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Demais.
Conhecendo pessoas
Há três tipos de sentimento quando conheço uma pessoa: a sensação de que ela é muito parecida comigo em alguns elementos fundamentais, o que é bem divertido e me deixa bem à vontade; a sensação de que ela é diferente e que é muito legal conviver com essas diferenças e aprender com elas, o que também é muito divertido, embora dependa de muitos fatores pra que eu fique à vontade ou não; e a sensação de que ela é diferente de um jeito insuportável. Neste último caso, existem profundas diferenças no modo como vivemos, pensamos, agimos. Não que eu não conviva relativamente bem com este último tipo, mas estar em presença dessas pessoas me deixa irritado, incomodado, em constante estado de “alerta” psicológico.
Talvez seja possível que cada um faça uma auto-avaliação perguntando-se, afinal, o que é que a deixa em constante estado de “alerta”, e por que; Ou se existem poucas pessoas que a despertem uma alegria pelas diferenças ao invés de pelas semelhanças; Ou ainda o que divide o segundo tipo do terceiro tipo, e por aí vai. É um bom exercício, até.
Nasci na Época Errada
PS: Primeiro, gostaria de pedir desculpas por qualquer erro ou idiotice contenha. Acabei de chegar de uma noitada e não estou muito sóbrio. Desculpem-me.
Hoje diante dos fatos surgidos percebo que nasci na época errada. Hoje comprovei definitivamente que o romantismo está “fora de moda”.
Primeiro, que ontem fiquei com uma garota sem nem mesmo saber o nome dela… ou melhor, sem ao menos trocar alguma conversa com ela. Estava andando no meio do show (organizado na escola), quando me deparo com ela, linda. Mando aquele olhar 43, ela olha de volta. Fico dançando por perto (sem nenhuma intenção até em tão), quando depois de uns 30 minutos olho para a direção dela novamente, nem lembrava que ela existia, mas resolvi olhar, ela corresponde, dou um sorriso, ela também. Chego perto dela e digo “Te espero em 15 minutos lá fora para “conversarmos”.”
15 minutos passados, estava eu lá fora, ela chegando, simplismente coloco o dedo enfrente a boca, e falo “shhhh” (como se estivesse pedindo silêncio), e já fui logo beijando. Ela gostou, ficamos pouco tempo lá, mas o suficiente para fazer (em nossa gíria) um “sexo com roupas”.
Falar que não gostei, gostei sim, qual homem que não gosta de mulher? Mas poxa, a maior graça é a conquista!
Tá, o dia terminou por aí. Voltando lá hoje, na mesma festa, uma amiga dessa pessoa chega para mim “Você não vai ficar com a fulana hoje?” respondi: “Quem sabe!?”.
A turma dela estava perto da minha, passa uns 20 minutos um ex-cunhado meu, muito gente fina, não converso com ele, mas sempre que saímos e eu fico perto dele, conversamos como se fôssemos amigos de infância. Ele me contou que tinha pedido para nao-lembro-quem chegar na fulana para ele. Não sei, meus instinto masculino logo se misturaram com o álcool de meu sangue, e como meu gênio é aquele “tenho que estar sempre acima dos outros”, sabia que tinha que ficar com ela essa noite. Nisso já virei para o lado dela e lhe tasquei um beijo. Ela não tinha visto que era eu, me empurrou, mas quando ela percebera quem era, foi logo tratando de voltar a me beijar.
Acho difícil para mim, uma pessoa romântica, fazer esse tipo de abordagem, penso não estar fazendo a coisa certa, mas dá certo, dá certo mesmo eu não querendo que dê. Queria que o mundo fosse mais romântico. Mas a realidade é que não é, e se quisermos “nos dar bem” temos que ser mais ousados.
Minhas atitudes são mais um pedaço de mim que é controlado pelo sistema, não pelo sistema capitalisma como estamos acostumados a dizer, mas pelo sistema cultural, que parece que extingüiu a palavra “romance de seu vocabulário”.
