11/08
Hoje escrevi para o blog, li um livro. Almocei. Isso foi ontem. Escrevo esse diário no dia 12. É uma e vinte da manhã.
Não sinto frio, ainda estou de Jeans e deveria estar dormindo. Deveria? Nada. Deveria nada.
11/08
Hoje escrevi para o blog, li um livro. Almocei. Isso foi ontem. Escrevo esse diário no dia 12. É uma e vinte da manhã.
Não sinto frio, ainda estou de Jeans e deveria estar dormindo. Deveria? Nada. Deveria nada.
O Super-homem discordiano: substituto de um Deus, um ideal a seguir? A perfeição que eu tanto nego mas que falsamente sigo? Antes fantasia que se cria e se veste, e se arruma no corpo, pra moldá-lo ou pra moldar-se a ele.
Antes de partir para o que considerei como “o ato de apertar o botão vermelho com sutileza”, escrevi considerações desconexas sobre o super-homem discordiano. Apolíneo ou dionisíaco? Verdadeiro e corajoso. Eis o que escrevi em meu caderninho de emergência:
Explosão da mente
Esvaziá-la de conceitos, formas, medos; deixar de lado o comum, o aceitável, pra criar. (Em um quadrado em separado, escrevi “Vontade de potência?????”
Vida na verdade
Simplicidade / Reciprocidade - Liberdade nas relaçÕes.
Dualidade Liberdade Responsabilidade
Mutalismo Razão Emoção
Foco Discordiano Nonsense como Salvação
Ato Permissionista
Isso segundos antes de começar a escrever o diário.
Penso que… Sei lá.
Marcado como “Quando Fui Outro”. Possível contradição.
Sexta excluí as pastas que eu tinha sobre o Evanescence. Todas as pastas que deixavam latente minha preferência pela banda de Little Rock foram a-pa-ga-das.
Mas as músicas não.
O que ocorre é que, desde o início do reinado de Evanescence em minha vida musical, eu separei as músicas do Evanescence de todo o resto. Deixei uma pasta especial, com fotos e tudo o mais. Todas as músicas lá, separadas, individualizadas.
A pasta demonstrava todo meu amor e afeição que eu tinha; colocava o Evanescence em primeiro. E mesmo que, depois de um tempo, a banda não aparecesse mais na minha mente tão rápido pra pergunta “qual são as suas bandas preferidas?”, eu mantinha a pasta lá. Cheguei a ignorar a banda uma vez nessa resposta, e me auto-remediei com a justificativa “Evanescence está garantido no meu coração. Não preciso dizer nada, a banda está lá e pronto”.
Não há nada que me chateie na banda. Não é porque o pulso firme de Amy Lee às vezes me faz desconfiar de uma chata e terrível ditadura na banda; não é porque o segundo CD não conseguiu ser tão bom quanto o primeiro, não é nada disso. É só porque acho que já está na hora de parar com essa idolatria forçada, com essas desculpas mentais. Que porra, é tão difícil abandonar essas convicções, ideais ou hábitos só porque elas estão no seu passado e fazem parte da imagem que os outros fazem de você? Um dos principais erros do existencialismo ateu sartreano, pra mim, foi juntar a noção de imagem com a noção de essência. Mas o existencialismo vai ficar pra oooutro post…
Eu continuo gostando de Evanescence. Sério. Eu não excluí as músicas; não bani um “E” do Cekemp, meu mantra musical posto no meu nome sagrado. Não. É só que não há mais porquê em elevá-la a altares que ela nem precisa, nem merece. The Strokes, Klaxons, Muse, são bandas que, ou conheci há pouco tempo, ou me foquei há pouco tempo, enfim, mas que mereceriam semelhante homenagem e eu não a farei, porque tudo isso é passageiro, e quero minhas músicas em um lugar só, concentradas, reunidas, todas as minhas 2001 músicas.
Nossa: 2001 = 2 zeros + 2 + 1 = 2 + 2 + 1 = 2 + 3 = 23 ou 5, como preferirem.
Rumo às próximas 2001…
1. Não resta mais nada do que antes era o que se chamava Eu.
2. Tudo o que se escreve é repetição indômita do que se foi.
3. “There´s nothing i could say that i haven´t thought before”.
4. Não há nada que eu possa dizer, que eu não tenha pensado antes.
5. A tentativa tão desesperada de alguma oriniginalidade é vã; é vaidade infrutífera. Tão inútil quanto despropositada.
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A palavra “feminismo”, de significação elástica, deturpada, corrompida, mal interpretada, já não diz nada das reivindicações feministas. Resvalou para o ridículo, numa concepção vaga, adaptada incondicionalmente a tudo quanto se refere à mulher.Em qualquer gazela, a cada passo, vemos a expressão “vitórias do feminismo” - referente, às vezes, a uma simples questão de modas! Ocupar uma posição de destaque em qualquer repartição pública, cortar os cabelos “à la garçonne”, viajar só, estudar em academias, publicar um livro de versos, ser “diseuse”, divorciar-se três ou quatro vezes, pelas colunas do “Para Todos”, atravessar a nado o Canal da Mancha, ser campeã de qualquer esporte. - tudo isso consiste “nas vitórias do feminismo”, vitórias que nada significam perante o problema da emancipação integral da mulher.

Só de Solo - Meu blog experimental / pessoal.
Kill MySpace - Meu blog em inglês, versão dos textos deste site.