No domingo vi o filme “Robocop”, de 1987. Eu já conhecia a história dele mas nunca tinha visto o filme. Devo dizer que fiquei bem impressionado! Se tiver a oportunidade, leitor (que coisa machadiana), assista, é muito bom.

Sabe o que eu senti nele? Tim Burton. O tempo todo. O som, a interpretação, o Robocop em-si é um elemento tão tim-burnesco!! A introdução de um homem meio-máquina-meio-homem no meio do nosso dia-a-dia, sempre julgado como aberração ou com confusão por outras pessoas, e ainda com toda aquela caracterização típica do Tim Burton, o filme é todo muito tim-burnesco!!! E mais, o filme deixa de lado um pouco do lado de aventura na qual o herói está inserido para se focar mais na psicologia dele.

Mas esta, inclusive, é uma diferença. Talvez Tim faria isso de uma maneira mais abrangente, fazendo com que ele tivesse até quem sabe mais expressões emocionais ou que os conflitos fossem mais intensos, ou ainda mais explorados, etc. E, outra, talvez Tim o criasse de uma forma mais soturna, mais sombria, e o desenhasse como uma mistura mais profunda e homogênea entre homem e máquina.

De qualquer forma, só queria expressar essa minha comparação que ficou martelando a minha percepção enquanto eu aproveitava a excelente ambientação desse filme. Robocop do diretor Paul Verhoeven é minha dica essa semana.

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