Ainda aconteceu muitas coisas hoje que me motivaram a escrever este post, e posts futuros, mas minha zonzura não me deixa apertar mais nenhuma tecla. Agora somente o que me resta é pegar as batatas (Ruffles) que minha mãe comprou para mim, ligar o som no PC e ir dormir, sentindo o cheiro daquele que me laçou ainda no meu corpo, sem saber o que acontecerá amanhã, sem saber o que acontecerá futuramente. Deixemos que Éris role seus dados, e defina meu amanhã, que só saberei amanhã.
PS: Não me digam que escrevo melhor quando estou sob efeito de alcool.
PS²: Esqueci o que ia escrever aqui.
Não DÁ pra ficar quieto
Ah, o moralismo, ah, o moralismo. De novo está aquele espírita de merda no Lavanderia Mtv. Agora foi lá uma gótica reclamando que as pessoas a julgam e não sei mais o que. Lá está o espírita dizendo que isso não é bom pra energia dela, que ela chama atenção e não sei mais o que.
É um processo atual, um exemplo vivo que quase não dá mais pra se ver no cristianismo de forma tão vívida - o do moralismo, como ele funciona nas religiões. Eles usam jeitos ridículos de tentar provar as suas crenças - desde um livro de Platão passando por, hum, olha! Outro livro. - pra justificar o que eles acham que é certo e o que é errado, e assim querem aplicar essa regra a todo mundo.
Ah, e várias outras coisas. Lá está ele falando que o jeito como ela se veste involuntariamente ofende as pessoas. Ora, é a velha dicotomia na qual tanto insisto. A culpa é de A que não aceita as diferenças e o jeito de cada um de ser feliz, e fica insistindo em julgar os outros, exigindo que eles sejam do jeito que A queira pra que tudo fique conveniente para A. Semanas atrás lá estava ele chamando a mulher de “sensualista”, e isso era ruim porque “atraía espíritos negativos” pra ela e não sei o que. Bullshit. É um censor cara-de-pau que está abstratamente com uma prancheta julgando as atitudes das pessoas, pronto para corrigí-las, e ainda diz que “não, imagina, eu não julgo as pessoas, elas que tem que buscar a iluminação” ou outras coisas do tipo.
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Eu falei “Nada contra os espíritas”? Não falei? Então eu falo: nada contra os espíritas, viu, mas tudo contra aquele espírita em particular e a religião em particular.
Eu falei que não tenho nada contra espíritas? Pois bem, tenho sim contra outro. Um dia encontrei um espírita que falava “O espiritismo é uma religião perfeita”. Olha, eu não sei qual é o objetivo da religião pra ele, porque minutos depois lá estava ele falando “Uma vez minha vó deu um tapa na minha mãe. Eu odeio minha vó. Juro que se eu estivesse lá eu matava minha vó. Juro”. Tá bom, senhor religioso, tá bom… Eita religião perfeita…
Provavelmente vai chover comentários nesse post (não que eu esteja buscando isso, e, pra minha própria paz, estou torcendo pra que isso não aconteça), espíritas vindo reclamar e tal. Não me importo. Eu tenho evitado esse post não por uma questão de covardia intelectual, mas é porque não tem como exprimir a minha sensação sem parecer rude demais, sem usar palavras inadequadas, mas vou ter que fazê-lo. Não DÁ pra ficar quieto. O espiritismo é definitivamente uma praga. E, veja, essa é uma sensação, viu… Uma sensação que não dá pra exprimir de outra forma. O espiritismo parece que se gruda nas crenças e nas pessoas hoje em dia de uma maneira esquisitíssima. Volta e meia você acha alguém que gosta de livros espíritas, ou que freqüenta “templos espíritas” (desculpa, me fugiu a palavra agora) ou que “estuda o espiritismo” e o caralho. Pff, é o mesmo que teologia. Uma admiração sistemática do nada.
E o pior é que, se ainda fosse uma religião, até vai. Mas veja só: eu “estudo” o espiritismo. Essa crença ganha o status de ciência, de estudo, como se houvesse toda uma “lógica” científica por detrás dela. Não há, absolutamente não há. E aí se você procura pela internet existem poucas vozes contra o espiritismo, o que dá uma falsa sensação de que não há o que se dizer contra ele.
