Esse dia talvez seja o mais decisivo para iniciar uma longa jornada para a liberdade. Num primeiro momento, tudo parece muito bonito… Mas é fácil perder a ação quando se perde a própria linha de raciocínio. Essa viagem precisava ser falha no início, nota posterior: precisava ter um tropeção logo de cara. Esse erro original da viagem justamente dá origem à segunda parte desse caminho.
Hoje é um dia em que terei diversas provas comigo mesmo. Vai ser uma luta incessante para ganhar de instintos, ainda que mergulhado em vida, pra empregar a linguagem de Nietzsche. Instintos esses, de vida, que tentaram vencer-me pela manhã. Medo, preguiça, acomodação. Desprezíveis conselheiros invisíveis. Pela noite sinto-me mais corajoso: é impressionante o número de resoluções da noite que não se cumprem de dia. Será que o sol dissipa a força que a noite tem? Não sei. Sei o que eu preciso fazer e é o que eu vou fazer. Eu sei que vai doer. Não só em mim.
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Escrevendo da aula de geografia. Sinto-me melhor, o nervosismo e o… Aline me chamou… Voltando… Tudo isso meio que desapareceu. Não creio ter reprimido, acho que tenho isso resolvido. Senti uma tristeza tremenda, tanto quando decidi fazer isso (de noite) quanto na hora em que disse, ainda que tenha raiva de mim mesmo por, sei lá, por um tipo de frieza intrínseca que não gosto em mim mesmo. Mas disso eu falo depois… Meu afastamento é do jeito como tem que ser. Sutil. Não quero traumas, quero apenas não me importar mais com o que acontece. Não uma indiferença psicopata; e sim uma indiferença libertadora, que não tente segurar nos ombros um grupo que, na verdade, está sistematizado para que pouco dê certo pra mim. O afastamento que me permite não sentir mais por não saber das coisas - o afastamento da fábula do porco-espinho de Schopenhauer - prefiro saber pouco do que saber quase tudo.
“…É uma existência solitária. Acostume-se a isso.” - Black Iron Prison v2 (Jailbreaking for idiots)
Vou lá sentar com a Aline. O dia está longe de acabar.
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Agora sem copiar do caderno, direto no wordpress pro blog. De tarde, durante a aula de laboratório, o João me perguntou: “tais bravo comigo, né?”. Eu não respondi. Disse que a interpretação era dele. E não deixa de ser, mas isso é bem capcioso. “Ah, a interpretação é minha… Tu não fala mais comigo… Não como antes.”. É, talvez esse seja o objetivo. Eu estou bravo com o João? Não. Pelo menos não por causa da Pam. Não, isso não. Ficaria puto da vida com ele seeeee, e apenas se, ele tivesse ficado com ela antes da sexta-feira, o que, segundo ele, não é verdade. Portanto, nada a ver… Mas, talvez esteja irritado por me segurar pra não pular no pescoço dele toda vez que ele fala “João ama mkks” ao passar pela pista de skate da pracinha. É, talvez, quem sabe a resposta não seja positiva à primeira pergunta, João??
Agora imaginei a Natacha lendo isso. Será que ela se daria conta de que tudo tem ligação? Será que ela teria um insight e compreenderia toda a situação forjada por TODOS, não só por um ou dois, mas por todos os 4, que me deixaram com uma certa… desvantagem? Será? O que será que ela falaria? O que será que ela faria? Também, agora, pouco me importa. É tarde. Não fiz nada com o liquid paper lá, Andreah. Foi mal, mas quero deixar aquilo como uma marca. (Cicatriz??) Prova irrefutável de uma verdade subjetiva qualquer, que pode ser facilmente negada… Mas não com aquilo lá. E nem com aquele JAN na CEEL, associação do campeche. Tá faltando um P lá. =)
Mas isso já não importa mais. De certa forma, a aparência apolínea me libertou quando eu vi Kill Bill (eu vi mais uma vez o volume 1 e o 2, e paguei só um, o outro foi de brinde). Vejo cada vez mais como Nietzsche é foda e tem razão em muitas coisas. Impressionante.
Isso já não importa mais, really. Não digo que acabou; isso não seria ingênuo, seria ridículo, idiota, tolo, e desrespeitoso com a Aline. Não necessariamente nessa ordem. Mas de fato não acabou, apenas iniciou-se algo que pode dar um fim nisso. Ah, chega. Já investi demais nessa luta que começo a perder feio. Já chega. Daqui pra frente só tende a piorar. Tenderia, se eu não tomasse alguma providência, e é o que eu estou (tentando, até então conseguindo) fazer.
Às vezes dá raiva. Coisas que não se pode controlar. Coisas que ninguém tem culpa, algo que meio uma megahipersuperwooperconspiração do universo contra mim. A não ser que se admita que a professora regente, de literatura, tenha culpa, mas penso que não (dã oO).
Ontem à noite pensei também em pedir pra minha mãe pra deixar o meu quarto em paz. Eu odeio, odeio mesmo, nesse sentido da palavra, quando ela tenta arrumar o meu quarto, quando ele tem uma bagunça organizada em cima da mesa, e ela ordena a bagunça, colocando tudo onde não deveria. Me dá tanta raiva… Mas, de certa forma, eu teria que fazer um tratamento de choque porque seria obrigado a xingá-la se ela por acaso dissesse que a responsável pela limpeza no meu quarto era ela. Pedi pra ela pra deixar que eu limpasse o quarto. Em todos os sentidos, não só nos de organização. Mas, ela se negou a isso. Pelo menos disse que ia tentar não arrumar o meu quarto. Ela que não consiga pra ver só; vai ter barraco, ah se vai.
“tell me what do you do, when it all falls apart…”
The Veronicas é muito bom.
Outra coisa, notada pela Natacha:dia 27. 7 -2 = 5. Dia cabalístico.