tenha deixado a sua vaidade de lado e admitido isso. Como eu conto que isso sim, já tenha acontecido, então vou deixar de papo furado e continuar.
Outra coisa que me irrita bastante também foi aquele dia do xoxo, lembra? Xoxo é uma gíria inglesa para “abraços e beijos”. Naquele dia, particularmente estranho, você me contou que a Aline e a Natacha disseram que você possuía um “charme irresistível que só usava com elas”. Engraçado notar que eu só, até hoje, ouvi falar isso da sua boca. Ninguém mais me falou isso. O que eu quero dizer com isso? Fosse pela Aline e Natacha, eu não saberia disso. Curioso, não? O que isso quer dizer? Ah, claro, vamos proteger o Reverendo, afinal de contas, ele não merece ouvir isso, não é mesmo? Ótimo…
Eu me pergunto que diabos eu faço de errado no meu abraço ou o que diabos você tem de certo no seu. Se tem alguma coisa com a qual eu posso me identificar mais em minha inveja, é isso – afinal de contas, elas nunca me disseram que eu tenho um “charme (…)”, o que quase me leva a concluir que eu não o tenho.
Isn’t that right, girls?
Ou seja, me diga, o que você, o que nós poderíamos ter feito sobre isso tudo, se eu tivesse contado? Se há uma coisa que eu não quero que sintam de mim é pena. Eu prefiro morrer se tiver que dedicar a minha vida a fazer alguém sentir pena de mim, seja direta ou indiretamente. Mas, afinal então, por que eu fiz esse post exaustivamente enorme? Porque eu senti que se eu não organizasse meus pensamentos pra te explicar assim, eu não ia conseguir te explicar direito porque eu fiz isso essa semana e você não ia me entender. Por isso escrevi, não pra despertar pena.
E despertar pena é tudo o que aconteceria se eu contasse isso pra vocês. O que eu ganho? Parece uma terapia de grupo. Eu diria pra vocês, isso, isso e isso… Mas o que vocês fariam? Eu digo o que vocês fariam: agiriam mecanicamente. Diriam “ah, vamos contar isso pra ele, afinal de contas, ele tem que ficar sabendo, tadinho…”. Não. Não quero isso. Pelo contrário. Quero sim ficar mais tempo com vocês, pra que vocês não precisem agir assim comigo. Pra que vocês contem sim tudo, mas porque querem, não porque eu pedi.
Alguma dúvida?
Eu ia falar sobre ainda outras coisas que aconteceram à noite, mas não tem nada a ver com o assunto e o post já tá gigante. Outro dia eu falo sobre essas outras coisas.
Salve Éris.
* Ouvindo When You’re Gone – Avril Lavigne *…
… * Mas enquanto escrevia, ouvia Marilyn Manson *
Obs.: esqueci de falar da Pam, mas sobre isso eu juro que não fiquei bolado. Só no começo, quando pensei que era outra coisa… Mas, como se revelou falso, então tudo bem =)
Tags: dia, Filosofia, SH-D



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