Por Reverendo Peterson Cekemp
Acho, sinceramente, em meus achismos oficiais, que já temos tudo em termos de filosofia. Já descobrimos tudo, já pensamos tudo. Em termos de filosofia.
Falando de filosofia.
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Por Reverendo Peterson Cekemp
Acho, sinceramente, em meus achismos oficiais, que já temos tudo em termos de filosofia. Já descobrimos tudo, já pensamos tudo. Em termos de filosofia.
Falando de filosofia.
Acorcado a noite inteira, sem sono, sonhando acordado, cheio de pensamentos. Cansado, talvez, mas sem sono, sem vontade, de comer, de tomar banho, de levantar, sem vontade de viver, sem vontade de dormir, querendo, mas com medo de morrer.
Por amor, por medo, por alguma tragédia ou por angústia, só querer pensar, pensar no ruim, no mal, e no futuro, futuro este, que se tentando prever, se perde o presente, e se este futuro previsto não ocorre, perdemos o nosso presente e o futuro, e sem futuro, como iremos viver? Sem futuro, sem amor, sem perspectiva de vida, deitado em cama.
O ciclo se renova, pensando em como sair daquela angústia, daquela depresssão, pensando naquele futuro que não aconteceu, naquele futuro que não virou passado, pensando e como transformar o novo futuro em presente, mas como é um ciclo, este futuro pode virar um presente que esqueceu de acontecer, virar outro passado que não existiu.
Como sair desta situação? Já que tentando mudar o futuro não é suficiente, pois o futuro não está acontecendo, então, a solução seria tentar mudar o presente, pois este presente, este sim está acontecendo e pode ser mudado.
Eu comprei há um tempinho o CD “First Impressions of Earth”. O CD é simplesmente magnífico, The Strokes é simplesmente o que há na música atual, e o CD é uma operação Mindfuck do início ao fim.
Para aqueles que duvidam, postarei as letras do CD inteiro, em diversos posts, que dividirão a categoria de Sala de Música e Coletâneas, pelo seu caráter de “série”. Mas antes, vou avisar vocês de alguns fatos:
Na parte de trás do encarte do CD, há um número na parte de cima. Não sei o que significa exatamente (não sei pra que serve o número; bobagem técnica), mas o número é:
82876735032
O fato de o 32 (23 invertido) ter aparecido não surpreende tanto quanto outra coisa: somando todos os outros números:
8 + 2 = 10 + 8 = 18 + 7 = 25 + 6 = 31 + 7 = 38 + 3 = 41 + 5 = 46
46 é o dobro de 23.
Outra coisa: se você soma TODOS os números (contando com o 23 invertido) dá 51.
5 multiplicando por 1 dá… 5.
Mais uma coisa, dessa vez pra comprovar a operação:Mindfuck: em todas as letras do encarte (ou a maioria delas) há frases escondidas que revelam coisas interessantes. Atentem:
With a hundred ways to do a dozen things, why not try it all?
Thanks for passing the torch… I think I burned my hand, though. Would you like this thing back?
Vanity can easily overtake wisdom, it usually overtakes common sense!
No one is grown up except those free of desire - Rumi.
Who you are or who you wish you were: who wins?
It was 100.000 years before we figured out what to do with fire. Humans learned how to use fire to cook – 100.000 years after, they discovered how to make it. Picture cavemen, sitting in front of a fire, eating raw meat for 100 thousand years.
Sharp minds think alike. All you need is in the past.
If it doesn’t start with you, it dies with you.
Fear of the unknown, change, and death
The period of earthly life in your greater existence is similar to the 15 minutes of fame you get down here… Everyone gets to share you in a different way. And both are dreams.
Can our mind evolve to be something other than an extension of our animal needs?
Religion is never the problem. It’s the people who use it to gain power.
The best solutions are often simple, yet unexpected.
The Strokes, essa banda é FODA.
Quando criei o blog, era porque não consigo ficar parado apenas absorvendo conteúdo, e mesmo porque até hoje ainda me considero uma alma única, intelectualmente falando.
A questão é que já sei sobre diversos filósofos, mas com nenhum, nenhunzinho, eu concordei totalmente. Eu gosto muito de Kant, mas não concordo totalmente com ele. Gosto bastante de Schopenhauer (principalmente porque ele foi o primeiro filósofo a colocar a música como a melhor das artes, um tempinho antes do surgimento do Rock), mas não concordo com tudo. Gosto muito, muito mesmo, de Nietzsche, mas não concordo com tudo o que ele disse. Gosto muito, muito, muito, do discordianismo, tanto é que sou um reverendo discordiano, mas no calor da minha “recentidão” não sei se concordo mesmo com tudo. Acho que sim; entretanto o discordianismo não foi uma obra de uma pessoa só, um filósofo só. Existe um movimento por detrás, cheio de nuances, e a mensagem fundamental é pequena porém forte o suficiente pra me cativar extremamente.
Por isso mesmo é que prefiro fazer um broadcast sobre minhas idéias ao invés de ficar só nos comments de blogs que gosto muito, como o Mal Vicioso ou o 1001 Gatos. Mas o problema é que, ao criar uma cabala discordiana, eu não criei uma dissidência. E isso fez com que a O-MAL fosse apenas um repetidor. O que fazer?
Dar à cabala um sabor de dissidência. Com a compilação de textos que eu estou preparando, isso não vai ser difícil: logo logo vem aí o Livro da Lasagna de Mamão, o grande direcionador da ideologia deste blog.
Aguardem.
Correção: em vez de marcar este post como “quando fui outro”, é mais fácil esclarecer: a compilação já foi publicada mas foi, digamos assim, “tirada” do ar, porque já foi superada, ultrapassada, pelo livro “seminovosofia do polipensar”, que está disponível para download aqui.
Há algum tempo eu fiz um post sobre os melhores filmes que eu já assisti. Nos últimos dias, vi um que adorei, e já está incluso nessa lista, sem dúvida. O inglês “The Prestige”, no brasileiro, “O Grande Truque”
O Filme é excelente. Não é bom não, é muito bom. Ele se passa em três tempos diferentes: o presente, depois do que acontece na primeira cena (uma morte), o passado distante (quando os dois protagonistas se conhecem), e o passado mais próximo (quando o cara viaja e vai lendo o diário do outro cara). Enfim. No começo você se confunde, não entende direito o que está acontecendo, mas preste atenção, não se distraia, que você entende. Se você prestar bem atenção, entende a beleza filosófica do filme também.
Não sei se as atuações são boas, acho que são medianas (mais pra mais do que pra menos), mas o filme te encanta, te envolve, te aturde e de quebra, te surpreende no final. É muito bom.
Aí você me diz: vai contar qual é a tal beleza, afinal?
Vou… Claro… É pra isso mesmo que eu estou aqui.
AVISO: Acho que tem spoilers.

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