Uma conversa este fim de semana me chamou a atenção. Estava eu e mais quatro pessoas, quando começamos a falar de morte, um disse que não para de pensar na morte, que pensa todos os dias, outro comenta que o pai fica dizendo que vai morrer em breve, uma moça disse que não gosta nem de passar perto de mortos, e assim a conversa foi se estendendo por horas.

Medo da morte, eu? Não! Como já disse, tenho medo do esquecimento, morrer sem ser ninguém, mas não da morte em si. Mas poxa, todos vamos morrer, quando estivermos mortos, veremos quem ganhou a aposta de pascal, mesmo estando em pequena desvantagem, pois cristãos não poderão pensar “Puts! Os Ateus estavam certos, não existe vida após a morte”. Mas o que estou querendo dizer é, não adianta discutir o que há depois da morte, todos morrerão, todos descobrirão, não adianta perder tempo discutindo. Não podemos perder o tempo da vida falando da morte, todos terão a morte depois da vida, mas o contrário não, não podemos deixar para viver a vida depois da morte.

É como tentar decifrar a morte na vida, perde-se um tempo, e não descobre-se nada. Quanto ao medo de mortos, só digo uma coisa, prefiro ficar perto de um morto do que de um vivo, o morto está morto (óbvio) e não poderá me fazer mal, agora, para um vivo não posso nem virar às costas, não dá para confiar em um (isto inclui minha pessoa).

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