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Minha sensação depois de apertar o botão Publish vai ser, como escreveria Cardoso, #prontofalei
Tem culpa eu?
Esse texto está nos rascunhos há muito tempo porque não sabia bem como escrever o que eu queria escrever aqui. Na verdade, é engraçado: quando eu sei o que eu quero escrever tão bem que tudo faz um certo sentido na minha cabeça, fica pior pra escrever efetivamente, já que parece, sei lá… Não sei explicar. Talvez porque eu use os posts como uma maneira de explicar as coisas para os outros e faço isso ao mesmo tempo em que vou explicando pra mim mesmo - e como tudo já está pronto escrever não me parece mais “necessário”. Mas é claro que não é só sobre mim, também quero passar minhas idéias a outros, então escrevo ainda assim =)
Tem várias idéias que eu mais ou menos “tenho”, mas ainda tem muito tempo pra que elas sejam mais polidas, mais trabalhadas. Entretanto, uma idéia que eu posso dizer que é bem minha no sentido de “disso estou certo e duvido muuuito que vá mudar” é a idéia sobre amor e amizade - o último post que fiz sobre ela (porque teve vários) foi esse aqui, mas eu acho que aqui as coisas estão melhor explicadas.
Pra fechar qualquer brecha que aquela teoria tenha, eu quero falar sobre de quem é a culpa quando esse “sentimento” acaba. Eu digo que o amor, esse verdadeiro e foda e incrível termina quando toda uma ligação irracional torna-se completamente racional - gosta-se de alguém por isso, isso e aquilo. Mas isso acaba, é natural, as coisas têm um fim.
Esse sentimento existe entre duas pessoas: A e B. Mas, sabe aquela história do “Ele não é mais o mesmo de quando o conheci” - uma novidade: é assim mesmo que as coisas funcionam. As pessoas não são mais as mesmas, elas sempre mudam; se não por vontade própria por influências externas. Ou seja, se B deixa de existir pra dar lugar a C, A vai olhar pra B e não reconhecer mais ali a pessoa que amava.
Mas isso não significa de modo algum que esse sentimento tenha de acabar. Porque o amor/amizade é justamente sobre isso, sobre ser capaz de suportar essas mudanças. E não que as mudanças devam ser paradas, justamente porque as mudanças são a provação pela qual o amor passa. Se ele sobrevive, ele se torna mais forte. Se não, paciência.
Prova - digo, evidência ou sei lá - de que o que digo faz sentido é que, quando o amor não sobrevive à mudança, o que ocorre? A lógica da situação é: A gostava de B, não gostava de C, mesmo sendo estes dois a mesma pessoa. A mudança se caracteriza por algumas coisas que C se tornou que não era antes em B, ou seja, o sentimento deixa de existir porque está condicionado a uma razão - gosto dele se ele for x, y e z, ou seja, o que ele era quando era B. Mas agora que ele é, hum, x, y e j não gosto mais dele - ou seja, há um motivo, há uma razão pra gostar ou não dele.
Portanto, o a/a (ou acho que vou chamar de a², pra encurtar) pode acabar porque não resiste às pressões - ou pode acabar por um esforço da própria pessoa em racionalizar os sentimentos. E por que alguém faria isso? Ora, enquanto “pensamos com o coração” podemos acabar fazendo coisas que não são exatamente o melhor pra nós. Racionalizar também faz parte, é saber dizer não quando a coisa começa a ficar ruim.
Ou os sentimentos se perdem na batalha pela sobrevivência ou os afogamos quando necessário. Só no último caso a culpa é nossa; às vezes também não deixamos que nenhum surja por seguir racionalizando tudo sobre uma pessoa. Mas no último caso, é compreensível: não há nada de errado em escolher não se subordinar a um sentimento. É uma escolha, como outra qualquer. Tem culpa eu?* Depende do ponto de vista.
* Oh sim, é claro que eu sei do trocadilho. Por isso mesmo que eu usei a expressão =B hehehe.
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