Uma das coisas que mais me irritam silenciosamente são os jogos de adivinhação que fazem comigo, e acho que todo adolescente acaba passando por isso, com pais, tios, primos, conhecidos mais velhos, irmãos, etc. – o jogo de adivinhação do futuro.
O saco é que esse jogo já tem os ortodoxos e claramente bem-definidos formatos da escravidão do mundo moderno. As perguntas se resumem em: Com quem será que o Peterson vai se casar? Como será que vai ser a casa dele? No que será que ele vai trabalhar? Qual a faculdade que ele vai fazer?
Ou então, se não vem na forma de pergunta, o que é suficientemente chato, por me acomodar entre esse formato ridículo de vida segmentada e melancólica, vem na forma de profecia: “espera ele arranjar uma namorada e ele vai fazer tal coisa…”, “espera ele chegar na faculdade e ele vai começar a beber…”, “espera ele começar a trabalhar e ele vai gostar de roupa social…”
AAAAHHHHH!!!!
CHEGA!!
Será que dá pra parar de ficar me colocando entre esses estereótipos de Homer Simpson??? De Bart, ou de Sr. Burns, ou de Jovem Idealista Pseudo Rebelde Anarco Sem Causa Louco??? Por que simplesmente não param de jogar na minha cara um destino que eu não quero, como se fosse uma natureza da qual eu não pudesse escapar? Eles sabem da vida, mas eu cito Kant pra dizer que a experiência deles serve pra dizer como as coisas são, mas não que não possam ser diferentes (o ensino mais valoroso do filósofo alemão, pra mim).
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É o determinismo. Acabam achando que todo mundo é previsível. Fraco igual, com todo o respeito.