Você acorda de manhã, por você mesmo.

Você toma seu café de manhã, por você mesmo.

Você lê o jornal meio que interessado, por você mesmo.

E você dá um beijo de despedida na sua mulher, por você mesmo.

 

Quando vai pro trabalho, você ouve o rádio e dirige seu carro, por você mesmo.

E ainda que não o fizesse, seria só por você mesmo.

Ainda que todos vocês começassem a não se importar sobre esses hippies sujos, ainda,

Seria só, por você mesmo.

Ainda que andasse pro trabalho, seria por você mesmo.

E ainda que fazendo isso, você desse uma esmola pra um mendigo,

Seria totalmente por você mesmo.

Então você não se sentiria mal, sobre, você mesmo.

 

E talvez, eventualmente, isso comece a parecer como uma prisão? Talvez essa rotina comece a entrar debaixo da sua pele, começa a coçar, e a fazer você se coçar, e isso só fica pior, porque você ainda está coçando por você mesmo.

E então talvez, você comece a perceber que isso é pertencente a sua realidade.

 

Que o mundo gira em torno de você, a não ser que você fosse mais feliz pensando de outra maneira.

Mas o mundo SEMPRE gira em torno de você.

 

Tavez comece a parecer como uma prisão, sem muros, e ainda sem escapatória. Uma prisão de realidade, uma cela a prova de tolos onde não se pode escapar, desenhada pra conter você perfeitamente. Uma que, se você deseja escapar, seria só por você mesmo, e por seus próprios interesses, e paradoxalmente se sentindo dessa forma, você coloca outro tijolo na cela escura.

Ou você se mata?

Se estiver tudo bem pra você, legal, mas não é nenhuma fuga.

Você se mata, por você mesmo.

Este texto é uma tradução. Veja o original (inglês) aqui

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